A coabitação tem crescido em Portugal, especialmente entre os adultos mais velhos, seguindo uma tendência observada globalmente. Embora seja mais comum entre casais mais jovens, os baby boomers optam cada vez mais por viver em união estável sem o casamento formal. Essa escolha é muitas das vezes motivada pela procura por companhia íntima sem os compromissos legais, como o cuidado com um parceiro doente. A coabitação na vida adulta tardia tende a ser mais estável do que entre os mais jovens, mas, no caso dos homens idosos, pode estar associada a maiores índices de depressão, possivelmente devido à falta do suporte emocional e social oferecido pelo casamento. No entanto, os benefícios de saúde e bem-estar da coabitação variam, com casais casados ainda apresentando algumas vantagens comparativas, especialmente em relação à estabilidade emocional e física.