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Hipertensão portal, figado, Bárbara Berticelli
7° período - Coggle Diagram
Hipertensão portal
Tratamento
- TIPOS DE CIRURGIAS:
- Shunts seletivos ou não seletivos
- Desconexão ázigo-portais
- EM CASOS DE CIRROSE:
- Evitar Hemorragia Digestiva Alta (HDA), solicitando EDA para avaliar varizes
- Sangramento agudo: EDA nas primeiras 12h (se sem diagnóstico de varizes); se já houver diagnóstico, realizar EDA o mais rápido possível, para então
- Ligadura elástica do vaso que está sangrando é o tratamento de 1ª linha para varizes esofágicas + HDA, e escleroterapia como 2° opção
- Se varizes: uso de betabloqueador contínuo para reduzir FC, o fluxo portal e o diâmetro das varizes
- EM CASOS DE ASCITE:
- Restrição de sal, abstinência alcoólica e uso de diuréticos
- Se abdome tenso ou dificuldade respiratória pelo volume abdominal: paracentese
- Se for retirado >5l - infundir albumina (6-8g/L removido)
- EM CASOS DE ENCEFALOPATIA HEPÁTICA:
- Redução ou inibição da amônia intestinal
- Lactulose 30-45mL 2-3x ao dia para garantir 2 a 3 evacuações ou em casos graves enema glicerinado, para garantir a eliminação de amônia
- Dieta pobre em proteína
Exames
complementares
- Glicose normal = PBE (peritoninte Bacteriana Espontânea)
- Glicose reduzida = Peritonite secundária
- Amilase aumentada = Ascite pancreática, não hipertensão portal
- Polimorfonuclear > 250 = PBE
- Blbumina sérica (coletada do sangue) = se > 1,1 ascite por hipertensão portal
- DIAGNÓSTICO:
- Sinais clínicos da patologia ou da complicação
- Laboratório: alargamento RNI, elevação de bilirrubinas, hipoalbuminemia, sinais de hiperesplenismo
- Após suspeita ou confirmação: EDA para avaliar presença de varizes, US para avaliar esplenomegalia e Doppler para determinar calibre da veia porta
Fisiologia
- O sistema porta inicia nos sinusóides do pâncreas, baço, intestino e vesícula
- Trajeto sem válvulas, formado pela veia porta e tributárias até os sinusóides
- Influências na pressão: postura, respiração, pressão intra-abdominal
Causas
- Pré-hepáticas: trombose da veia porta/esplênica
- Intra-hepáticas: pré-sinusoidal (esquistossomose, fibrose hepática), sinusoidal (cirrose, hepatite crônica) e pós-sinusoidal (Budd-Chiari, doença veno-oclusiva)
- Pós-hepática: ICC, Budd Chiari, malformações congênitas na cava inferior, pericardite construtiva
- No Brasil: a causa mais comum é a cirrose (vírus, álcool, medicamentos)
Sintomas
- Circulação colateral portossistêmica
- Varizes esofágicas
- Circulação do tipo cabeça de medusa
- Hemorroidas
- OBS: clinicamente, para surgimento da circulação colateral, o gradiente de pressão deve estar acima de 10mmHg
- Tríade que pode ser comum: esplenomegalia, encefalopatia hepática e ascite
Fisiopatologia
- A obstrução do fluxo ocorre tanto no espaço porta, como nos sinusóides e veias hepáticas
- Com a evolução da doença ocorre fibrose portal, os nódulos de regeneração alteram o fluxo das veias hepáticas e a alteração estrutural aumenta a resistência vascular para adentrar pelo sinusóide
- Também ocorre alteração microvascular, com anastomoses intra-hepáticas para tentar facilitar o fluxo sanguíneo
Critérios de
Child-Pugh
- Classifica de 5 a 6 pontos (Child A - compensado), de 7 a 9 pontos (Child B - intermediário) e de 10 a 15 pontos (Child C - grave)
- Critérios: bilirrubina, encefalopatia, albumina, TAP e ascite
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