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Antivirais para o tratamento de HIV, Aluno: Antônio Vinícius Barros Martin…
Antivirais para o tratamento de HIV
Relação Vírus e célula hospedeira:
Há ligação entre o vírus e a célula hospedeira através de reconhecimento das proteínas de superfície viral
Duas células se destacam no início:
macrófagos e linfócitos T CD4
Normalmente, associa o macrófago à
aquisição da doença e, o linfócito T CD4, à
progressão da doença
Há o reconhecimento da proteína gp120 = macrófago tem o receptor do tipo CCR5 e, no linfócito, receptor do tipo CXCR4 = receptores diferentes para o reconhecimento
da mesma proteína
Após o processo de ligação, acontece o processo de
fusão: reconhecimento de gp4 para que se tenha a
entrada do vírus na célula.
Obs: Há liberação de material no interior da célula
para que o vírus seja replicado
Etapas da entrada do vírus na celúla
Desnudamento
Atuação da transcriptase reversa
Integrase: pega o material genético do vírus e integra ao material genético do hospedeiro
em algum momento
Multiplicação
Atuação da polimerase e protease: para que aconteça montagem e liberação do vírus
Vírus do HIV
É um retrovírus: HIV-1 e HIV-2
Infecta humanos e primatas não humanos
Conhecido como um causador de um infecção
sexualmente transmissível (IST)
Processo de transmissão também se dá
através do contato sanguíneo ou de outros
fluidos corporais (em maior quantidade)
Principal célula hospedeira: linfócito T CD4
O processo de aquisição da doença pode se dá
através de outras células que não os
linfócitos
Para ser considerado um paciente HIV
positivo: presença do vírus no sangue
Para ser considerado um paciente aidético:
tem que apresentar como característica uma
diminuição das células (<200células/mm³)
observa
-se a presença de doenças oportunistas
Paciente não morre de AIDS, morre de uma
doença oportunista que acomete o paciente
não morre de AIDS, morre por causa dela
(o sistema imunológico fica muito
comprometido)
Não se tem cura
Classes terapêuticas disponíveis:
Inibidores da transcriptase reversa
análogos de nucleosídeos (ITRN)
vão
funcionar como falsos substratos
AZT é o mais famoso da classe
Inibem a transcriptase reversa, ou
seja, vão ser utilizados de multiplicação mas, ao invés de
continuarem o processo no
momento em que são inseridos, observa
-se a parada de síntese do DNA= se não tem material
genético, não tem replicação viral
Todos da classe atuam através do
mesmo mecanismo de ação
São ativos contra Hiv-1 e Hiv-2
Efeitos adversos: distúrbios
gastrointestinais, cefaléia e insônia, hepatotoxicidade, fadiga, mal
-estar e mialgia (AZT), mielotoxicidade (AZT
causando anemia exacerbada), pancreatite (didanosina e estavudina) e neuropatia periférica
(estavudina
Para causar esses efeitos adversos,
o paciente faz um uso prolongado e
fazendo uso de politerapia
. Inibidores da transcriptase reversa não
-análogos de nucleosídeos (ITRNN)
Só possuem atividade contra HIV 1
Os medicamentos da classe são:
efavirenz (EFV) e nevirapina
(NVP)
Esses medicamentos possuem a
mesma capacidade: modificar o sítio
de ação da transcriptase reversa conseguem se ligar próximo ao
sítio de ação, fazendo com que ela
mude de conformação, ou seja, eles
conseguem desnaturar fazendo com
que a transcriptase perca sua capacidade de atuação não vai
existir multiplicação de material genético porque ela mudou a
conformação e não conseguem mais
se ligar
Principais efeitos adversos: tontura,
distúrbios gastrointestinais,hepatite (medicamentosa),
exantema e anormalidades fetais
em estudos com animais (EFV)
Inibidores da protease (IP)
: vão inibir a
atuação da protease responsável por clivar a
proteína gerada no processo em várias
proteínas menores, as quais são utilizadas
pelo vírus
Se o vírus não tiver as proteínas
funcionantes, ele não tem a
capacidade de montagem e
sobrevivência posterior
Efeitos adversos: distúrbios
gastrointestinais, anormalidades
metabólicas (resistência à insulina
levando a aumento da glicemia a e
hiperlipidemia) e distribuição anormal de gordura em algumas
situações, o paciente começa a
apresentar as mesmas características de um paciente que
utiliza corticoide
Funcionam muito bem como inibidor
do citocromo P450 esse
citocromo encontra-se no fígado e é responsável pela metabolização de
inúmeras substâncias, incluindo os
benzodiazepínicos a partir do
momento que se inibe essa enzima vai haver inibição da metabolização,
ou seja a substância vai
permanecer mais tempo do que
deveria efeitos exacerbados e
tóxicos
Outros fármacos:
Inibidores da integrase
proteína
responsável pela ligação entre material genético do vírus e do
hospedeiro, para que haja
multiplicação viral
Inibidores de fusão e entrada:
não
possuem uma utilização tão evidente
Esquemas de tratamento:
PÓS-EXPOSIÇÃO
quando o paciente passa por uma
situação que teve ou acha que pode ter tido contato
com o vírus
Combinação de: lamivudina + tenofovir
(ITRN) + dolutegravir (INI) utilização
obrigatória de dois ITRN N associados a outra
classe (ITRNN, IP/r ou INI)
Paciente faz uso por 28 dias e,
posteriormente faz o exame (ao longo ou ao
final do tratamento
APÓS NASCIMENTO:
Uso de AZT (ITRN)após o parto por
28 dias
AZT + nevirapina (ITRNN) após o
parto por 28 dias Tomar a 1ª dose até 48hrs após o
parto 2ª dose até 48hrs após e 3ª
dose até 96hrs após
Tem que ser feito nas primeiras
96hrs para que não ocorra uma
exacerbação viral
Normalmente, quando se consegue
seguir esse padrão, o paciente, após
o tratamento, consegue negativar
PRÉ-EXPOSIÇÃO (PREP): disponível pelo SUS
Uma associação de dois medicamentos que
fazem parte do grupo dos (ITRN):
entricitabina e tenofovir conhecido
como TRUVADA
Uso dessa medicação por, no mínimo, 20 dias
Truvada atua através de um dos mecanismos
principais para diminuição de carga viral do
HIV.
Aluno: Antônio Vinícius Barros Martin
Turma: 4 período