Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
Problema 14, R, Grupo 1: Yasmin Ferrari, Anielle, Gisele, Heloísa Pignata,…
Problema 14
Tumor de Wilms
Definição
Ou nefroblastoma, é a forma mais comum de neoplasia renal na infância.
Geralmente ocorre nos primeiros 2 a 5 anos de vida
Epidemiologia
Aproximadamente 500 crianças e adolescentes com menos de 20 anos de idade são diagnosticados por ano nos EUA
O risco de desenvolver tumor de Wilms é maior em algumas síndromes congênitas de supercrescimento, síndromes congênitas não relacionadas ao supercrescimento e crianças com anomalias congênitas geniturinárias
A sobrevida em longo prazo chega a 90% em doença localizada
Até 10% dos pacientes têm doença metastáticoa quando se apresentam, sendo os lugares mais comuns os pulmões (80%), os linfonodos regionais, o fígado e os ossos
Etiologia
O tumor de Wilms é uma neoplasia geneticamente heterogênea. Pode ser hereditário ou ocorrer esporadicamente
A inativação dos genes WT1 no locus 11p13 e o gene WT2 no locus 11p15, parecem ser um evento genético inicial na evolução do tumor de Wilms
Acredita-se que a perda de heterozigosidade (LOH) em 1p e 16q seja um evento secundário que, em última instância, resulta na formação do tumor de Wilms
Crianças com anomalias geniturinariás congênitas como hipospádia, genitália ambígua ou criptorquidia também estão predispostas a desenvolver tumor de Wilms
Apesar disso, apenas uma pequena parcelas dos casos (10%) está associada a síndrome de malformações congênitas ou tem uma história familiar positiva
Fisiopatologia
A oncogênese do tumor de Wilms é um processo de várias etapas que deve se desenvolver por meio de um estágio pré-maligno
Restos nefrogênicos são focos microscópicos de elementos renais blastemais primitivos encontrados no tecido renal normal em um local intra ou perilobar, e são derivados de células-tronco renais
Eles são encontrados em tecido renal normal, em cerca de 30% a 40% dos casos unilaterais e em todos os tumores de Wilms bilaterais, bem como em crianças com síndromes congênitas relacionadas ou não ao supercrescimento
Dando suporte a ideia de que os restos nefrogênicos são lesões precursoras
O primeiro modelo genético, ou “hipótese de 2 toques” (2 eventos mutacionais limitadores de taxa que ocorrem em sequência) postula que as crianças que desenvolvem tumor de Wilms hereditário nascem com uma mutação constitucional pré-zigótica do ácido desoxirribonucleico (DNA)em um alelo de um gene, que é o evento desencadeante, e que esse evento é seguido por outro evento no mesmo locus do gene ou em um locus diferente, causando a formação do tumor
Estudos sugerem que a expressão aberrante do oncogene IGF-II, resultante da perda da impressão do gene IGF-II materno, pode ser uma das alterações epigenéticas mais comuns do tumor de Wilms
Manifestações Clínicas
Distensão abdominal progressiva
Massa na parte inferior do abdômen/flanco
Indolor
Insensível à palpação
Lisa
Unilateral
Em forma de "balão" que não se move com a respiração
Sem ultrapassar a linha média
Dor abdominal
Localizada ou difusa
Palidez
Hematúria
Febre
Hipertensão
Diagnóstico
Exame Físico
Massa indolor no abdômen
Distensão abdominal
Analisar a genitália quanto à presença de anormalidades genitourinárias congênitas
Exames de Imagem
USG abdominal
Estudo inicial realizado para avaliação da massa abdominal
O achado típico é uma massa intrarrenal ecogênica, heterogênica, unilateral e sólida
A ultrassonografia Doppler pode ser realizada para detectar infiltração tumoral na veia renal e na VCI e para avaliar a permeabilidade do fluxo sanguíneo
TC com contraste ou Ressonância Magnética
São recomendadas para avaliar melhor a natureza e extensão da massa, incluindo evidência de ruptura pré-operatória ou ascite
Feitas para planejar a cirurgia e documentar qualquer disseminação intra-abdmonial
Laboratorial
Exames de função renal, incluindo urinálise, função hepática, cálcio sérico, hemograma completo e estudos de coagulação
Biópsia
O diagnóstico definitivo do tumor de Wilms é feito por confirmação histológica no momento da excisão cirúrgica (nefrectomia) ou biópsia (se o tumor for iressecável)
Teste Genético
Útil para detecção de síndromes nefrotípicas que podem estar associadas com o tumor de Wilms
Tratamento
Quimioterapia
O tumor de wilms é sensível a quimioterapia
Nefrectomia radical em todos os pacientes usando uma abordagem transperitoneal
Biópsia aberta com amostragem de linfonodos se o tumor for irressecavel
Tumor é irressecavel quando há aderências extensivas nas estruturas vitais adjacentes, quando há comprometimento respiratório ou extensão intraluminal de um trombo do tumor acima das veias hepáticas.
Estadiamento do tumor
Usando os sistemas de estadiamento NWTSG/ COG
Recomenda nefrectomia inicial seguida por quimioterapia
Radioterapia
Todos os tumores de estádio III recebem irradiação no flanco ou no abdome inteiro
Prognóstico
Os tumores de wilms com histologia favorável estão associados a taxas bem altas de sobrevida global de 5 anos de >90%
A presença de anaplasia, aneuploidia, doença metastática a distância e perda de heterozigosidade em 1p e 16q conferem prognóstico desfavorável
As taxas de recorrência são baixas
Câncer de rim
Etiopatogenia
Tem origem nas células dos túbulos proximais, apresentam-se como tumores de células claras (25%), de células granulosas (15%), mistos (25%) e sarcomatosas (45%).
O prognóstico, relaciona-se ao grau de
diferenciação celular.
A forma sarcomatosa
apresenta pior prognóstico.
Manifestações Clínicas
Tríade Clássica
Hematúria
Macroscópica ou microscópica
Massa abdominal palpável
Apresentação: massa firme, indolor e que se move com a respiração.
Dor no flanco
Presentes em fases mais avançadas, geralmente associado a metastases
Perda de peso
Varicocele escrotal
à esquerda
Obstrução da veia gonadal por um trombo tumoral
Trombose da veia renal
Obstrução da veia cava inferior até o átrio
Edema de MMII
Síndrome de Budd- Chiari
Hepatomegalia dolorosa
Hipertensão portal
Asciste
Metástases à distância
Pulmão
Principal
Ossos
Fígado
Manifestações Sistêmicas e Síndromes paraneoplásicas
Hematúria
Anemia
normocítica ou levemente microcítica,
ferro sérico baixo, TIBC baixo e ferritina normal ou alta
VHS elevado
HAS
Fadiga e caqueixa
Febre
Intermitente
Ausência de foco infeccioso
Síndrome de Stauffer
Aumento da fosfatase alcalina
aumento de alfa- 2- globulina
Prolongamento de PTT
Hipoalbuminemia
Policitemia
Neuromiopatia
Amiloidose
Feminilização, masculinização e Sd. de Cushing
Epidemiologia
Mais comum em homens
Ocorre mais predominantemente na 6ª a 8ª década de vida (idade média de 64 anos)
A incidência do câncer de bexiga aumentou 3 vezes mais que a taxa de mortalidade
A extensão da doença: localizada ao rim é a mais comum (65%), depois a doença regional disseminada para os linfonodos (17%), depois a doença metastática (16%) e por último sem estágio (3%)
Fatores de Risco
Estabelecidos
tabagismo
hipertensão
obesidade
doença cística adquirida nos rins e doença renal crônica
exposição ocupacional a compostos tóxicos como cádmio, amianto, petróleo
ingestão prolongada de analgésicos contendo fenacetina e aspirina
fatores genéticos
quimioterapia citotóxica para doenças malignas, distúrbios auto imunes e condicionamento de transplante de medula óssea
infecção crônica pela hepatite C
Doença e traço falciforme
nefrolitíase
Modificam riscos
DM
Doença renal policística
álcool
outros fatores: ingestão de nitrito proveniente de carne processada, aumento do número de gestações, radioterapia prévia
Diagnóstico
Maioria são achados incidentais em imagens
Exame físico
Tríade clássica: dor em flanco, hematúria micro ou macroscópica e massa palpável
Exame de Imagem
Tomografia Computadorizada
Reproduz a anatomia renal
Contraste melhor visualização das lesões
USG
Diagnóstico inicial de tumores incidentais
Biópsia por punção
Não é superior a TC
RNM
Raio-X Tórax
Metastases pulmonares
Diagnóstico Diferencial
Melanomas; tumores sólidos: pulmões, mamas, estômago, ginecológicos, intestinais e pancreáticos; leucemias; linfomas
Tratamento
NEFRECTOMIA RADICAL ABERTA
Ligadura precoce da artéria e veia renais
Remoção completa do rim envolto pela gordura perirrenal e
fáscia de Gerota
Remoção da glândula adrenal ipsilateral
Linfadenectomia regional desde a crura diafragmática até a
bifurcação da aorta.
NEFRECTOMIA PARCIAL ABERTA
Incremento no diagnóstico de lesões sóli- das pequenas e cistos complexos (Bosniak III e IV)
Na realização da nefrectomia radical resultariam na necessidade de diálise
Lesões pequenas (< 4 cm) e periféricas
NEFRECTOMIA RADICAL LAPAROSCÓPICA
Tumores cT1 (4,0 – 7,0 cm) e relativas para tumores cT28(C), já haven- do relato em cT3 com envolvimento de veia renal e veia cava inferior9
A sobrevida livre de doença em cinco anos é seme- lhante nas duas técnicas
As taxas de complicações da cirurgia laparoscópica chegam a 16%, com 5% de conversão
Controle da lesão primá- ria em doença metastática
LINFADENECTOMIA RETROPERITONEAL
Estadiamento local da lesão
Remoção dos linfonodos do hilo renal
Linfonodos do hilo e também os relacionados ao grande vaso ipsilateral (aorta ou cava) pelo menos desde a altura de L1 a L3
NEFRECTOMIA PARCIAL LAPAROSCÓPICA (NPL)
Tumores menores do que 4 cm, exofíticos e localiza- dos no pólo inferior
Fístulas (7,4%)
Necrose tubular aguda
sangramento (1,9%)
ADRENALECTOMIA
Metástases adrenais em cân- cer de rim gira em torno de 4,3% a 5,7%
O estadio clínico da doença se correlaciona di- retamente com a incidência de acometimento da adrenal
A remoção da glândula adrenal só se faz necessária quando a mesma estiver alterada em tamanho ou textura no exa- me de imagem
RESSECÇÃO DE METÁSTASES (METASTASECTOMIA)
As lesões solitárias do cérebro apresenta- ram pior prognóstico.
Indicada em pacientes com lesões metastáticas solitárias ou em sítio único ressecável
Cisto renal
Classificação de Bosniak
Bosniak I
Lesão cística simples. A densidade do cisto é de água e não há reforço com contraste.
Bosniak II
Lesão cística com septação fina e/ou conteúdo cístico denso. Tem < 3cm de diâmetro, margens bem definidas e sem reforço com contraste.
Bosniak IIF
Septos espessos podem ter calcificações mais grosseiras. Nessa categoria também estão lesões intrarenais, sem reforço com contraste, hiperatenuantes e com > 3cm de diâmetro. Essas lesões precisam de seguimento.
Bosniak III
Lesão cística captante de contraste, paredes ou septos grosseiros
Bosniak IV
Lesão sólido cística captante de contraste. 85 a 100 % são lesões malignas conforme diversos estudos.
Manifestações clínicas
Em geral os cistos simples não apresentam sintomatologia
A ruptura de um cisto renal simples pode causar hematúria, dor, massa abdominal, infecção e/ou hipertensão
Cistos renais simples raramente causam obstrução pélvica
Epidemiologia
Cistos renais simples
frequencia em >50 anos, mais comum em homens .
Doença Renal Policística Autossômica Dominante
1 a cada 1.000 nascimentos
80% mutação gene PKD1
Doença Renal Policística Autossômica Recessiva
1 a cada 20.000
Etiologia
Malformações fetais não hereditárias
Distúrbios genéticos
Síndrome Von-Hippel Lindau;
Nefronoftise;
Esclerose tuberosa;
Rim esponjoso medular.
Adquiridos
Simples ou Complexos
Diagnóstico cisto simples
Se os critérios básicos da ultrassonografia para um cisto renal simples benigno forem atendidos, não será necessário um estudo mais aprofundado.
3 critérios principais para um único cisto renal simples USG, que, se presente, permite que o cisto seja diferenciado de um carcinoma ou abscesso:
Não há ecos (anecóicos) dentro da massa;
Há um forte eco na parede posterior, indicando boa transmissão através do cisto e transmissão aprimorada além do cisto.
A massa é redonda e bem demarcada com paredes lisas;
Achados para malignidade
Paredes espessas
Massas multiloculares
Contornos irregulares
Realce da lesão após contraste
Heterogenicidade
componentes sólidos
áreas necróticas
❌CISTO RENAL SIMPLES : Apresentem características próprias a TC e USG
TC deve ser realizada se o USG for ambíguo, se calcificações ou septos forem observados ou se vários cistos renais estiverem agrupados em um padrão que possa mascarar um carcinoma subjacente.
Um cisto renal simples é considerado presente se os seguintes achados :
O cisto está nitidamente demarcado do parênquima circundante e tem uma parede lisa e fina.
O fluido dentro do cisto é homogêneo, com uma densidade de <20 unidades Hounsfield
Não há realce da massa após a administração de meio de radiocontraste,
Achados para malignidade incluem paredes espessadas, irregulares ou lisas ou septos e realce após a injeção de contraste. As lesões malignas são mais prováveis de ocorrer em cistos renais de categoria III e categoria IV.
❌DOENÇA POLICÍSTICA RENAL AUTOSSÔMICA DOMINANTE
Dentro dos exames de imafens, são preferenciais o USG e a RNM. O USG seria o mais indicado pela praticidade e baixo custo, porém, em casos duvidosos é necessário que se lance mão de uma RNM.
Quando até mesmo os exa- mes de teste genético forem negativos, é importante lembrar de outras causas de doença renal policística, como a Es- clerose tuberosa, Von-Hippel Lindau e até da doença renal policística autossômica recessiva.
❌ DOENÇA POLICÍSTICA RENAL AUTOSSÔMICA RECESSIVA
O diagnóstico é preferencialmente de imagem, no qual poderemos observar presença de pequenos cistos renais, rins aumentados de tamanho, hepatomegalia e hiperecogenicidade hepática, dilatação dos ductos biliares e presença de cistos hepáticos.
❌ DOENÇAS CÍSTICAS DA MEDULA RENAL
Existem poucas indicações específicas para o diagnóstico, porque os cistos medulares podem ser muito pequenos para serem visualizados radiograficamente.
Deve ser considerada em crianças e adolescentes com insuficiência renal crônica sem outra explicação, um histórico familiar positivo, e uma nefrite tubulointersticial crônica na biópsia.
❌ DISPLASIA RENAL MULTICÍSTICA
A displasia é uma doença esporádica que pode ser uni ou bilateral e é quase sempre cística. O rim é geralmente aumentado, extremamente irregular e multicístico.
Ao exame histológico, são delimitados por um epitélio aplanado.
maioria dos casos está associada com a obstrução ureteropélvica, a agenesia ou atresia ureteral e outras anomalias do trato urinário inferior.
Tratamento
DOENÇA POLICÍSTICA RENAL AUTOSSÔMICA DOMINANTE
não existe um tratamento farmacológico eficiente para essa doença, mas é mandatório que façamos o acompanhamento ambulatorial avaliando as suas complicações e aconselhamento genético
Cisto simples
A maioria não requer tratamento, com sintomáticos em caso de dor ou infectados
O tratamento da hipertensão devido a um cisto renal simples é semelhante ao de outras formas de hipertensão dependente da angiotensina.
DOENÇA POLICÍSTICA RENAL AUTOSSÔMICA RECESSIVA
fica pautado dentro do tratamento das complicações
Não existe cura clínica para a doença renal policística autossômica recessiva (ARPKD) a não ser o transplante duplo rim-fígado (TDRF).
DISPLASIA RENAL MULTICÍSTICA
Quando unilateral, a displasia pode mimetizar uma neoplasia e levar à exploração cirúrgica e à nefrectomia.
Se bilateral pode cursar com insuficiência renal
Caso clínico
Um garoto de 4 anos relatou à mãe que havia um pouco de sangue em sua urina. A hematúria foi confirmada pe la mãe, que levou o filho para ser avaliado. O menino negou ter sofrido qualquer tipo de traumatismo significativo recente e seu estado de saúde é bom. A história médica pregressa do menino não é reveladora. Ele está dentro do 56o percentual de altura e do 43o percentual de peso. Ao exame Físico , o paciente parece saudável e apresenta sinais vitais normais. Os achados fornecidos pelo exame cardiopulmonar estão dentro da faixa normal. Uma massa de 10 cm foi detectada junto ao quadrante superior esquerdo do abdome. Essa massa era firme e indolor. Os membros do paciente não apresentavam anormalidades. Os exames laboratoriais revelaram um hemograma completo e níveis de eletrólitos dentro da faixa da normalidade . O exame de urina revelou um conteúdo de 50 a 100 hemácias/campo de maior aumento.
Grupo 1: Yasmin Ferrari, Anielle, Gisele, Heloísa Pignata, Ingria, Marília, Samara, Tauane, Gabriella e Andressa Layse