Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
Leonor - Psicopato II - Psicose de Freud e Lacan - Coggle Diagram
Leonor - Psicopato II - Psicose de Freud e Lacan
Introdução
A escuta por meio da associação livre possibilita a emergência do sujeito do inconsciente, além de criar condições mediante a transferência para as suas manifestações.
Isso foi postulado como base a escura de sujeitos neuróticos
Com sujeitos psicóticos, Freud encontrou uma série de dificuldades, chegando a contraindicar o tratamento psicanalítico para esses sujeitos.
Freud pensou o tratamento com psicóticos nos mesmos moldes da neurose, ie, tendo o laço de amor transferencial que tal tratamento exigia como condição necessária, por isso afirmou que o método psicanalítico não se aplicava ao tratamento da psicose.
Lacan conseguiu perceber as peculiaridades da manifestação da transferência na psicose.
Freud baseia-se a princípio no conceito de recalque para tecer suas formulações a respeito da psicose.
Freud e os primeiros passos na abordagem teórica da psicose
Nas formulações iniciais sobre a psicose, Freud postula que a paranoia, assim como a histeria, a neurose obsessiva e a confusão aleatória, são modos de defesa.
A diferença entre esses quadros está no destino sofrido pelo afeto.
Histeria: à medida que o conteúdo da ideia é afastado da consciência, o afeto é deslocado por conversão
Ideia Obsessiva: o conteúdo tb não tem acesso à consciência, pois é representado por deslocamento para um substituto disfarçado e o afeto é conservado
Confusão Alucinatória: o conteúdo e o afeto são afastados do ego devido à incompatibilidade com a ideia
Paranoia: há, para Freud, "um abuso do mecanismo da projeção para fins de defesa", uma vez que o conteúdo e a ideia são conservados e projetados para o mundo externo.
A partir disso é possível entender um fenômeno comum na clínica da psicose, especificamente da paranoia, em que o sujeito projeta no outro os seus próprios motivos, por isso é sempre o outro que é culpado/perseguidor nas tramas do delírio.
Freud explica que há ativação dos mecanismos de defesa quando o ego se depara com uma excitação de cunho sexual, que é traumática e, por isso mesmo, deve ser recalcada.
Na psicose, o ego rejeita a representação incompatível com o seu afeto e age como se essa representação nunca tivesse existido, tudo isso graças ao seu desligamento da realidade.
Freud apostou na existência de um sujeito na psicose, ou seja, ele abriu a perspectiva para o entendimento de que, além de qq deficiência simbólica a ela atribuída, a psicose é um modo de ser (diferenciado, singular e incomum) do sujeito diante das condições e dos limites impostos pelo entrechoque da realidade pulsional com a realidade social.
A neurose não repudia a realidade, apenas a ignora; a psicose a repudia e tenta substituí-la.
Na neurose, quando há um fracasso das ações do recalque, há o retorno do recalcado por meio das formações inconscientes, por meio dos sonhos, sintomas, chistes, lapsos, transferência e atos falhos.
Na psicose, o retorno do que foi rejeitado a partir de dentro retornaria a partir de fora, em forma de alucinações e delírios.
Freud já dava indícios de que o tratamento com sujeitos psicóticos deveria ocntar com o recurso do delírio, formulando assim o aforisma: "o delírio como tentativa de cura".
Primeiro momento do ensino lacaniano e os apontamentos sobre a psicose: centralidade no Nome-do-Pai
Foraclusão (prescrição
) - Inexistência do significante Nome-do-Pai na psicose, o significante que fica de fora do Simbólico, não incluído no Simbólico.
Nome-do-Pai
- interdição feita pelo pai na relação da criança com a mãe. Lacan não se refere ao pai real, mas sim à função simbólica que o Nome-do-Pai exerce na constituição do sujeito.
Por não ter sido barrado pelo significante da castração, o campo do Outro se apresenta
para o sujeito psicótico como absoluto.
Perante esse Outro absoluto e na falta do recurso da
significação, o sujeito psicótico constrói sua própria realidade para explicar suas experiências.
tal como Freud entendia o delírio como uma tentativa de cura, Lacan o entende
ainda como uma alternativa de trabalho encontrado pelo sujeito psicótico para dar conta de sua realidade própria e fora do mundo comum, social.
Nas histórias dos delírios paranoicos, nota-se que é no campo do Outro que o sujeito
localiza seu gozo persecutório.
Por isso, seus delírios se constituem na forma de “o Outro me
odeia”, “o Outro me ama” e “o Outro me trai”.
no caso da
esquizofrenia
o sujeito não consegue localizar seu gozo completamente no lugar do Outro.
no caso da
esquizofrenia o sujeito não consegue localizar seu gozo completamente no lugar do Outro.
A alucinação verbal, em especial, é um fenômeno marcante na psicose.
Essas alucinações verbais, por se constituírem como tentativas de recuperação dos
objetos, também são tentativas de cura.
Para Lacan, a estabilização das
crises se torna possível quando há a construção de uma nova realidade a partir do delírio.
“se o delírio é uma interpretação, cabe ao
alienista conter sua própria ânsia de interpretar pelo sentido e deixar essa tarefa exclusivamente a cargo do sujeito delirante”.
É o fato de o significante Nome-do-Pai ficar de fora do Simbólico, ou seja, sem
metaforização do Real, que sustenta o jargão psicanalítico do “inconsciente manifesto a céu aberto” na psicose.
Segundo momento do ensino lacaniano: a psicose a partir da topologia dos nós