Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
RCC 4, image, image - Coggle Diagram
RCC 4
Insuficiência venosa crônica
Sistema venoso dos MMII
Histologia Veia
Túnicas
Íntima
Desenvolvida
Endotelio
Lamina basal + tec conj endotelial
Válvulas bicúspides
Média
Fina
cels musc lisas + tec elástico
Adventícia
:heavy_plus_sign: espessa e
desenvolvida
feixes de cels musc lisas ou estriadas
depende da localização da veia
Funcionamento
Contração muscular
Contração Cardíaca e Músculos Gastrocnêmios
(lateral e medial) fazem retorno venoso;
Veias passam entre os feixes musculares;
Válvulas
Impedem o retorno do sangue
para extremidades (gravidade)
Anatomia
Venosa MMI
Sist. Venoso Superficial
:!:Responsável por 10%
do retorno venoso
Arco venoso Dorsal
Veia Safena Parva
V. Poplítea
V. Femoral
V. Ilíaca Externa
1 more item...
Veia Safena Magna
V. Femoral
Veia Dorsal do hálux
Sist. Venoso Profundo
:!:Responsável por 90%
do retorno venoso
Veias Digitais
Arco Venoso Plantar
V. Tibial Anterior
V. Fibular
V. Tibial Posterior
V. Poplítea
V. Femoral
1 more item...
Definição
“Conjunto de manifestações clínicas causadas por anormalidades (refluxos, obstrução ou ambos) do sistema venoso periférico, geralmente acometendo membros inferiores.”
Alterações nos níveis de pressão venosa são capazes de iniciar alterações histológicas, anatômicas e fisiológicas associadas a IVC
O elemento típico mais comum ao quadro são veias varicosas
Varizes primárias
Causada pela incompetência valvar superficial que leva ao enfraquecimento da parede venosa. Pode existir fatores predisponentes e desencadeantes.
Varizes secundárias
São ocasionadas por doenças que elevam a pressão venosa dos MMII, como TVP, massas pélvicas com compressão vascular e fístulas arteriovenosas. O problema é no sistema venoso profundo resultando em efeito no sistema venoso superficial.
Congenita
Fatores de risco
Trauma
Fístula arteriovenosa
Obesidade
História familiar positiva
Multiparidade
Devido a progesterona liberada pelo corpo lúteo
Sexo feminino
A progesterona causa o relaxamento das fibras musculares lisas. Já o estrogênio além de produzir o relaxamento de musculatura lisa faz o enfraquecimento das fibras de colágeno.
Idade avançada
Fisiopatologia
As veias têm paredes
finas e não contam com paredes musculares, como as artérias, portanto necessitam de ajuda para o retorno do sangue. Isso é feito pelas valvas e pelo bombeamento muscular - quando a pessoa anda, as bombas musculares contraem e empurram o sangue contra a gravidade e, quando as bombas relaxam, a queda do sangue é impedida pelo sistema de valvas
Quando um desses fatores não funciona adequadamente, podem ocorrer hipertensão e insuficiência venosa, possivelmente ocasionando veias varicosas.
A parede de uma veia normal tem três camadas de músculo liso, que ajudam a manter seu tônus. As
veias varicosas demonstram uma proliferação acentuada da matriz de colágeno, bem como diminuição da elastina, que causam distorção e ruptura das camadas de fibras musculares.
Classificação clínica, etiológica, anatômica e fisiopatológica
(CEAP) das doenças venosas crônicas
1. Classificação clínica
• C0 – sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa
• C1 – telangiectasia ou veia reticular; veias com menos de 3 mm
• C2 – veias varicosas; veias com mais de 3 mm
• C3 – edema
• C4a – pigmentação ou eczema
• C4b – lipodermatoesclerose ou atrofia branca
• C5 – úlcera venosa cicatrizada
• C6 – úlcera venosa ativa
2. Etiologia
• Ep – primária
• Es – secundária
• En – nenhuma causa venosa identificada
3. Anatomia
As – veias superficiais
• Ap – veias perfurantes
• Ad – veias profundas
• An – nenhum local identificado
4. Fisiopatologia
Refluxo
Obstrução
Refluxo e obstrução
Manifestações clínicas
Objetivo na avaliação clínica da doença venosa crônica dos membros inferiores:
Geralmente ocorrem no final do dia e não no início
Avaliação clínica completa dos membros inferiores
Interpretação correta dos sintomas do paciente
Correlação com os sinais físicos
Progridem ao longo do dia
Sintomas
Relatados por pacientes
Desconforto nos membros
Peso ou dor nas pernas
Pode ser generalizada
Localizada em veias específicas
A dor associada à doença venosa é tipicamente pior quando em pé
Ou quando sentado com os pés dependentes por períodos prolongados de tempo
Dor latejante ou
em queimação
Inchaço-edema
dos membros
Quando relacionado com insuficiência venosa superficial isolada:
Edema do tornozelo é comum
Enquanto tornozelo, panturrilha e/ou coxa são mais comuns com insuficiência venosa profunda e/ou obstrução venosa profunda
O edema geralmente piora com a posição prolongada em pé e melhora com a elevação da perna e a caminhada
Coceira
Outros sintomas incluem:
Dor nos membros ou fadiga generalizada
Descoloração ou vermelhidão da pele
Cãibras musculares
Pernas inquietas
Dormência
Formigamento ou coceira
Sangramento de varizes (incomuns)
Deve-se perguntar aos pacientes sobre sangramento das varizes; no entanto, a maioria das veias varicosas não evolui para complicações como hemorragia.
Corona flebectática (comuns)
Várias ramificações de veias finas que sugerem insuficiência venosa crônica subjacente.
prurido (incomuns)
Veias tortuosas dilatadas (comuns)
SINAIS CLÍNICOS POR CATEGORIA
1-Telangiectasia/veias reticulares
São uma confluência de vênulas intradérmicas dilatadas com menos de 2 mm de diâmetro.
2-Varizes
São veias subcutâneas dilatadas e tortuosas com mais de três milímetros de diâmetro
3-Edema
A doença venosa de longa data associada ao refluxo venoso é caracterizada pelo desenvolvimento de edema de tornozelo dependente que pode progredir ao longo do tempo para incluir a região da panturrilha
4-Alterações de pigmentação da pele/dermatite
A hiperpigmentação marrom e azul-acinzentada na parte anterior da perna é um achado comum.
Deposição de hemossiderina; isoladamente ou associada à inflamação.
Deriva da quebra de glóbulos vermelhos que extravasaram através de capilares danificados para a derme como resultado da hipertensão venosa.
Exemplos:
Dermatite de estase
Um processo inflamatório que se apresenta como uma erupção eczematosa caracterizada por prurido, eritema, descamação, choro, erosões e crostas
Erupções cutâneas
Imitam a dermatite nas pernas podem aparecer como manchas eczematosas em outros locais do corpo ou podem se apresentar como uma erupção cutânea generalizada, uma reação auto eczematosa ou "id"
Atrofia branca
Manifesta como manchas atróficas e hipopigmentadas com pontos pontiagudos vermelhos focais ou telangiectasias, circundadas por hiperpigmentação.
Estes são mais frequentemente vistos na perna distal medial perto do maléolo, ou podem ocorrer dentro da pele lipodermatoesclerótica, onde correspondem a pontos de fibrose avascular.
1 more item...
5-Lipodermatoesclerose
A insuficiência venosa crônica de gravidade suficiente (por exemplo, após casos graves de trombose venosa profunda ou associada a comprometimento linfático) pode levar ao desenvolvimento de lipodermatoesclerose
Este distúrbio é caracterizado por uma área firme de endurecimento, que está inicialmente localizada na região medial do tornozelo.
Na fase aguda pode ser extremamente sensível ao toque
Casos avançados de lipodermatoesclerose
O membro agora se assemelha a uma garrafa de champanhe invertida; a rolha bulbosa representa o pé linfedematoso, a área fibrosada o gargalo da garrafa e a perna edemaciada o corpo da garrafa
6-Ulceração venosa
Eles geralmente estão localizados na parte inferior do tornozelo medial sobre uma veia perfurante ou às vezes perto do maléolo lateral, ou ao longo do curso das veias safenas magnas ou pequenas
Podem ocorrer mais proximalmente na perna se precipitados por trauma, mas nunca no antepé ou acima do nível do joelho
As úlceras podem ser múltiplas ou únicas e são extremamente dolorosas quando infectadas, superficiais, exsudativas e têm uma base de granulação.
Diagnóstico
Sinais e sintomas devem ser analisados.
Ultrassonografia duplex
Combinam imagens em
modo de brilho e investigação com Doppler.
Diagnóstico inicial mais importante, além de identificar locais de:
Obstrução e refluxo valvar nos sistemas venosos profundo e superficial.
Flebografia ascendente
Substituída pelas imagens duplex, exceto quando usada por um especialista para avaliar opções de tratamento para casos complexos de insuficiência venosa crônica (IVC)
Avalia a parede, aspecto das válvulas e o lúmen venoso. É melhor para avaliar causas secundárias.
Venografia por tomografia computadorizada (TC)
Fornece detalhes anatômicos, de modo que é útil para avaliar casos congênitos e complexos ou avançados de IVC.
Venografia por ressonância magnética
TC abdominal e de pelve
Usada para descartar a compressão extrínseca como causa da
compressão da veia ilíaca.
Pode revelar massa pélvica ou abdominal em obstrução da veia ilíaca.
Ultrassonografia intravascular
Usada em centros especializados como um teste secundário para avaliar a importância da obstrução da veia ilíaca em casos complexos de IVC.
Além de ser extremamente útil no diagnóstico e
na terapia da doença da veia ilíaca
Revela a anatomia venosa
Flebografia descendente
Caracteriza os aspectos funcionais como o refluxo venoso
Só é utilizado quando as técnicas não invasivas forem incapazes de orientar o tratamento.
Manobras Clínicas
Teste de Brodie- Tredenlenburg
Teste de Schwartz
Teste de Perthes
Pletismografia
Não é mais tão utilizado.
Diagnósticos Diferenciais
Veias varicosas e varizes
Telangectasias
veias reticulares
IVC
Pioderma grangrenoso
Sarcoma de kaposi
Carcinoma de celulas escamosas(Marjolin)
Linfedema
Úlcera traumática
Insuficiência cardiaca congestiva
Úlcera do pé diabético
Doença renal
Doença hepatica
Celulite
Erisipela
Leishaniose
Pé Diabético
Úlceras Isquemicas por vasculite
Tratamento
Classificação Clínica, Etiologica, Anatomica e Fisiopatologica - CEAP
C0/1 -Sintomas e/ou telangiectasias
Prevenção e tratamento estético (escleroterapia, laser transdérmico)
C2 - Veias varicosas
Tratamento de C1 e/ou flebecctomia
C3 - Edema venoso
Meias elásticas acima de 35 mmHg e medicamentos. Correção cirúrgica da junção safeno-femoral e safeno-poplítea é benéfico
C5 - Ulcera Venosa cicatrizada
Úlcera cicatrizada é indicação de cirurgia. Meias elásticas de 40 mmHg devem ser usadas para prevenir a recorrência das úlceras.
C4 - Distúrbios tróficos
Meias elásticas acima de 35 mmHg e ligadura de veias perfurantes.
C6 - Ulcera Venosa Ativa
Curativo com atadura inelástica, empastada com óxido de zinco que deve ficar em contato com a pele, sendo usada desde a base dos dedos até a tuberosidade tibial anterior (curativo com bota de Unna)
Cirurgia indicada na presença de refluxo safeno-femoral ou safeno-poplítea.
Antibiótico só é usado em vigência de infecção com manifestações sistêmicas
Elevação de membros (3 a 4x/ dia por 30 min)
Exercícios físicos
Terapias de compressão de membro
Meia de compressão graduada (Evd. B)
CEAP C1 - C5
Compressão Pneumática Intermitente (Evd. A)
Curativo compressivo (Evd. A)
CEAP C6
Medicações venoativas ou Flebotônicas (Evd. B)
Naturais (alfa ou gama benzopironas)
Sintéticas (dobesilato de cálcio ou aminaftona)
CEAP C1 ou outro "C" quando for associada a outro tratamento
Escleroterapia
Laser Transdérmico (Evd. D)
CEAP C1 e 2
Técnicas Endovasculares (V. de Grande calíbre)
Flebectomia
CEAP C2 a 6
Ressecção de Veias Tributárias
Termoablação (laser endovenoso ou radiofrequência) (Evd. A)
C2 (sintomático) e C3 a 6.
Clínico
Controle do peso
Uso de meia elástica
Exercícios
Cirurgia convencional
Elastocompressão
Endolaser
Flebotonicos
Radiofrequência
Escleroterapias
Controle dos fatores de risco.
Complicações
Tromboflebite Superficial
Inflamação da parede venosa superficial, devido a formação de coágulos em seu interior (pela estase venosa). Há dor, eritema, endurecimento e edema - o que impede que o paciente ande adequadamente. Quando acomete veia safena interna pode levar a embolia
Varicorragia
Sangramento devido ao rompimento da veia varicosa superficial. Isso se deve ao fato da parede venosa estar bastante delgada.
Hiperpigmentação
Devido a hemossiderina e aumento da melanina local, geralmente é irreversível
Eczema varicoso
Lesão avermelhada e descamativa, associada a prurido importante- devido a deposição de hemossiderina localmente.
Erisipela de repetição
Secundário ao edema crônico e estase que proporciona uma infecção de repetição na pele- principalmente Streptococcus e Stahylococcus
Úlcera varicosa
Complicação mais grave. Ulcerações superficiais, podendo ser dolorosas com exsudato e tecido de granulação. Localizam no trajeto das veias superficiais (safenas magna e parva), principalmente no maléolo medial- aparecendo espontaneamente ou secundário a mecanismo de trauma.
Anquilose tíbio társica
2 more items...
Prognóstico
Paciente deve ser tranquilizado, que a insuficiência venosa crônica (IVC) não oferece risco para os membros, se seguir o tratamento;
Os pacientes com IVC grave, [CEAP] C4-6) ou úlceras prévias geralmente precisam usar meias de compressão graduada de pelo menos 30 a 40 mmHg durante a vida toda;
A adesão à terapia de compressão reduz notavelmente as sequelas em longo prazo, mas não as elimina;
Falta de adesão terapêutica é a causa primária de falha da terapia de compressão;
Epidemiologia
1/5 mulheres
1/15 homens
Caso Clínico
Mulher 55 anos
QP: dor do tipo cansaço e edema de MMII
Edema no fim do dia nas duas pernas, sendo mais intenso na perna esquerda
Tempo: primeiras veias dilatadas apareceram aos 20 anos quando estava grávida, sem sintomas associados
Nos últimos 3 anos vem apresentando desconforto prejudicando as atividades diárias
História familiar materna de varicorragia e úlcera varicosa na perna esquerda
Exame Físico
PA: 130/85 mmHg
Pulso: 72
IMC: 32 KG/m2
FR:17 irpm
Exame cardíaco e pulmonar sem alterações
Exame físico dos MMII
Veias salientes e varicosas na face interna da perna esquerda
Máculas castanhas de um milímetro no pé e no tornozelo esquerdo
Edema bilateral até o meio das panturrilhas e mais intenso na perna esquerda
Pulsos femorais, poplíteos e distais estão fortes e regulares
Referências:
Toy, Eugene C. Casos clínicos em medicina de família e comunidade [recurso eletrônico] / Toy, Briscoe, Britton ; tradução: Rita Brossard de Souza Pinto ; revisão técnica: Nulvio Lermen Junior. – 3. ed. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : AMGH, 2013. BMJ Best Practice. Veias Varicosas. Última atualização: 06 mar 2020. BMJ Best Practice. Insuficiência venosa crônica. Última atualização: 18 fev 2020. UPTODATE. . SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19.ed.
Saunders. Elsevier; o Diretrizes SBACV - Insuficiência Venosa Crônica (2015).
Grupo Horner, Alunos:
Millena Horner, Samuel Henrique, Carolinne Lisboa, Andressa Brito, Ellen Lelis, Laís Freitas, Wanderson Stewart, Amanda Vitória, João Víctor, Cláudia Cristinne.