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Doenças da Vesícula Biliar - Coggle Diagram
Doenças da Vesícula Biliar
História da paciente
Mulher 46 anos
24 hrs de dor abdominal
Começou 1 hora após jantar farto
Começou com dor maciça no epigástrio que se depois se concentrou no QSD
Teve náuseas, nega vômitos
No setor de emergência dor melhorou, foi quase eliminada
Refere ter tido dor semelhante no passado
Histórico médico de diabetes II
Ao exame físico: Temp 38,1/ Abdome não distendido com sensibilidade mínima no QSD
Hemograma - leucometria de 13.000/mm3
Perfil bioquímico sérico - bilirrubina direta alta/ aspartato transaminase alto
Ultrassonografia revelou cálculos biliares, parede da vesícula espessada e ducto biliar comum com diâmetro de 4mm
Colangite ascendente ou aguda
É uma infecção da árvore biliar, mais comumente causada por obstrução
Forma menos grave: obstrução biliar com inflamação e inoculação e crescimento bacteriano na árvore biliar
Etiologia
Colelitíase (mais comum), que causa coledocolitíase e obstrução biliar.
Lesão iatrogênica do ducto biliar mais comumente causada através de uma lesão cirúrgica a durante
colecistectomia, pode causar estenoses benignas, que podem, por sua vez, causar obstrução (com ou sem
colangite esclerosante secundária).
Estenose biliar benigna incluem pancreatite crônica
(com estenose do ducto colédoco distal, que tem um percurso intrapancreático)
Lesão biliar induzida por
radiação ou lesão biliar como complicação de quimioterapia sistêmica (por exemplo, fluorodeoxiuridina
Classificação
Colangite (a tríade da dor no quadrante superior direito, febre e icterícia
Colangite com sepse (tríade de Charcot associada a evidências de sepse)
Diagnóstico
Baseia-se na história e achados
laboratoriais típicos e confirmada por imagens, , colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)
ou drenagem biliar percutânea em pacientes que não podem ser submetidos à CPRE.
Tríade de Charcot (febre, icterícia e dor no QSD)
Anamnese e Exame físico: >50 anos; história pregressa positiva para cálculos biliares, CRPE prévia, intervenção cirúrgica ou radiológica na
árvore biliar e/ou infecção por vírus da imunodeficiência humana (HIV), fezes acólicas, prurido e icterícia.
Exames laboratoriais
Hemograma completo - contagem leucocitária
Proteína C reativa elevada
TFHs - hiperbilirrubinemia quase sempre presente
Ureia e creatinina elevados
Eletrólitos e magnésio - possíveis diminuição
Hemocultura - positivas em 21-71% dos pacientes
Perfil de coagulação - diminuição das plaquetas e aumento do tempo de protrombina
Análise de gasometria arterial caso haja sepse - acidose metabólica é comum
Exames de diagnóstico
Ultrassonografia transabdominal
TC abdominal com contraste intravenoso
CPRE em pacientes com história de doença biliar, prótese biliar e outros
Colangiografia trans hepática
RNM abdominal com colangiopancreatografia por ressonância
magnética (CPRM)
Ultrassonografia endoscópica para detecção de coledocolitíase
Laparotomia exploratória do ducto colédoco
Fatores de risco
Fortes
Idade >50 anos
Colelitíase
Estenose benigna e maligna
Lesão do custo biliar pós procedimento
História de colangite esclerosante 1ª e 2ª
Fracos
HIV
Diagnóstico diferencial
Colecistite aguda
Úlcera péptica
Pancreatite aguda
Abscesso hepático
Pielonefrite aguda
Apendicite aguda
Pneumonia lobar inferior direita
Síndrome HELLP de pré-eclâmpsia
Tratamento
Administração de antibióticos intravenosos
Piperacilina/tazobactam, imipeném/cilastatina ou cefepima associada a metronidazol são escolhas
iniciais razoáveis
Hidratação intravenosa
Obtenção de hemocultura
Estabilização dos parâmetros hemodinâmicos
Correção das anormalidades de eletrólitos e da coagulação
Analgesia para dor
Descompressão biliar não cirúrgica
Descompressão biliar cirúrgica
Cuidados médicos e cirúrgico subsequentes
Colecistite Aguda
Etiologia
90% tem cálculos biliares
Infecção por helmintos é a principal causa
Inanição, nutrição parenteral total, analgésicos narcóticos e imobilidade são fatores predisponentes para
a colecistite aguda acalculosa
Classificação
Tipos de colecistite aguda
Claculosa - 90a 95% e acalculosa - 5 a 10%
Classificação patológica
Edematosa
• 2 a 4 dias
• O tecido da vesícula biliar está histologicamente intacto, com edema na camada subserosa.
Necrosante
• 3 a 5 dias
• Edema com áreas de hemorragia e necrose
• A necrose não envolve a espessura total da parede.
Supurativa
• 7 a 10 dias
• Leucócitos presentes na parede da vesícula biliar, com áreas de necrose e supuração
• Abscessos na parede envolvendo toda a espessura da parede
• Abscessos pericolecísticos presentes.
Crônica
• Ocorre após episódios repetidos de crises leves
• Atrofia da mucosa e fibrose da parede da vesícula biliar.
Enfisematosa
• O ar aparece na parede da vesícula biliar por causa da infecção por anaeróbios formadores de gás
• Geralmente encontrada em pacientes diabéticos
Diagnóstico
Sinais e sintomas (náusea, dor contínua que dura mais de 3 a 6 horas e pode ter febre)
Exame físico: massa palpável no QSD, sinal de Murphy positivo
Exames de sangue: hemograma completo e proteína C reativa devem ser avaliados e testes da função hepática
Exames de imagem: Ultrassonografia do QSD; Cintilografia com ácido iminodiacético hepatobiliar; TC abdominal e radiografia simples
Principais fatores de diagnóstico
Episódio prévio de dor biliar
Dor QSD
Sinal de Murphy positivo
Massa abdominal
Dor no ombro direito
Anorexia
Náuseas
Febre
Vômitos (incomum)
Icterícia (incomum)
Fatores de Risco
Fortes
Cálculos biliares
Doença grave
Nutrição parenteral total (NPT)
Diabetes
Fracos
Sedentarismo
Baixo consumo de fibras
Trauma
Queimaduras graves
Ceftriaxona
Ciclosporina
Embolização arterial hepática
Infecções
Diagnóstico diferencial
Colangite aguda
Colecistite crônica
Úlcera péptica
Pancreatite aguda
Crises de célula falciforme
Apendicite
Pneumonia lobar inferior direita
Síndrome coronariana aguda
Doença do refluxo gastroesofágico
Tratamento
Tratamento clínico (jejum, fluidoterapia intravenosa, antibióticos e analgesia juntamente com monitoramento contínuo
da pressão arterial, do pulso e do débito urinário com vista a realizar uma colecistectomia laparoscópica
precoce
Colecistectomia
precoce nos pacientes com idade avançada
Colecistectomia laparoscópica
Colecistectomia por via aberta
Colecistectomia percutânea