Sintomas: roncos, estertores, corrimento nasal, uni ou bilateral, mucopurulento, seroso ou sanguinolento, espirros e dispneia inspiratória. Pode ocorrer a formação de massas firmes ou pólipos no tecido subcutâneo, especialmente sobre a cartilagem do plano nasal, levando ao aumento na narina e vermelhidão, popularmente conhecido como “nariz de palhaço”. Contudo, pode haver também infecção pulmonar, e os microrganismos, após se disseminarem a níveis alveolares, ganham a via hematógena e atingem diversos órgãos, como os rins, ocasionando insuficiência renal secundária, ou claudicação secundária a osteomielite e difundida linfadenopatia. Os animais acometidos pela síndrome cutânea podem apresentar nódulos múltiplos na pele ou subcutâneo, preferencialmente na cabeça ou pescoço dos gatos, de crescimento rápido, que podem ser firmes ou flutuantes, ulcerar e drenar um exsudato serosanguinolento as lesões podem ocorrer em nariz, língua, gengivas, palato duro, lábios ou leito ungueal. Quando há disseminação da criptococose a nível ocular, manifesta-se um complexo de sinais incluindo fotofobia, blefaroespasmo, opacidade da córnea, edema inflamatório da íris, hifema, coriorretinite granulomatosa, blefaroespasmo, uveíte anterior, neurite óptica, luxação das lentes, descolamento retinal supurativo e glaucoma.
Tratamento: anfotericina B, cetoconazol, itraconazol, voriconazol ou fluocitosina
Efeitos colaterais: Anfotericina B: calafrios, aumento de creatinina sérica, pirexia, hipocalemia, náusea e vômito
Cetoconazol: dor abdominal, diarreia, náusea, função hepática anormal e dor de cabeça.
Itraconazol: Falta de apetite, náuseas, vômitos, cansaço, dor abdominal, icterícia (cor amarelada nos olhos e na pele), urina muito escura e fezes esbranquiçadas.
Voriconazol: distúrbios visuais, teste de função hepática anormal, febre, rash, vômitos, náusea, diarreia, cefaleia, edema periférico e dor abdominal.
Fluocitosina: anemia, diarreia, falta de apetite, distensão abdominal, dor no abdômen, boca seca, náusea, vômito, confusão mental, alucinação, dor de cabeça, sedação e perda da audição.
Potencial zoonotico: De todas as regiões envolvidas, a sudeste é a mais acometida (BRASIL, 2012). Nos humanos, assim como em todos os outros animais, a infecção se dá pela via aerógena e o sistema respiratório é o local de desenvolvimento do foco primário de onde, dependendo da resposta do hospedeiro, poderá disseminar-se para o sistema neurológico.