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Economia Ambiental - Coggle Diagram
Economia Ambiental
Antecedentes: Emergência da Questão Ambiental
Anos 1960/1970 - emergência da "Questão Ambiental - Problemática envolvendo a relação conflituosa entre o modo de vida da sociedade industrial, o modelo de desenvolvimento econômico e a preservação ambiental.
Antes: ou não havia o pensamento em preservação ambiental, ou era algo a ser intocado, ou era visto de forma utilitarista apenas. Não como essencial à manutenção da vida humana.
Extinção de espécies/ perda da biodiversidade
Mudanças climáticas
Poluição urbana
Ameaças pelo uso de agrotóxicos
Livro: Primavera silenciosa
Noção de escassez/ finitude de recursos (tragédia dos comuns)
Quais são os limites do crescimento econômico?
Clube de Roma: 1968 >> Relatório Meadows: Limites do crescimento
Teoria Malthusiana - "The Population Bomb" (A Bomba Populacional) - Paul Ehrlich; "The Tragedy of the Commons" (A Tragédia dos Comuns) - Garret Hardin; "The Limits to Gowth" (Os Limites do Crescimento) - Meadows et al.
Países ricos liderando o debate e países pobres discordam >> os que já cresceram querem frear o crescimento e os que não cresceram querem oportunidades de se desenvolver. Quem deve pagar a conta da questão ambiental?
1972 - Conferência de Estocolmo (ONU) >> Início do que viria a ser "desenvolvimento sustentável"
1987 - Relatório Brundtland: "Nosso Futuro Comum" - conceito de "desenvolvimento sustentável"
"Aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades"
1992- Conferência Rio 92 (CNUMAD) >> Agenda 21 e Convenção sobre a Diversidade Biológica
Economia Ambiental no sentido amplo
Economia:
Estuda produção, distribuição e consumo de bens e serviços; comportamento humano diante da relação necessidades - recursos;
Recursos escassos x Necessidades são limitadas: COMO GERAR BEM ESTAR?
Economia Clássica
Século XVIII (Adam Smith, David Ricardo, Thomas Malthus)
"A Riqueza das Nações - Adam Smith"
Livre mercado:
Propriedade Privada
Autorregulação ("mão invisível do mercado" - lei da oferta e da procura)
Escola Marxista
Século XIX (Karl Marx)
Desigualdades criadas pelo sistema capitalista decorrentes do livre mercado
Interferência do Estado;
Valor ligado ao trabalho/ produção.
Escola Neoclássica
Final do século XIX
Incorpora variável UTILIDADE em relação aos custos/ valor;
Base de muitas teorias econômicas atuais.
Escola Keynesiana
Século XX (Maynard Keynes) - contexto da Crise de 1929
Intervenção estatal na economia
Economia Ambiental
Premissas
Recursos Naturais
Limitantes
Influenciam diretamente na produção dos bens
Seguem a Lei de Oferta e Procura/ Demanda
Perguntas norteadoras
Como a degradação ambiental afeta o crescimento econômico?
Como o sistema econômico afeta o ecossistema?
Economia Ambiental x Economia Ecológica
Economia Ambiental
é a resposta da Economia Neoclássica à questão ambiental
Relação de UTILIDADE no sistema econômico;
Sistema econômico como sistema FECHADO;
Como veem o problema?
Problema envolve a visão dos
recursos naturais como bens comuns
(
commons
- sem valoração monetária, gratuitos), não sendo considerados nas decisões político-econômicas e usados em regulação.
Solução:
incluí-los no sistema econômico, nas decisões e regulações.
Como?
Impactos ambientais são externalidades negativas >> criar mecanismos para internalizar externalidades no cálculo econômico dos agentes >> valorar os recursos naturais >> precificar e regulamentar, atribuir responsabilidades, taxar, licenciar, multar...
Premissa:
O crescimento econômico e o desenvolvimento tecnológico são capazes de solucionar os problemas decorrentes da degradação ambiental >> uso de recursos renováveis e técnicas sustentáveis.
Metodologia:
Métodos de VALORAÇÃO que integram dimensões ecológicas, econômicas, sociais >> trazer para o plano MONETÁRIO variáveis de proteção do meio ambiente e da biodiversidade.
Economia Ecológica
Crítica à base utilitarista da economia ambiental neoclássica para responder à complexidade dos efeitos da economia
globalizada
sobre o
meio natural
.
Inserção de conceitos biofísicos e princípios ecológicos na análise econômica.
Trajetória
1989 - fundação da Sociedade Internacional para a Economia Ecológica;
1989 - publicação da Revista Economia Ecológica;
1992 - fundação da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica.
Solução:
envolve busca da determinação da sustentabilidade na interação Economia/ ecologia. >> Quais são as condições de estabilidade, qual a capacidade do ambiente e dos recursos diante das necessidades de crescimento econômico? >> Quais são os limites?
Premissas:
É fundamental reconhecer fluxos materiais e energéticos (princípios biofísico) para compreensão do funcionamento do sistema econômico;
Economia é sistema aberto >> materiais (recursos entram no sistema e saem (resíduos); >> limites >> sistema econômico deve considerar condições físicas e químicas que o influenciam; >> oposição à "economia ambiental", que destaca a valoração dos recursos, sem considerar de forma ampla as inter-relações ecológicas.
Lei da conservação da matéria e energia (1ª Lei Termodinâmica): quantidades de matéria e energia no universo são constantes (não se criam ou se destroem) >> é finita.
Lei da Entropia (2ª Lei Termodinâmica): A energia do universo, embora constante, sofre processo irreversível de mudança de estado - energia dissipada não está mais disponível para realizar trabalho útil >> escassez de recursos.
Transdiciplinariedade Ecologia/ Economia: limites e possibilidades de sustentabilidade da interação Ecologia - Economia. -
"O problema ambiental está na forma de desenvolvimento da sociedade
" (Georgescu-Roegen)
Ceticismo prudente: progresso tecnológico se dá dentro de LIMITES fisicamente possíveis >> Adoção da PRECAUÇÃO (lembrar que o princípio da precaução é considerado como derivado da economia ecológica)
É insuficiente o tratamento das questões ambientais pela internalização de externalidades (por exemplo: vamos pagar pelo pescado que o pescador deixou de ter com a construção da PCH) >> há relações cujos valores não podem ser precificados (ex. modo de vida do pescador).