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Infecções das Vias Aéreas Superiores P.2 - Caso 3 - Coggle Diagram
Infecções das Vias Aéreas Superiores P.2 - Caso 3
Otite Média Aguda
Quadro Clínico
Otalgia, Febre, Diminuição do Apetite, Diarreia
A Membrana Timpânica vai ter: hiperemia, opacidade, abaulamento,
otorreia aguda
Idade < 2 anos, gravidade dos sintomas e presença de
otorreia aguda
, principalmente a bilateral direcionam o tratamento da OMA
bilateral é mais grave
otorreia espontânea indica a doença
Complica virando mastoidite
Tratamento
Melhora espontânea sem intervenção em 80% dos casos, caso não melhorem rapidamente, pode-se utilizar antibiótico
Usar Analgésicos
Dar antibiótico a criança > 6 meses caso tenha sintomas graves(otalgia e 39ºC) ou caso os sintomas persistam por 48 h ou +
Dar antibiótico a criança < 2anos com OMA bilateral
Criança entre 6-23 meses, monitorar a evolução, se piorar 48-72 h, dar antibiótico
O antibiótico recomendado é Amoxlina 50 mg/kg
Haemophilus influenzae não tipável e a Moraxella catarrhalis usar Amoxilina + Clavulanato(inibidor de beta-lactamase)
Criança > 2 anos, sintomas graves: usar por 10 dias
Criança 2-5 anos, OMA Moderada: usar por 7 dias
Criança < 6 anos, OMA Leve: usar por 5-7 dias
Alergia a penicilina usar macrolídeo ou clindamicina
Amoxilina pode ser usada se a criança não a recebeu nos últimos 30 dias, não tem conjuntivite purulenta e não for alérgica a penicilina
se a criança recebeu amoxilina nos últimos 30 dias, tem conjuntivite purulenta ou OMA recorrente que não responde a amoxilina, usar antibiótico adicional que cubra betalactamase
Amoxilina + Clavulanato, cefalosporina de 2ª geração(cefuroxima), cefalosporina de 3ª geração(ceftriaxona)
Se a criança não melhorar ou piorar e já estiver usando antibiótico, mudar para outro antibiótico de mais amplo espectro
Fazer drenagem da orelha média quando: não responder ao tratamento com antibiótico, imunodeprimidos, doenças graves e complicações
Tubos de Ventilação para OMA Recorrente, 3 episódios em 6 meses ou 4 episódios em 1 ano, com 1 dos episódios nos últimos 6 meses
Etiopatologia
Vírus respiratório ou infecção aguda na orelha média
Vírus: VSR, Adenovírus
Bactérias: Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae não tipável e a Moraxella catarrhalis
Otite média com efusão
Patologia
Inflamação por infecção ou alergia também são fatores relevantes
Defeito na Tuba auditiva, não permite ventilação adequada, causa diminuição da pressão, gera pressão negativa, o que acumula secreção na orelha(efusão)
Adenoide pode ter papel na inflamação crônica da nasofringe
Disfunção na orelha é o principal fator no surgimento da doença
Tratamento
Geralmente tem boa evolução e resolução espontânea
Pacientes com fatores estruturais que comprometem a Tuba Auditiva(TA)(EX: Sindrome de Down) não tem resolução espontânea, devem ser levados para a cirurgia colocar tubos de ventilação
Em crianças sem fatores de risco, deve-se esperar, pois 75% a 90% se resolvem em 3 meses
OME recente e com associação a processos inflamatórios nasais e de nasofaringe, devem ser tratados, porém nos casos de OME crônica não há evidências de que o tratamento clínico afete a evolução da doença.
abaulamento é o achado mais significativo para o diagnóstico de OMA,
Rinossinusite
RS Aguda
Tratamento
RSA Viral
Usar Anti-histamínicos (em crianças
alérgicas), Descongestionantes e Analgésicos
Lavagem com sorofisiológico
Praticar exercícios
RSA Pós-Viral
Sorofisiológico + corticoide topico nasal
RSA Bacteriana
Antibióticos apenas para casos graves ou recorrentes
Usar SF e corticoide durante a persistência de sintomas
Reavaliar em 48-72 h casos leves
Tratamento de 1º linha
Amoxilina(45-90 mg/kg/dia), Amoxilina + Clavulanato de potássio(45-90 mg/kg/dia + 6,4 mg/kg/dia)
Linha Alternativa(Caso alergia a penicilina)
Cefalosporina de 2ª geração: cefuroxima(30 mg/kg/dia), claritromicina(15 mg/kg/dia), cefalosporina de 3ª geração: ceftriaxona(50 mg/kg/dia IM ou IV por 3 dias)
Falha após 48-72 horas de tratamento inicial
Amoxilina + Clavulanato de potássio(45-90 mg/kg/dia + 6,4 mg/kg/dia), ceftriaxona(50 mg/kg/dia IM ou IV por 3 dias)
Falha após tratamento alternativo
ceftriaxona(50 mg/kg/dia IM ou IV por 3 dias), clindamicina(30-40 mg/kg/dia, com ou sem cefalosporina de 2ª(cefuroxima) ou 3ª(ceftriaxona) geração ou Vancomicina IV)
Prevenção
Etiopatologia
Streptococcus pneumoniae, Haemophilus
influenzae e Moraxella catarrhalis
Quadro Clínico
Diminuição do olfato em adolescentes
dor de garganta, irritação laríngea e traqueal e disfonia podem estar presentes
Cansaço, sonolência e febre também podem estar presentes
obstrução nasal, rinorreia, dor facial e tosse
RS Crônica
Tratamento
Corticoide, lavar o nariz com SF
Tratamento cirurgico caso não responda ao tratamento clínico
Procedimento de 1º escolha em crianças < 7 anos com RSC
Faringoamigdalite
Quadro Clínico
Inicio súbito, febre alta, dor de garganta, prostração, cefaleia, calafrios
Também pode ter vômitos e dor abdominal
Tratamento
Infecção autolimitada e resolução espontânea, em 2-5 dias, entretanto o quadro pode durar 8-10 dias, e permanece infectado 1 semana depois de resolver os sintomas
Antibióticoterapia precoce reduz o tempo da doença, reduzindo a morbidade e prevenindo complicações supurativas
Usar penicilina G Benzatina, 600.000 UI IM para <20kg, 1.200.000 UI para >20kg
fenoximetilpenicilina, 25.000 - 50.000 UI/kg/dia, a cada 8 ou 12 horas, por 10 dias
Amoxilina oral, 50 mg/kg/dia, a cada 12 horas
Cefalosporinas, Macrolídeos e Azalídeos
Etiopatologia
Enterovírus: Coxsáckie, Echovírus. Ortomixovírus: Influenza A e B.
Paramixovírus: Parainfluenza e VSR