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Acolhimento Institucional - Coggle Diagram
Acolhimento Institucional
Violência Doméstica contra a criança e o adolescente (VDCCA)
Para a OMS - Violência é o uso da força física ou poder, real ou em ameaça, contra si, outra pessoa, grupo ou comunidade, que resulte ou tenha possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência do desenvolvimento ou privação
Crianças e adolescentes são mais vulneráveis pela relação de dependência
Os agressores mais comuns são os pais, seguidos de irmão mais velhos (normalmente por medida educativa)
Há uma tendência à reprodução do fenômeno da violência
Fatores de risco na família
Distorções dos papéis e funções
Fracasso em organizar a família de acordo com uma hierarquia estrutural
Tipos de violência
Física
Uso de força física não acidental
Dano varia de leve dor ao assassinato (mais visibilidade)
Consequência: Comportamentos agressivo, bullying, ansiedade
Psicológica
Agressões verbais ou gestuais para aterrorizar, rejeitar, humilhar, restringir ou isolar
Dano: Ferida moral, abalo na autoestima, privação de afeto, atenção, cuidados, bem estar e conforto (Tem menos visibilidade)
Exemplos: punições, abandono, alienação parental, atos agressivos
Consequências: depressão, medo, desajuste social, fobias
Sexual
Ato ou jogo, relações hetero ou homossexuais, entre um ou mais adultos e uma criança/adolescente menos de 18 anos, podendo ser para estimula-la ou utiliza-la para o prazer alheio
Exemplos: Carícias, relações sexuais, incesto, estupro, exibicionismo, exploração sexual
Consequências: depressão, ansiedade, comportamento sexualizado, alterações cognitivas
Negligência/Abandono
Omissão, ausência ou recusa dos cuidados, evitando a prevenção de riscos à saúde integral da criança (física e integral)
Consequências: timidez, baixa autoestima
VDCCA e o acolhimento
O grupo familiar deveria ser o melhor núcleo para o desenvolvimento, porém a vivência de privação ou violência podem provocar traumas graves
Esses traumas podem resultar em inabilidade de estabelecer relações saudáveis e quadro psicopatológicos
acolhimento institucional é a última alternativa
Modalidades do acolhimento
Antes do ECA
FUNABEM
Afastamento arbitrário das famílias/comunidades
Sem direito à defesa
Perda da liberdade da criança
Agrupamento em grandes prédios divididos por idade e sexo
Irmãos eram separados
Dormitórios coletivos, não iam à escola
Horários rígidos
Cuidados coletivos (Higiene, vestuários, pertences)
Ambiente afetivo não era considerado relevante
Acolhimento Institucional
Caráter excepcional
Provisório
Não implica em privação de liberdade
Deve promover acolhida, cuidado e espaço para socialização e desenvolvimento
Investimento na reintegração à família de origem
Condições
Estar inscrito no CMDCA
Fiscalização do Conselho Tutelar, MP e Poder judiciário
Dirigente da instituição é equiparado ao "guardião"
Princípios
Preservação dos vínculos familiares
Integração em família substituta, quando esgotadas as possibilidades de manutenção na família de origem
Atendimento personalizados e em pequenos grupos
Não desmembramento de grupos de irmãos
Evitar transferência para outras entidades
Participação na vida da comunidade local
Preparação gradativa para o desligamento
Casa Lar
Unidades residenciais
Cuidador residente com supervisão técnica
Máximo de 10 criança
Manter constante comunicação com a Justiça
Promover relação afetiva e estável com o cuidador
Preservar espaços individuais
Atender demandas de saúde, educação e lazer
Desenvolver autonomia e independencia
Manter parcerias com programas de repúblicas para a transição para adolescentes
Família Acolhedora
Famílias devidamente capacitadas para o acolhimento de crianças e adolescentes
Medida protetiva - acolhimento provisório até a solução permanente
Residencia de uma familia do programa
Não candidata à adoção
Guarda transitória
Objetiva oferecer um cuidado individualizado em um ambiente familiar
Crianças no acolhimento
Tendência a testar para ver se ocorrerá novo abandono
Exercem todo seu poder de destruição
Podem apresentar diversos sintomas e patologias
Imaturidade, confusão, ansiedade, terror noturno, baixa autoestima, defasagem escolar, distúrbios da identidade, atraso no desenvolvimento psicossexual e neuropsicomotor, agressividade, enurese, depressão
A permanência alongada em acolhimento dificulta a reintegração à família de origem ou adoção, por enfraquecer os vínculos familiares e por conta da dificuldade de adoção de criança maiores
A atuação do psicólogo
Como:
Av. Psi
Atendimentos individuais e grupais
Acompanhamento terapêutico
Reuniões clínicas
Grupos operativos
Capacitações
Para quem:
Crianças e Adolescentes
Cuidadores
Comunicação com a justiça
Para que:
Promover a reconstrução do psiquismo muito mais do que tratar desajustes