Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
RCC SEMANA 8, Colangite aguda - Coggle Diagram
RCC SEMANA 8
Dados do paciente
-
Abdome distendido, com
sensibilidade mínima no QSD
-
-
-
-
Dor maciça epigástrica, QSD há 24h,
de início 1h após jantar, melhora com
o passar do tempo
-
-
- Bilirrubina total 0,8mg/dL (VR 1,2mg/dL)
- Bilirrubina direta 0,6mg/dL (VR 0,3MG/dL)
- Fosfatase alcalina 100U/L (VR 40-150U/L)
- AST 45U/L (VR Até 32U/L mulher)
- ALT 30 U/L (VR Até 31U/L mulher)
US
- Cálculo na vesícula biliar.
- Parede da vesícula biliar espessada
- Ducto biliar comum com 4mm diâmetro
1- Qual o diagnóstico mais provável?
- Colangite aguda, Infecção da árvore biliar,
normalmente causada por obstrução
2- Qual o melhor tratamento?
-
Colangite aguda
Classificação
Colangite
- Triade de charcot : dor QSD, febre
e icteríscia, como resultado de obstrução
biliar e crescimento bacteriano na árvore
biliar.
Colangite com sepse
- Tríade de charcot associada a evidências
de sepse.
- Hipotensão, choque (hipotensão e disfunção
de órgãos) e alterações do estado mental podem
acompanhar a colangite com sepse.
- Elevada pressão intraductal pela obstrução, causa
refluxo de bactérias e sepse
- Pode apresentar dor inespecífica QSD + alterações
nos testes de função hepática, sem sinais
exuberantes de sepse
- amoxicilina + clavulanato
Prevenção
Primárias
CPRE
- Procedimento endoscópico que tem por intuito
diagnosticar e tratar cálculos biliares.
- Profilaxia com antibióticos em pacientes submetidos
a CPRE, para reduzir o risco de colangite
Secundária
- Alertar ao médico caso apresente febre recorrente,
icterícia e/ou dor no QSD.
Epidemiologia
- Presente em 1% de pacientes com colelitíase
- Apresentação aos 50 a 60 anos
Etiologia
- A mais comum é a colelitíase, que causa
coledocolitíase e obstrução biliar
- Lesão iatrogênica devido colecistectomia
Fisiopatologia
- Obstrução do ducto resulta em inoculação
bacteriana da árvore biliar, possivelmente
através da veia porta.
- Sedimentos se formam, fornecendo um
meio de crescimento bacteriano.
- A pressão do ducto biliar aumenta. Podendo
promover um extravasamento das bactérias
para a corrente sanguínea, se não tratado
pode causar sepse
Outras apresentações
- Paciente > 60 anos, pode apresentar queixas
inespecíficas e não localizar a dor.
- Sinais vitais normais até tarde na evolução.
- Achados inespecíficos (náuseas, vômito e dor abdominal generalizada)
Diagnóstico
- Baseia-se na história e achados laboratoriais
típicos e confirmada por imagens, CPRE ou
drenagem biliar percutânea.
Quadro clínico
- Tríade de charcot: Febre, icterícia
e dor no QSD.
- Fezes acólicas
- 65% a 90% Febre e dor QSD
- 65% sensibilidade QSD
- 60% a 70% icterícia
- Prurido
- 30% Hipotensão
- 15% alteração do estado mental
Exames laboratoriais
- Hemograma: Leucocitose
- Proteína C-reativa: pode estar elevada
- Hiperbilirrubinemia: quase sempre presente
- Transaminases e fosfatase alcalina séricas: elevadas
- Ureia e creatinina: elevadas nos casos graves.
- Eletrólitos e magnésio: potássio e magnésio possivelmente baixos.
- Hemocultura: positiva em 21% a 71%. Normalmente bactérias gram-negativas. mas pode ter gram-positivas e anaeróbicas.
- Coagulograma: Pode haver diminuição de plaquetas e aumento do tempo de protrombina.
- Gasometria arterial: comum acidose metabólica em casos graves.
Exames diagnósticos de imagem
- US abdome total, detecção de dilatação do
ducto colédoco > 90%. Baixa sensibilidade para
detectar cálculos no ducto colédoco central e distal. Detectar colecistite.
- TC abdominal com contraste IV: se US negativa. Melhor detalhe da árvore biliar. Prejudicial em pacientes com disfunção renal