Na realidade brasileira, é como se o biopoder traçasse uma linha social ligada a determinação do padrão social de normalidade a ser seguido pelas pessoas. Enquanto determinadas características conferem esse tom de normalidade aos chamados estabelecidos nesse sistema, que são valorizados nesse sistema, as pessoas que não se aplicam a este padrão estão do lado desvalorizado da linha ("outsiders"). Dependendo de seu gênero, raça, classe, sexualidade, ou até mesmo geração, uma pessoa pode ser cada vez mais periferizada e relativizada na sociedade em que vive, o que acaba fazendo com que o lugar de fala desta pessoa também seja diminuído.