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Módulo 6 - Segurança do paciente - Coggle Diagram
Módulo 6 - Segurança do paciente
PROTOCOLOS BÁSICOS DE SEGURANÇA DO PACIENTE
Identificação do paciente
Cirurgia segura
Prevenção de úlcera por pressão
Segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos
Prática de higiene das mãos em serviços de saúde
Prevenção de quedas
DANO - Comprometimento da estrutura ou função do corpo e/ou qualquer efeito dele oriundo (Portaria No 529/2013; RDC No 36/2013)
físico
social
psicológico
EVENTO ADVERSO - Qualquer incidente que cause dano ao paciente (Portaria No 529/2013; RDC No 36/2013)
EVENTO ADVERSO PÓS-VACINAÇÃO - Qualquer ocorrência indesejada após a vacinação, não possuindo necessariamente uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (ANVISA 2020)
ERROS - poderia ter resultado ou resultou, em dano desnecessário ao paciente (MS, FIOCRUZ, Anvisa, 2014)
TIPOS DE ERROS
CIRCUNSTÂNCIA NOTIFICÁVEL (incidente com potencial expressivo para causar dano)
NEAR MISS OU QUASE ERRO (incidente que não atingiu o paciente)
CIRCUNSTÂNCIA NOTIFICÁVEL (incidente com potencial expressivo para causar dano)
INCIDENTE SEM DANO (incidente que atingiu o paciente mas não lhe causou dano)
SEGURANÇA DO PACIENTE: CULTURA
Responsabilidade
segurança acima de metas financeiras
encoraja e recompensa
aprendizado
"9 CERTOS" DA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
Medicamento certo
Via certa
Ação certa
Paciente certo
Hora certa
Forma farmacêutica certa
Dose certa
Registro certo
Monitoramento certo
SEGURANÇA DOS PRODUTOS
1968/Criado o WHO Programme for International Drug Monitoring
FARMACOVIGILÂNCIA
Ciência e atividades relativas à detecção, avaliação, compreensão e prevenção dos efeitos adversos ou de quaisquer outros problemas relacionados a medicamentos” (OMS-2011)
SEGURANÇA DO PACIENTE
a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde (OMS, 2011; Portaria No 529/2013)
1968 – Centro Internacional de Farmacovigilância (Monitorização de Medicamentos)
1991 – Publicação da primeira parte dos resultados Harvard Medical Practice Study
1999 – Relatório To Err is Human: Building a Safer Health System
Erros relacionados à assistência à saúde
Falhas nos processo de cuidados em saúde
PREVENÇÃO DE ERROS NA VACINAÇÃO 2
ERROS NO PROCESSO DE VACINAÇÃO
TROCAS ENTRE VACINAS (Tipo de erro mais frequente)
Embalagens ou rótulos semelhantes
Nomenclatura ou siglas semelhantes
Letras pequenas nos rótulos
Posicionamento do nome da vacina no rótulo
Uso de rótulo sem fundo contrastante
Armazenamento seguro de vacinas
Checar/ler cuidadosamente o rótulo
Envolver o paciente/responsável na checagem
ERROS ENVOLVENDO A FAIXA ETÁRIA DO PACIENTE
Desconhecimento e não verificação das peculiaridades do seu uso da vacina
Não checagem da idade do paciente
CARACTERÍSTICAS RELEVANTES PARA A PREVENÇÃO DE ERROS
Gestação
Amamentação
HIV
Alergias
ERROS ENVOLVENDO AS CARACTERÍSTICAS DO PACIENTE
Disponibilizar informações sobre os critérios de contraindicação e indicação de vacinas
Checar os critérios de contraindicação e indicação
Treinamento de profissionais
ERROS DE VACINAS EM SISTEMA DE DOIS COMPONENTES
Administração isolada do diluente
Administração isolada do componente líquido
Não diluição de vacina que demandava diluição
Uso de diluente incompatível para reconstituir ou diluir a vacina com componente em pós
Armazenar os 2 componentes em conjunto
Disponibilizar informações sobre o preparo da vacina
Checar a forma de preparo da vacina
Treinamento de profissionais
ADMINISTRAÇÃO DE VACINA VENCIDA
Armazenamento seguro de vacinas
Checar/ler cuidadosamente o rótulo, incluindo a validade
Envolver o paciente/responsável na checagem
FARMACOVIGILÂNCIA E VACINAS 3
EVENTO ADVERSO PÓS-VACINAÇÃO
Pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou achado laboratorial anormal
Um EAPV é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação, não possuindo necessariamente uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos)
QUANTO AO TIPO – locais e sistêmicos
QUANTO À GRAVIDADE – hospitalização, comprometer o paciente, resulte em anomalia congênita, óbito
Evento adverso não grave – EANG
SEGUNDO A CAUSALIDADE
Reação relacionada ao produto
Reação relacionada à qualidade das vacinas
Erro de imunização
Reação de ansiedade relacionada à imunização ou resposta desencadeada pelo estresse, devido à vacinação
Coincidente
AVALIAÇÃO DA CAUSALIDADE
determinar a probabilidade de uma associação causal
Relação temporal – a causa deve proceder o efeito
Força de associação - estatisticamente significativa que demonstre que o evento não é simplesmente uma ocorrência por “acaso”
Relação dose resposta - a evidência de que o aumento da exposição aumenta o risco do evento suporta a sugestão de uma relação causal
Consistência da evidência resultados semelhantes gerados por estudos, usando diferentes métodos
Especificidade - a vacina é a “causa” do evento que pode ser demonstrada
Plausibilidade e coerência biológica - a associação entre a vacina e o evento adverso deve ser plausível e consistente
doenças preexistentes
doenças recém-adquiridas
ocorrência de um evento sem um fator de risco conhecido
emergência de doença de origem genética
exposição a drogas ou toxinas anteriormente ao evento
surgimento de complicações por traumas ou cirurgias
manifestação ou complicação de alguma infecção, já presente anteriormente ou no período de incubação, e surgimento coincidente à vacinação
DISTRIBUIÇÃO DOS EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO
ESPERADOS
Graves – convulsões febris, episódios hipotônico-hiporresponsivos, anafilaxia
Mais comuns – febre, dor, edemas locais
INESPERADOS
Não identificados anteriormente – invaginação intestinal, falência múltipla de órgãos
Desvios de qualidade do produto – contaminação de lotes, teor indevido de endotoxina
NOTIFICAÇÃO
MUNICÍPIO
ESTADO
FEDERAL-CIFAVI
e.SUS Notifica - Substituto ao Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (Sipni)/Sistema Nacional de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação (SNVEAPV)
VigiMed - Anvisa, para que cidadãos e profissionais da saúde relatem eventos adversos a medicamentos e vacinas
e.Reporting (OMS) - Para instituições não cadastradas nossistemas VigiMed ou e-SUS Notifica
NOTIVISA - queixas técnicas ou desvios de qualidade
REAÇÕES ANAFILÁTICAS PÓS-VACINAÇÃO 4
ANAFILAXIA
hipersensibilidade sistêmica aguda
potencialmente fatal
clínica e gravidade variáveis
MECANISMOS IMUNOLÓGICOS
IgE-independente (dextran, fámacos, etc)
IgE-dependente (alimentos, fármacos, venenos, inseticidas, etc
MECANISMOS NÃO IMUNOLÓGICOS
OUTROS: opioides
FÍSICOS: frio, calor, UV, exercícios
MEDIADORES E MANIFESTAÇÕES
LIBERAÇÃO DOS MEDIADORES SOLÚVEIS: histamina, leucotrienos, prostaglandinas, citocinas
Vasodilatação
Aumento da permeabilidade vascular
Contração de musculatura lisa
Liberação de neurotransmissores
PRINCIPAIS DESENCADEADORES DE ANAFILAXIA NO BRASIL
MEDICAMENTOS
ALIMENTOS
INSETOS
DESENCADEANTES DA ANAFILAXIA
Medicamentos, alimento e veneno de insetos (como abelhas, vespas, marimbondos e formigas)
Outros agentes comuns: látex (contido em equipamentos médicos, balões de ar, preservativos)
Estímulos físicos, como exercício e frio
SINAIS E SINTOMAS DA ANAFILAXIA (Aparecem entre 15 min e 1h após exposição ao alérgeno)
Desconforto, formigamento e tontura
Coceira, urticária generalizada
Sibilos, dificuldade respiratória
Desmaio
Espirro
Rubor
Vômito
Tosse
Angioedema (inchaço do tecido)
Coração acelerado
Ansiedade e agitação
Hipotensão e choque anafilático
Náusea
Cólicas abdominais
Diarreia
ANAFILAXIA BIFÁSICA
Ocorre em cerca de um quinto dos episódios de anafilaxia, tipicamente 8 a 10 horas após a resolução inicial das manifestações, embora estejam descritas recorrências até 72 horas
CONDIÇÕES QUE PODEM SER CONFUNDIDAS COM A ANAFILAXIA NO PERÍODO PÓS-IMUNIZAÇÃO
Episódio hipotônicohiporresponsivo
Convulsão
Transtornos somáticos
Desordens severas coincidentes
Erro de imunização
EPISÓDIO VASOVAGAL X ANAFILAXIA
EPISÓDIO VASOVAGAL
INÍCIO - Imediato, geralmente em minutos ou durante a administração da vacina
MUCOCUTÂNEOS - Palidez generalizada, pele fria e úmida
RESPITATÓRIOS - - Respiração normal; pode ser superficial, mas sem respiração difícil
CARDIOVASCULARES – Bradicardia, Hipotensão, Perda de consciência
GASTROINTESTINAIS - Náusea/vômito
NEUROLÓGICOS - Fraqueza e tontura
ANAFILAXIA
INÍCIO - Pode ocorrer entre minutos a horas, após a administração do agente desencadeante
MUCOCUTÂNEOS - Prurido, eritema cutâneo generalizado (vermelhidão), urticária (pápulas), angioedema
RESPIRATÓRIOS - Tosse, sibilos, rouquidão, estridor ou sinais de dificuldade respiratória, inchaço das vias aéreas superiores (lábios, língua, garganta, úvula ou laringe)
CARDIOVASCULARES - - Taquicardia ,hipotensão, perda de consciência: nenhuma melhora em decúbito dorsal ou na posição de cabeça para baixo
GASTROINTESTINAIS - Cólicas abdominais, diarreia, náusea e vômito
NEUROLÓGICOS - Sentimento de ansiedade e angústia graves/relevantes
ABORDAGEM “ABCDE” AO PACIENTE, NO CASO DE SUSPEITA DE ANAFILAXIA
A (“Airway”) Aperto da orofaringe Estridor Disfonia Rouquidão
B (“Breathing”) Tosse Sibilos Aumento da frequência respiratória Dispneia
C (“Circulation”) Hipotensão Taquicardia (pulso rápido e fraco) Bradicardia
D (“Disability”) Perda/alteração da consciência
E (“Esposure”) Urticária Angioedema Eritema difuso ou localizado Prurido
CHOQUE ANAFILÁTICO (hipóxia celular e tecidual)
Hipovolêmico
Cardiogênico
Distributivo
Obstrutivo
MECANISMOS FISIOPATOLÓGICOS NO CHOQUE ANAFILÁTICO
Extravasamento de fluido
Vasodilatação
Bradicardia relativa
Alteração da contração miocárdica e redução do retorno venoso
Dilatação arteriolar precoce
Aumento transitório da resistência vascular pulmonar
Contração arteriolar tardia
PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA
Rapidez e treinamento
Adrenalina
SAMU (192)
Posicionamento do paciente
SUPORTE BÁSICO DE VIDA 6
SUPORTE BÁSICO DE VIDA NA ANAFILAXIA
CRITÉRIOS DE ANAFILAXIA
INÍCIO AGUDO - PELE/MUCOSA - Comprometimento respiratório ou Hipotensão
MODALIDADES DE ASSISTÊNCIA EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA
Suporte básico de vida – SBV
evita o óbito
mitigar a deterioração do quadro clínico
Suporte intermediário de vida – SIV
Suporte avançado de vida – SAV
PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA
Ausência de resposta
Ausência de respiração ou em “gasping”
Ausência de pulso palpável
CHECAR PULSO
Pulso carotídeo
Pulso braquial
COMPRESSÕES X VENTILAÇÕES
Adulto 30x02
CRIANÇAS/BEBÊS
01 SOCORRISTA 30 X 02 2min
2 SOCORRISTAS 15 X 02 2min
SEQUÊNCIA DE ATENDIMENTO
Avalia a responsividade
Avalie a respiração e pulso simultaneamente por até 10 s
PCR
Compressões torácicas imediatamente
EVENTOS SUPOSTAMENTE ATRIBUÍVEIS À VACINAÇÃO E IMUNIZAÇÃO ESAVI 7
Segurança de vacinas - preocupação mundial
Vacinação segura - sucesso ou fracasso dos programas de imunizações
imprescindível que notificações ocorram e tenham qualidade
Farmacovigilância mesmo após a utilização em larga escala
possíveis eventos adversos que não puderam ser observados anteriormente
verificar causalidade
Identificar sua ocorrência
Classificar corretamente quanto à sua gravidade
Utilizar sistema correto
Prestar informações de qualidade
Ocorrência indesejada após a vacinação - Não possui necessariamente relação causal
As ações de vigilância são voltadas para os eventos moderados e graves
Esperados vs. Inesperados
notificar todos
ESAVI GRAVE - Ocorrência médica indesejável que resulte em disfunção ou incapacidade significativa ou persistente (ou seja, uma seqüela), anomalia congênita, risco de morte, hospitalização ou óbito
ESAVI - Graves, não graves, erros de imunização
ESAVI GRAVE PRAZO
PNI – 24h
Privados – 72h (óbito)
e-SUS Notifica (PNI)
Covid-19
Serviços SUS (PNI)
VigiMed (ANVISA)
Cidadãos
Hospitais sentinela ANVISA
Vigilância municipal
Serviços privados - Até o 15º (décimo quinto) dia útil do mês subsequente
Eventos adversos que evoluírem para óbito - em até 72 (setenta e duas) horas a partir do ocorrido
NOTIFICAÇÃO DE QUEIXAS TÉCNICAS DE VACINAS 8
QUEIXA TÉCNICA - Desvio dos parâmetros de qualidade
Precipitação
Alteração de aspecto
Alteração de coloração
Corpo estranho
Suspeita de contaminação microbiológica
Quebra de ampola
Problemas de vedação de frasco ampola
Troca de rótulos/ embalagem secundária
Excursão de temperatura em vacinas covid-19: NÃO É QT, MAS DEVE SER NOTIFICADA!
QT ESPECÍFICAS DAS VACINAS DE COVID19
volume em excesso
volume faltante
corpo estranho