RCC 3 - REMIT

Fases da resposta ao estresse cirúrgico

Resposta neuroendócrina e hormonal

Resposta metabólica

Resposta inflamatória

Catecolaminas

ACTH e cortisol

Metabolismo das Proteínas

A partir do momento que acaba o estoque de glicose circulante, o corpo começa quebrar radicais livres

Glucagon

Músculo = Proteólise

Para a formação de nova glicose

Gliconeogênese

Glutamina e Alanina

Passam pelo fígado durante o trauma e se tornam glicose

Quando a Alanina passa por esse processo

Ciclo de Felig

Produzido pelas células alfa do pâncreas endócrino

níveis elevados no trauma

principal mediador responsável pela gliconeogênese hepática

Estimulado pelo SN autônomo simpático e pela hipoglicemia

12 horas após o trauma

GH

Age como hormônio catabólico

Estimula a glicogenólise e a lipólise

Promove a hiperglicemia

Ocorre elevação nos níveis plasmáticos
adrenalina (epinefrina) e dopamina

Principais efeitos:

Cardiovascular:

Metabólica:

Respiratória:

Endócrina:

Gastrointestinal e genitourinária:

Coagulação:

aumento
na pressão arterial

aumento
na resistência vascular periférica

aumento na força de contração

aumento na frequência cardíaca

aumento na força de contração

glicogenólise

gliconeogênese

glicólise hepática

aumento na
produção de lactato

estímulo à lipólise

Os estímulos sensoriais provenientes da ferida operatória, já no momento da incisão, alcançam o hipotálamo

diminuição dos níveis de insulina

Provocam a liberação do Hormônio Liberador da Corticotrofina (CRF)

Estimula a síntese e secreção de ACTH pela adeno-hipófise

Metabolismo lipídico

broncodilatação

aumento da frequência respiratória

Citocinas pró-inflamatórias, colecistoquinina, ADH, peptídeo intestinal vasoativo, catecolaminas, dor e ansiedade, parecem também contribuir para o aumento do ACTH.

O ACTH atua no córtex da suprarrenal estimulando a produção de cortisol, elemento fundamental no trauma.

Estímulos para lipólise:

Funções do cortisol:

Catecolaminas

Cortisol

Efeito sobre o catabolismo tecidual, mobilizando AA da musculatura esquelética, que servirão de substrato para gliconeogênese, para a cicatrização de feridas e para a síntese hepática de proteínas de fase aguda

Hormônio do crescimento

Facilita a ação das catecolaminas na lipólise: liberação de glicerol e ácidos graxos livres.

estimulam a secreção da
renina,

impulsionam também do
antidiurético (vasopressina)

estimulam a hipófise a produzir
mais hormônio corticotrófico (ACTH),

Adipócito

Os níveis de cortisol permanecem elevados de duas a cinco vezes o normal por no mínimo 24 horas em cirurgias de grande porte, porém não complicadas.

Triglicerídeos

Ácidos graxos livres

Glicerol

Metabolismo de carboidratos

relaxamento
da musculatura lisa e dos esfíncteres

promoção de um estado de hipercoagulabilidade

Usado na gliconeogênese

Oxidado

Cetonas

Reesterificado

umentam o risco de trombose.

diminuição da
fibrinólise

aumento da adesividade plaquetária,

image

Insulina

No pós operatório tem os seus níveis reduzidos ( quase indetectaveis)

Há um aumento da resistência a insulina

A resposta ao trauma é uma resposta catabolica, e a insulina é um hormônio anabólico

Pro-inflamatória

produção exagerada

instabilidade hemodinâmica

distúrbios metabólicos

Anti- inflamatórias

Interleucinas

IL- 10

IL- 4

IL-1

Promove intenso catabolismo

ADH

Produção aumentada

Reabsorção de água

Reverberações clínicas

  • Edema de ferida
  • Vasoconstrição esplânica
  • 1 semana de duração

IL-6

Prolonga a sobrevida dos neutrófilos ativados

Aldosterona

Manutenção do volume intravascular

Conserva sódio

Elimina potássio e hidrogênio

Alcalose metabólica

IL-17

Alcalose mista do pós operatório

Associação:

  • Drenagem nasogástrica (Alcalose metabólica)
  • Hiperventilação anestésica
  • Aumento da frequência respiratória

Expansão da secreção de quimiocinas

Febre e expansão clonal de linfócitos

níveis correlacionam-se com a gravidade do estresse

Febre, vasodilatação, choque, supressão do miocárdio

IL-8

Expansão clonal de linfócitos T, migração de
neutrófilos, basófilos, eosinófilos, linfócitos

TNF-α

Fase EBB

Febre, vasodilatação, choque e ativação de neutrófilos

Fase de refluxo hemodinâmico (choque)

IFN-γ

Corpo humano tenta limitar a perda de sangue e manter a perfusão para os órgãos vitais

Promove a ativação dos macrófagos

Curta duração

promove a resposta Th1

24-72h após o estresse cirúrgico

adrenalina e glucagon

inibe a resposta Th2

glicogenólise estimulada

Predomício da resposta neuroendócrina

insulina

glicogênese inibida

↑ hormônios contrarreguladores da insulina

Catecolaminas, cortisol e glucagon

↑ resistência insulínica

Hiperglicemia 2ª a ↑ da gliconeogênese e da lipólise

Diminuição da taxa metabólica basal e do consumo de O2

catabolismo proteico

aminoácidos

lipólise

Vasoconstrição e ↑ da resistência vascular periférica, com ↓ do débito cardíaco

glicerol

gliconeogênese

glicólise anaeróbica

lactato

+fígado

↑ da contratilidade e da FC

"AUMENTO DA PRODUÇÃO DE COMBUSTÍVEL"

Outros antiinflamatórios

Produzido basicamente pelos macrófagos,
linfócitos e células, endoteliais.

Reduz ativação de macrófagos, feedback negativo do TNF-α e atua diminuindo a atividade das IL 1, IL 6, IL 8.

Produzida basicamente pelos Linfócitos T,
e macrófagos

Induz a produção de IgG4 e IgE por linfócitos B, regula negativamente TNF, IL-1, IL-6, IL-8

IL-10

IL -13

Produzido pelas células dendríticas,
medula óssea

Aumenta a produção de plaquetas e inibe a
proliferação de fibroblastos

Produzido basicamente pelos Linfócitos

Inibe a secreção de citocinas pró-inflamatórias secretadas pelos macrófagos

TGF-β

Produzido pelos macrófagos,
plaquetas, linfócitos

Estimula a quimiotaxia por monócitos e induz a síntese de proteínas extracelulares por fibroblastos

Produzidos basicamente pelos leucócitos

Tromboxanos

Vasoconstrição, broncoespasmo

Fator de ativação plaquetária (FAP)

Ativação de células endoteliais e agregação plaquetária, levando à plaquetopenia

Fase FLOW

Fase Anabólica

Hipermetabólica

Maior gasto energético

Maior catabolismo proteico

Maior produção de glicose

Hiperinsulinemia

Altos níveis de catecolaminas e glucagon

Importante a produção de energia para reparar as lesões

Se inicia quando o organismo consegue sobreviver ao estresse

inicia-se poucos dias após o trauma

quando é muito extenso, inicia-se vários dias após o trauma.

Menor gasto energético basal

Potencial para restauração da proteína corpórea

A cicatrização das feridas depende da ingestão de nutrientes

Hormônios tireoidianos e sexuais

tanto os hormônios tireoidianos, quanto os hormônios sexuais não costumam apresentar alterações relevantes para o trauma