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PERDA AUDITIVA, Grupo 1 Júlia Ribas, Luiz Fellipe, Luciana Mangueira,…
PERDA AUDITIVA
Definição
Perda auditiva é a diminuição do poder de audição, podendo ser causada por diminuição neurossensorial e também por falhas nos meios de condução do som. Pode acometer em qualquer idade.
Anatomia
Orelha externa
Compreende o pavilhão auricular, o meato acústico externo e a membrana timpânica.
A membrana timpânica divide a orelha externa e a orelha média
Orelha média
Preenchida por ar em seu estado normal
Na parede medial está o promontório
Demarca a orelha interna e, especificamente,
o giro basal da cóclea
O estribo se localiza na janela do vestíbulo
A janela da cóclea é inferior à janela do vestíbulo
Essas janelas levam à orelha interna!
Conectado ao martelo está a bigorna, que, por sua vez, é conectada ao estribo
Orelha interna
Preenchida de fluido
Contém os órgãos auditivos (cóclea) e os órgãos de equilíbrio (canais semicirculares, utrículo e sáculo)
O nervo vestibulococlear conecta os órgãos-alvo
às vias auditivas e vestibulares.
Epidemiologia
Ocorre em pacientes de todas as idades
1/6 dos adultos têm perda auditiva
Problema de saúde mundial
Afeta as demais classes sociais
Está relacionada também com o avanço tecnológico
Etiologias
Ocorre como um sintoma isolado ou como um complexo sintomático
Acontece de forma gradual, progressiva ou súbita
Pode ser temporária ou permanente
Orelha externa
Obstrução mecânica
Trauma
Congênita
Infecções locais
Orelha média
Infecções locais
Tumores
Traumas
Disfunção da tuba auditiva
Congênita
Otosclerose
Doença óssea
Orelha interna
Medicamentos ototóxicos
Infecção local
Doença de Meníere
Trauma
Tumores
Congênita
Neurologica
Doença sistêmica
Doença autoimune da orelha interna
Fístula perilinfática
Idiopática
Diagnóstico
Para se determinar se a causa da perda auditiva é condutiva (orelha externa ou média ) ou neurossensorial (orelha interna). é necessário fazer uma inspeção visual do meato acústico externo e da membrana timpânica utilizando-se um otoscópio e a realização de testes com um diapasão.
Otoscopia
Orelha externa:
• Edema do meato acústico externo (sem trauma), tecido de granulação e otorreia amarelada sugerem otite externa. Hifas fúngicas podem estar presentes.
Múltiplos crescimentos ósseos, que surgem das partes anterior e posterior do meato acústico externo, podem indicar exostose.
Um tecido de granulação persistente pode ser maligno. O crescimento de novo osso junto à parte superior do osso timpânico ou da membrana escamotimpânica pode indicar osteoma.
Membrana timpânica
: Uma membrana timpânica abaulada e eritematosa condiz com otite média aguda.
Se uma massa abaulada vermelha puder ser observada atrás da membrana timpânica, ela poderá ser um tumor glômico e, às vezes, um sopro pode ser ouvido;
Fluido amarelo ou âmbar visível atrás da membrana sugere uma efusão serosa da orelha média que pode ocorrer após otite média aguda ou independentemente disso;
Sangue visível atrás da membrana timpânica sugere fratura do osso temporal (com história compatível)
Um orifício na membrana timpânica confirma uma perfuração, agudamente ou que não foi curada.
Uma perfuração pequena pode ser observada com perda auditiva gradual relacionada a ruído.
Perfurações da membrana timpânica geralmente requerem encaminhamento ao otorrinolaringologista
Detritos necróticos podem ser observados na orelha média, e drenagem purulenta levantaria suspeita de colesteatoma.
Se a membrana timpânica parecer normal, mas estiver retraída, isso significará que há pressão negativa na orelha média podendo ocorrer em razão da disfunção da tuba auditiva, evitando equalização da pressão.
orelha média:
Otite média aguda comumente se apresenta em crianças e os sintomas são, tipicamente, dor, febre, audição abafada e, ocasionalmente, edema atrás da orelha.
Se uma infecção aguda parecer ter sido revertida, mas o paciente ainda se queixar de audição diminuída, poderá haver efusão serosa na orelha média.
Os pacientes também podem relatar uma infecção do trato respiratório superior (ITRS) ou viagem de avião recentes que também podem resultar em efusão da orelha média
Drenagem recorrente da orelha com forte odor e história de infecções otológicas crônicas sugerem
formação de colesteatoma, particularmente se tiver ocorrido perfuração da membrana timpânica anteriormente.
Disfunção da tuba auditiva se apresenta como uma sensação de preenchimento na orelha afetada,
sensação de estalos (como comumente apresentada durante a descida de avião) e, às vezes, dor ou tontura. Os sintomas podem ocorrer após ITRS recente ou com rinite alérgica, podendo durar até 1 semana
• História de trauma agudo, como golpe na cabeça ou barotrauma resultante de mergulho com início
súbito de deficiência auditiva, pode sugerir perfuração da membrana timpânica
A presença de secreção sanguinolenta na orelha ou fluido transparente no nariz após trauma, como
um golpe na cabeça, pode ser resultado de fratura do osso temporal.
orelha interna:
Uma perda auditiva súbita, com vertigem, náuseas e vômitos, provavelmente se deve a labirintite.
Episódios recorrentes de vertigem com perda auditiva flutuante e zumb Ménière.
Exposição prévia a níveis altos sustentados de ruído ou ruídos altos súbitos por meio de utilização
ocupacional de ferramentas elétricas ou atividades de recreação, como corridas de moto ou prática de tiro.
Perda auditiva bilateral com início gradual é comumente relacionada à idade (presbiacusia), mas, em adultos jovens, otosclerose também deve ser considerada. O zumbido pode ou não estar presente.
Uma fístula perilinfática pode ser confirmada somente por visualização direta em cirurgia exploratória, mas pode ser suspeitada por características da história, como perda auditiva flutuante com vertigem,com história prévia de cirurgia no estribo ou barotrauma prévio
A perda auditiva unilateral com sintomas associados de zumbido, náuseas e fraqueza facial sugere
fortemente a possibilidade de neuroma acústico.
Queixa de zumbido pulsátil com deficiência auditiva e uma sensação de preenchimento no ouvido
podem indicar um tumor glômico mais raro.
Testes com diapasão
Se a membrana timpânica estiver intacta e apresentar aparência normal, a perda auditiva poderá ser secundária à patologia da orelha média (condutiva) ou orelha interna (neurossensorial).Testes com diapasão podem ajudar a fazer a diferenciação
Teste de Rinne
: o diapasão é colocado no osso mastoide (condução óssea) e, depois, próximo à orelha externa (condução aérea). Geralmente, a condução aérea é ouvida de maneira mais alta que a condução óssea, e o teste de Rinne será positivo. Se a condução óssea for mais alta que a condução aérea, o teste de Rinne será negativo, indicando perda auditiva condutiva naquela orelha.
Teste de Weber
: o diapasão é colocado sobre a testa. Pergunta-se ao paciente em qual orelha o
som é mais alto. Se o paciente ouvir o som igualmente em cada orelha ou não conseguir localizar será normal, denominando-se Weber de linha média. O som se lateraliza em uma perda auditiva condutiva, no lado afetado, e em uma perda auditiva neurossensorial, no lado não afetado. Por exemplo, se o paciente ouvir o som de maneira mais alta na orelha direita, há a indicação de umaperda auditiva condutiva direita ou neurossensorial esquerda.
Exames Neurológicos
Paralisias de nervos cranianos podem ocorrer na otite externa necrosante, mastoidite, colesteatoma fratura óssea temporal, acidente vascular cerebral, neuroma acústico e como sequela de meningite
Deve-se examinar a função cerebelar pedindo ao paciente que realize as provas dedo-nariz, calcanhar joelho e movimentos rápidos alternados. Sinais cerebelares podem ser uma característica de dissecção da artéria vertebral, AVC ou malformação de Arnold-Chiari, e a história é importante para ajudar a diferenciar as possíveis causas.
Em pacientes com labirintite, é frequente a presença de nistagmo horizontal espontâneo, com fase
rápida de batimento em direção à orelha não afetada.
Os pacientes com labirintite geralmente apresentam marcha instável e podem cair com o teste de Romberg.
Movimentos anormais dos olhos e aumento dos reflexos tendinosos em mulheres jovens podem acompanhar perda auditiva devida à esclerose múltipla.
Testes audiométricos
podem ser úteis para confirmar o grau de perda auditiva e se ela é condutiva,
neurossensorial ou mista
Audiometria de tons puros
Audiometria vocal
Emissões otoacústicas (EOAs)
Exame de tomografia computadorizada (TC)
A TC do osso temporal é o exame de imagem inicial recomendado para os pacientes com perda auditiva condutiva adquirida ou perda auditiva mista condutiva e neurossensorial.
Uma TC específica para o osso temporal, em vez de uma TC da cabeça, fornece mais detalhes. . A TC oferece excelente visão dos meatos acústicos
externos, ossículos e do labirinto ósseo
Ressonância nuclear magnética (RNM)
A RNM do cérebro e do meato acústico interno com gadolínio é indicada na investigação de pacientes com perda auditiva unilateral neurossensorial e/ou zumbido que podem apresentar patologia oculta no meato acústico interno ou cerebelo (por exemplo, schwannomas vestibulares) e em pacientes que podem apresentar esclerose múltipla,
exames especiais:
Um swab microbiológico de secreções na otite externa que não responde ao tratamento inicial pode ser útil para direcionar a antibioticoterapia.
A eletronistagmografia calórica pode ser usada para investigar suspeita de labirintite.
Teste de anticorpos: a detecção de anticorpos séricos pode ser usada para diagnosticar
citomegalovírus (CMV).
o ensaio da imunoabsorção-aglutinação de IgM é usado para detectar toxoplasmose
o Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) pode confirmar infecção por sífilis
Ultrassonografia Doppler das carótidas: a suspeita de perda auditiva em razão de um AVC justifica uma investigação completa, porque outros AVCs podem ser evitáveis se a doença da artéria carótida for identificada e tratada
Quadro clínico
Zumbido
Sensação de pressão na orelha
Vertigem
Ruído
Dor associada
Edema
Febre
Presença de secreção
Diagnósticos Diferenciais
Impactação do cerume
Corpo estranho
Tumores benignos
exostose
osteoma
pólipos
Otite externa não complicada
Otite média aguda
Otite média serosa
Colesteatoma
Labirintite
Trauma do meato acústico externo
AVC
Complicação da meningite
Tratamento
Perda de condução (médico otorrinolaringologista)
Otites
Antibiótico se for bacteriana (aguardar 3 dias, se possível, antes de receitar antibiótico. Pode ser feita a analgesia (dipirona, paracetamol).
Inserção de tubo de ventilação
Remoção de adenoides inchadas ou inflamadas (adenoidectomia).
As bactérias podem procriar e bloquear a drenagem natural para a garganta.
Cerume impactado (excesso de cera)
Drenagem por miringotomia/timpanotomia e inserção de um tubo de timpanostomia para evitar seu reacúmulo.
É feita uma incisão na MT para drenagem das efusões.
Cirurgia
Implante de condução óssea
Usado em casos de: perda auditiva condutiva, perda auditiva mista ou surdez unilateral.
Aparelho auditivo
Perda neurosensorial (não recebe som) - seleção e adaptação do aparelho é feita por fonoaudiólogo.
Aparelhos de
amplificação sonora
Cirurgias
Próteses auditivas implantáveis
ou parcialmente implantáveis
O implante coclear proporciona melhor percepção de fala e desenvolvimento de linguagem em pacientes com perda auditiva neurossensorial severa a profunda, bilateral, pré-lingual e deve ser realizado o mais precoce possível.
Transtorno do processamento auditivo
Treinamento auditivo (vou ensinar o cérebro a ouvir e a processar as informações).
Feito conforme o tipo e grau da perda auditiva.
Interromper ou reduzir fármacos ototóxicos por risco de perda de audição adicional.
Corticoides
Perda auditiva por doença autoimune ( hipoacusia do tipo neurossensorial, bilateral e assimétrica).
Danos à MT, aos ossículos ou otosclerose
Pode exigir tratamento cirúrgico.
Implantes cocleares
Ajudam na melhora do reconhecimento de fala.
Pode ser usado em pacientes com níveis avançados de perda auditiva.
Fornece sinais elétricos diretamente no nervo auditivo via múltiplos eletrodos implantados na cóclea.
O resultado do implante vai depender: Período de tempo entre o início da perda auditiva e a colocação do implante (menor duração leva a melhores resultados); Causa da perda auditiva de base; Posição do implante dentro da cóclea.
Implantes de tronco cerebral
Pacientes que tiveram ambos os nervos acústicos destruídos (p. ex., por fraturas ósseas temporais bilaterais ou neurofibromatose)
Ou que nasceram sem os nervos cocleares
Estratégias e tecnologias assistivas
Sistemas de alerta que usam a luz;
A leitura labial ou da fala
Surdez unilateral
Roteamento contralateral do sinal (RCS) do aparelho auditivo ou pela fixação óssea de implantes auditivos.
Complicações
Pode impactar na qualidade de vida, causando ansiedade, depressão, isolamento e vários outros problemas de cominação.
Difícil entendimento da fala
Respostas inadequadas ou bizarras
Classificação
PERDA AUDITIVA DE CONDUÇÃO
Acomete a orelha externa, membrana timpânica ou orelha média
Interrompe a transmissão do som para a orelha interna
Tratamento pode ser cirúrgico
PERDA AUDITIVA NEUROSSENSORIAL
Acomete cóclea, nervo auditivo ou vias de processamento auditivo
São permanentes
Caso Clínico
Juiz, 75 anos;
Bom estado de saúde;
Toma hidroclorotiazida para HA e sofre de constipação controlada com dieta;
Fisicamente ativo, dieta à base de fibras para manter o funcionamento do intestino;
Colonoscopia de rotina estava normal há três meses;
Teste ergométrico, com resultados completamente normais há seis meses;
Exames de sangue, incluindo a mensuração do antígeno prostático específico, estavam dentro dos limites de normalidade;
Colesterol total em 130 mg/dL;
A esposa acha que seu marido está “deprimido ou talvez tenha Alzheimer”, se isolando principalmente de ambientes sociais;
Exame Físico:
Idoso fisicamente em boa forma e afebril;
Sinais vitais: pulso 68 bpm, PA 128/72 mmHg e FR 14 irpm;
Achados de cerume auricular bilateral não oclusivo e sopro cardíaco sistólico precoce bem suave de grau inferior a I/VI;
Entendimento apenas de sílabas tônicas e confusão ao ouvir as palavras;
Respostas visuais e espaciais (como desenhar um pentágono, um cubo ou um relógio) feitas com habilidade; respostas verbais erráticas e irregulares - quando pediu para que ele desenhar um avião, o paciente entende “Desenhar um leitão!”;
Não parece deprimido;
Fisiologia
As ondas sonoras exigem um meio, como o ar ou a água!
A compressão em uma onda sonora é canalizada
através do meato acústico externo para a membrana timpânica.
As vibrações da
membrana timpânica
são transmitidas pela cadeia ossicular através da janela oval para a cóclea
Geração de um impulso elétrico, transmitido pelo nervo coclear até o cérebro
As vibrações da
cóclea
causam uma onda fluida, que estimula as células ciliadas dentro da cóclea
Qualquer coisa que interfira no movimento do som a partir da orelha externa - média - interna - até o cérebro, pode causar perda auditiva
Ao exame físico a orelha externa e a média podem parecer normais se a causa estiver na orelha interna ou no cérebro.
Grupo 1
Júlia Ribas, Luiz Fellipe, Luciana Mangueira, Marina Menezes, Joana Sophia, Eduardo Augusto, Letícia Freitas, Larissa Philippsen, Juliano Amorelli, José Trajano Neto
doença de menieire metabolismo da glicose