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ANSIEDADE - Coggle Diagram
ANSIEDADE
DEFINIÇÂO
é um estado emocional adaptativo associado à expectativa de uma ameaça; pode incluir pensamentos de medo, sintomas de ativação fisiológica e a preparação para luta e fuga
a ansiedade passa a ser patológica quando os pensamentos de medo e sintomas de ativação tornam-se exagerados e interferem com a qualidade de vida, o conforto emocional ou o desempenho diário do indivíduo
Os principais transtornos de ansiedade incluem:
Transtornos de pânico; Transtornos de ansiedade social; Agorafobia; Fobias especificas; Transtorno de ansiedade generalizado; TOC (transtorno obsessivo-compulsivo); Transtorno de estresse pós traumático e Estresse agudo.
TRANSTORNO DO PÂNICO
caracterizado por ataques recorrentes de crise de pânico;
preocupação intensa com futuros ataques;
prejuízo funcional significativo.
Crises de pânico:
Marcantes de ansiedade que cursam com ativação do SN
taquicardia;
suor frio;
tremores;
desconforto respiratório e/ou sensação de asfixia;
náuseas;
formigamento em membros, dedos e/ou lábios.
Despersonalização;
Desrealização.
Cursam com medo de ter um ataque do coração, de morrer/enlouquecer;
cursam com início abrupto (pico entre 5 a 10 min) e curta duração (menos de 1h).
Importante frisar:
o transtorno cursa com crises
recorrentes e inesperadas;
pelo menos 1 dos ataques foi seguido de 1 mês ou mais de apreensão acerca de ataques adicionais e suas consequências.
Epidemiologia e fatores de risco
ocorre em aproximadamente 3-8% dos pacientes vistos na atenção primária;
2X + comum no sexo feminino, e a idade média de início é de 20-24 anos;
80% dos pacientes reportam um estressor maior durante os 12 meses anteriores ao primeiro ataque.
Mecanismo neurobiológicos e psicológicos
Teoria do alarme → ocorrência de medo em situação que, no momento, não significa ameaça (alarme falso) → repetição → condicionamento do medo a pistas internas → sensações corporais → a percepção dessas sensações corporais leva a ataques de pânico.
genes exatos, produtos de genes ou funções relacionadas às regiões genéticas, permanecem desconhecidas.
risco aumentado entre filhos de pais com transtornos de ansiedade, depressivo e bipolar.
Tratamento Farmacológico
ISRS
Paroxetina
Sertralina
BENZODIAZEPINICOS
Alprazolan
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE SOCIAL
Medo ou ansiedade acentuados por 01 ou mais situações sociais em que o indivíduo é exposto a possível avaliação por outras pessoas
chamado de Fobia social, caracteriza-se por um receio excessivo de constrangimento ou de humilhação - ser avaliado negativamente
Medo/ansiedade é desproporcional à ameaça real
Interação social
Ser observado
Situações de desempenho diante dos outros
QUADRO CLINICO
sudorese
tremor
rubor
Características que apoiam o Diagnóstico
Podem ser muito submissos
Postura corporal excessivamente rígida
Contato visual inadequado
Voz extremamente suave
O individuo tem também a preocupação de ser julgado como ansioso, débil, maluco, estúpido, amendrontado, etc. Teme agir e demonstrar sintomas de ansiedade, como:
Ruborizar, tremer, transpirar, tropeçar nas palavras e ser avaliado negativamente pelos demais
Alguns tem medo de ofender os outros ou de ser rejeitados como consequência
Situações sociais provocam medoou ansiedade, um indivíduo ansioso apenas ocasionalmente em situações socuaus não seria dignosticado com fobia social
A duração do transtorno é de geralmente pelo menos 6 meses
Fatores de Risco:
Temperamentais
Inibição comportamental e medo de avaliação negativa
TRATAMENTO
Antidepressivos, geralmente os inibidores seletivos de recaptação da serotonina
Tratamento farmacológico
Beta-bloqueadores
propanolol
atenolol
Para sintomas brandos de ansiedade social
ISRS
Fluoxetina
Terapia de exposição
Terapia cognitivo-comportamental
Ambientais
Maus tratos e adversidades na infância são fatores de risco
Genéticos e fisiológicos
Relacionado a interação gene-ambiente. e pode ser herdado
transtorno de ansiedade generalizada
Etiologia
possui fatores biologicos e psicossociais
pode aparecer em qualquer idade
Afeta principalmente mulheres
Na infância costuma se manifestar como fobias simples
Pode ter predisposição genetica
Afeta principalmente pessoas isolacionistas e solteiras
Fisiopatologia
Os neurônios hipotalamicos que secretam CRH são regulados pela amigdala e pelo hipocampo, com a ativação do núcleo da amigdala ela vai agir sobre o eixo HPA para criar a resposta ao aestresse
O hipocampo possui receptores de glicorticoides que são ativados pelo cortisol para regular o eixo HPA
Exposição continua a cortisol em periodos de estresse crônico pode levar a disfunção e morte de celulas hipocampais
Diagnostico
É clínico e deve ser levado em consideração as caracteristicas específicas de cada tipo
A duração do medo e da ansiedade devem estar presentes por pelo menos 6 meses
Avaliar a história na infância e membros da familia
É sempre importante avaliar o risco de suicídio e outras comorbidades psiquicas
Levar em consideração o uso de farmacos associados a sintomas de annsiedade
Tratamento
Psicologico
psicoterapias
tecnicas de respiração diafragmatica e controle da respiração
Instruir a não dar tanta importância a pensamentos negativos
Farmacologico
uso de ISRS
Citalopram, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina e vilazodona
uso de IDT com segunda escolha
imipramina
AGORAFOBIA
Medo acentuado persistente (≥ 6 meses) ou ansiedade de 2 ou mais das situações:
Uso de transporte público
Permanecer em espaços abertos
Permanecer em locais fechados
Permanecer em uma fila ou em multidão
Sair de casa sozinho
Evita situações por pensar que seja difícil escapar ou que o auxilio pode não estar disponível
Além disso, todos os seguintes devem estar presentes:
As mesmas situações quase sempre provocam medo ou ansiedade.
Pacientes evitam ativamente a situação e/ou exigem a presença de um acompanhante.
O medo ou a ansiedade é desproporcional à ameaça real (levando em conta as normas socioculturais).
O medo, a ansiedade e/ou esquiva causam sofrimento significativo ou prejudicam muito o funcionamento social ou ocupacional.
TRATAMENTO
Terapia cognitivo-comportamental
ensina os pacientes a reconhecer e controlar seus pensamentos distorcidos e suas crenças falsas, bem como os instrui a fazer terapia de exposição.
inibidor seletivo da recaptação da serotonina (ISRS)
Citalopram, escitalopram, fluoxetina, fluvoxamina, paroxetina, sertralina e vilazodona.
ajudam a reduzir ou prevenir
recaídas
Benzodiazepínicos
Alprazolam e lorazepam
Medicamentos tricíclicos e tetracíclicos:
clomipramina e imipramina
FATORES DE RISCO
AMBIENTAIS
Eventos negativos na infância
separacao/morte de um dos pais
ser atacado ou assaltado
TEMPERAMENTAIS
GENETIOS e FISIOLOGICOS
Ansiedade súbita, Medo intenso, Taquicardia, Tontura, Formigamentos pelo corpo, Falta de ar, Dor no peito, Medo de sair, Ansiedade diante da possibilidade de estar em um ambiente "ameaçador", Náusea, Diarreia
FOBIAS ESPECIFICAS;
Apresentam temor acentuado e persistente de um objeto ou situação claramente discernível
A exposição à essa situação causa uma resposta ansiosa imediata excessiva
Os tipos mais comuns
Animais ou insetos
Ambiente natural ( tempestades, água, altura)
Situacional ( dirigir, lugares fechados)
Sangue, injeções, lesões
Costumam ter início na infância
O diagnóstico é basicamente clínico, onde o paciente apresenta medo ou ansiedade com as seguintes características
É intenso e tem durado seis meses ou mais
Diz respeito a uma situação ou objeto específicos
Ocorre imediatamente assim que a pessoa se depara com a situação ou o objeto
Leva a pessoa a evitar a situação ou o objeto
É desproporcional ao perigo verdadeiro
Causa angústia significativa ou prejudica o desempenho de atividades de modo significativo
O tratamento geralmente compreende a terapia de exposição.
envolve expor as pessoas gradualmente — de forma imaginária ou, às vezes, real — ao objeto ou situação que desencadeia o medo
é repetida até que as pessoas se tornem muito confortáveis com a situação provocadora de ansiedade
A farmacoterapia não é muito eficaz no tratamento de fobias específicas. Uma exceção é a utilização de benzodiazepínicos para algumas situações pontuais e especificas
TOC (TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO).
É definido por obsessões ou compulsões recorrentes que são demoradas (mais de 1h/dia) ou causam um grau acentuado de angustia ou alteração.
Fisiopatologia
A fisiopatologia do TOC está relacionada aos gânglios da base, estudos de neuroimagem têm demonstrado alterações morfológicas e funcionais nos núcleos caudados (uma parte específica dos gânglios da base)
Basicamente, o núcleo caudado não filtra os impulsos corticais, o que leva a uma liberação na atividade talâmica pois as estruturas estriatais não inibiram um impulso.
Essa disfunção nos impulsos impede a pessoa de tirar o foco de algumas coisas que normalmente seriam irrelevantes.
Tratamento
As drogas eficazes no tratamento dos TOC são os inibidores da recaptação de serotonina, clomipramina, fluvoxamina e a setralina
O tratamento envolve não só o medicamentoso, pois a a pessoa tem o seu convívio social afetado pelo transtorno
Psicoterapia Cognitivo-comportamental
Normalmente, homens e mulheres adultos são afetados igualmente, em adolescentes a prevalência é em meninos.
As compulsões são definidas por:
Pensamentos repetitivos (lavar as mãos, verificar, organizar) ou atos mentais (orar, contar ou repetir palavras em silencio) que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas.
As obsessões e compulsões causam sofrimento acentuado, consomem tempo (tomam mais de 1 h por dia) ou interferem significativamente na rotina, no funcionamento ocupacional (ou acadêmico), em atividades ou relacionamentos sociais habituais do indivíduo.
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS TRAUMÁTICO
Ocorre em pessoas expostas a um evento traumático em que a pessoa vivenciou, testemunhou ou se defrontou com a morte ou ameaça de morte. a resposta desenvolvida pela pessoa envolveu medo intenso, impotência ou pavor
características definidoras dos transtornos de estresse pós-traumático
reviver o evento por recordações recorrentes e invasivas, relacionada a uma angústia psicológica ao lembrar
evitar persistentemente estímulos associados ao trauma
hipervigilância, dificuldade de sono e explosões de irritabilidade
O tratamento desse tipo de transtorno é feito com inibidores da recaptação de serotonina (ISRS), antidepressivos tricíclicos e inibidores da monoamina oxidase
Transtorno de Ansiedade de Separação
Prevalência
O transtorno de ansiedade de separação decresce em prevalência desde a infância até a adolescência
É o transtorno de ansiedade mais prevalente em crianças com menos de 12 anos.
Nas amostras clínicas de crianças, o transtorno é igualmente comum em ambos os sexos.
Na comunidade, o transtorno é mais frequente em indivíduos do sexo feminino.
Fatores de Risco e Prognóstico
Ambientais
O transtorno de ansiedade de separação frequentemente se desenvolve após um estresse vital, sobretudo uma perda
A superproteção e a intromissão parentais podem estar associadas ao transtorno de ansiedade de separação.
Genéticos e fisiológicos
O transtorno de ansiedade de separação em crianças pode ser herdado.
A herdabilidade foi estimada em 73% em uma amostra da comunidade de gêmeos de 6 anos, com taxas mais altas entre as meninas.
Desenvolvimento e Curso
O início do transtorno de ansiedade de separação pode ocorrer em idade pré-escolare em qualquer momento durante a infância e mais raramente na adolescência.
Em geral, existem períodos de exacerbação e remissão
As manifestações do transtorno de ansiedade de separação variam com a idade
As crianças menores são mais relutantes em ir para a escola ou podem evitá-la totalmente.
À medida que as crianças crescem, emergem as preocupações; com frequência são preocupações acerca de perigos específicos ou preocupações vagas acerca de não se reencontrarem com as figuras de apego
Em adultos, o transtorno de ansiedade de separação pode limitar a capacidade de enfrentar mudanças circunstanciais
Características Diagnósticas
A característica essencial do transtorno de ansiedade de separação é o medo ou a ansiedade excessivos envolvendo a separação de casa ou de figuras de apego
Os indivíduos com transtorno de ansiedade de separação são relutantes ou se recusam a sair sozinhos devido ao medo de separação
As crianças com esse transtorno frequentemente têm dificuldade na hora de dormir e podem insistir para que alguém fique com elas até que adormeçam.