Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
Microbiologia - Microrganismos patogênicos e armas biológicas - Coggle…
Microbiologia - Microrganismos patogênicos e armas biológicas
Tipos de risco
Biológicos
Vírus
Bactérias
Fungos
Protozoários
Parasitas em geral
Classes de risco
Classificados de acordo com:
Patogenicidade
Virulência
Transmissibilidade
Medidas profiláticas
Tratamento eficaz
Endemicidade
1
NB1
Baixo
risco individual
Baixo
risco coletivo
Agentes biológicos não incluídos nas classes de risco 2, 3 e 4
Não demonstra capacidade comprovada de causar doença em homem ou em animais
sadios
2
NB2
Moderado
risco individual
Limitado
risco coletivo
Agentes com potencial de propagação e disseminação
limitado
Existem tratamento e profilaxia eficazes
3
NB3
Alto
risco individual
Moderado
risco coletivo
Capacidade de transmissão por via respiratória
Causam patologias potencialmente letais
Existem medidas de prevenção e tratamento :arrow_right: lesões ou sinais clínicos são graves e nem sempre há tratamento
Representam risco se disseminados no meio :arrow_right: podem propagar-se pessoa a pessoa
4
NB4
Alto
risco individual
Alto
risco coletivo
Grande poder de transmissibilidade pro via respiratória ou desconhecida
Não há medida profilática ou terapêutica eficaz
Causam doenças de alta gravidade e letalidade com alta capacidade de disseminação no meio
Especial
NB4
Alto
risco de causar doença animal grave
Alto
risco de disseminação no meio ambiente
Termos introdutórios
Patogenicidade
Capacidade de produzir sintomas
Virulência
Capacidade de matar ou incapacitar o hospedeiro
Modo de transmissão
Cutânea
Digestiva
Respiratória
Estabilidade
Capacidade de sobrevivência no meio ambiente
Origem do agente biológico
Localização geográfica :arrow_right: hábitat
Mapeamento de áreas endêmicas :arrow_right: típicas
Profilaxia eficaz
Medidas de prevenção à doença
Tratamento eficaz
Medidas de cura/combate à doença
Conceitos importantes
Agente biológico
Organismos vivos ou material infeccioso derivado deles que causam doenças ou mortes em homens, animais e plantas ao multiplicar-se no hospedeiro
Arma biológica
Arma que transporta dentro de si algum agente biológico
Técnicas que possibilitam o desenvolvimento de armas
não necessariamente
acarretam o rápido desenvolvimento das vacinas
Os microrganismos devem contar com uma série de características importantes, como serem capazes de resistir à manipulação e ao armazenamento, serem passíveis de produção em larga escala e serem capazes de se disseminar em condições adversas
CDC-USA
Classifica os agentes biológicos em 3 categorias
A
Agentes de alta prioridade
Inclui organismos que apresentam grande risco à segurança nacional :arrow_right: fácil disseminação ou transmissão, alta taxa de mortalidade, causam pânico e perturbação social, requerem ação especial para a preparação da saúde pública
Ex.: agentes da varíola, peste, botulismo e antraz
B
Agentes de segunda prioridade
Destacam-se pela facilidade
moderada
de se disseminar, taxas
moderadas
de morbidade e
baixas
taxas de mortalidade, requerem aperfeiçoamento na capacidade de diagnóstico e vigilância epidemiológica
Ex.: agentes da febre do tifo, encefalite viral, brucelose e que ameaçam a segurança da água
C
Patógenos emergentes que poderiam ser projetados para disseminação em massa no futuro devido à facilidade de serem obtidos e disseminados e ao potencial que apresentam para
altas taxas
de mortalidade e morbidade :arrow_right: grande impacto na saúde
Ex.: Vírus do Nipah e Hantavirus
Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos
Armas biológicas
Clostridium botulinum
Bastão gram +
Formador de esporos
Anaeróbio
Desenvolvimento :arrow_right: alimentos hermeticamente fechados
Toxinas:
A, B, E :arrow_right: doenças em humanos
C, D :arrow_right: doenças em animais
Alta letalidade :arrow_right: incubação :point_right::skin-tone-5: 12-48h :arrow_right: duração :point_right::skin-tone-5: 3-6 dias
Efeito da toxina botulínica :arrow_right: ação paralisante :point_right::skin-tone-5: bloqueio da liberação da acetilcolina :arrow_right: morte por parada respiratória
Tratamento :arrow_right: soro polivalente ou anti-toxina específica :point_right::skin-tone-5: neutraliza apenas a toxina
circulante
, a que já está na placa motora permanece :arrow_right: sintomas perduram
Ebolavirus
Filovírus :arrow_right: RNA e capsídeo
Causa febre hemorrágica ebola :arrow_right: início súbito e finaliza com choque hemorrágico
Não tem vacina
5 espécies :arrow_right: 4 provocam doenças em humanos :point_right::skin-tone-5:
Zaire ebolavirus (mortalidade = 84%), Sudan ebolavirus, Tai Forest ebolavirus e Bundibugyo ebolavirus
Transmissão :arrow_right: contato direto
Não é transmitido pelo ar
Bacillus anthracis
Bactéria imóvel, gram +, aeróbica, formadora de esporos
Forma virulenta :arrow_right: altamente letal
Possui cápsula antifagocítica
Produz 2 enzimas:
Toxina causadora de edema
Toxina letal
Transmissão :arrow_right: AR :point_right::skin-tone-5: exposição aos esporos
Não transmite por contato direto
Comum em herbívoros :arrow_right: hipopótamos
Infecção via:
Pulmonar :arrow_right: + letal
Intestino :arrow_right: intermediária
Cutânea :arrow_right: - letal
Taxa de mortalidade :arrow_right: 100% por via pulmonar
Existe vacina
Tratamento :arrow_right: doses elevadas de antibióticos
Produção em larga escala :arrow_right: fácil
Orthopoxvirus variolae
O + devastador
Humanos :arrow_right: únicos hospedeiros naturais
Sobrevivência no meio ambiente :arrow_right: <2 dias
Ocorrência natural :arrow_right: destruída em todo o mundo em 1980
Vírus de DNA :arrow_right: um dos + resistentes que infecta humanos
Transmissão :arrow_right: contato direto e objetos compartilhados
Produz proteínas que o torna resistente aos anticorpos
Taxa de letalidade :arrow_right: aprox> 30% :point_right::skin-tone-5: pessoas não imunizadas
Vacinas estão vencidas (ultrapassadas)
Formas:
Hemorrágica :arrow_right: + rara, + intensa :point_right::skin-tone-5: seguida por eritema generalizado e hemorragia cutâneo-mucosa, :warning: fatal em 5-6 dias
Maligna :arrow_right: desenvolvimento de lesões cutâneas confluentes, planas e não pustulares :point_right::skin-tone-5: sobreviventes costumam apresentar descamação da epiderme
Yersinia pestis
Bacilo gram -, imóvel, encapsulado
Aeróbio ou anaeróbio facultativo
Transmissão :arrow_right: picada de pulgas ou roedores infectados
Sinônimos :arrow_right: peste negra, peste bubônica
Inflamação aguda de linfonodos
Pode causar morte em menos de 1 dia
Tratamento :arrow_right: altas doses de antibiótico
Vacinas em curso
Vibrio cholerae
Bastonetes gram -, anaeróbios facultativos, móveis, vibriões
Ataca intestino :arrow_right: intensas diarréias
Encontrado em ambientes de água doce ou salgada :arrow_right: forma livre
Destruído em altas temperaturas :arrow_right: >70ºC
Vacinas disponíveis
:arrow_right: Dukoral, Shanchol e Euvichol :point_right::skin-tone-5: administradas via oral
Escherichia coli 157:H7
E. coli enteroemorrágica (EHEC)
Variedade rara :arrow_right: causador da colite hemorrágica :point_right::skin-tone-5: humanos
Coloniza o trato intestinal :arrow_right: produz verotoxinas :point_right::skin-tone-5: ativas no cólon
Destruídas em altas temperaturas :arrow_right: 70ºC
Casos graves:
Anemia hemolítica microangiopática, trombocitopenia, alterações da função renal, febre e anomalias do sistema nervoso central:
Idosos :arrow_right: Púrpura trombótica trombocitopênica (PTT)
Crianças :arrow_right: Síndrome hemolíticourêmica (SHU)
Taxa de mortalidade :arrow_right: elevada
Streptococcus pneumoniae
Principal agente etiológico de infecções respiratórias adquiridas :arrow_right: otites, sinusites e pneumonias
Diplococos gram +, alfa-hemolíticos, aeróbios e encapsulados
Encontrados nas vias aéreas de indivíduos normais
Infecção grave de pulmão :arrow_right: tosse com catarro, febre e dificuldade para respirar
Principais bactérias relacionadas com a pneumonia bacteriana:
Streptococcus pneimoniae
Klebsiella pneumoniae
Staphylococcus aureus
Haemophilus influenzae
Legionella pneumophila
Mycoplasma pneumoniae
Leptospira interrogans
Espiroqueta, gram -, aeróbia obrigatória, flagelada
Infecta animais selvagens e domésticos :arrow_right: humanos são hospedeiros
acidentais
Sobrevivência na água neutra ou ligeiramente alcalina :arrow_right: 3 meses ou +
Transmissão :arrow_right: contato com urina infectada de animais :point_right::skin-tone-5: diretamente ou em água
Invade diretamente através da pele lesionada e pode se replicar no fígado e rins
Pode ser assintomática, causar doença não-específica leve ou resultar em morte por lesão hepática e insuficiência renal
Não existe vacina no Brasil
:arrow_right: existe para animais