Heider: estabelece os fundamentos das teorias de atribuição, ao defender a ideia de que, em suas relações interpessoais, o indivíduo percebe o outro e suas ações como um todo organizado e, por essa razão, tende a procurar as causas do comportamento do outro, como forma de tornar o mundo social mais organizado, estável e previsível, utilizando-se de fatores pessoais, internos (capacidade, esforço, etc.) ou de fatores impessoais, externos (sorte, situação, etc.). Heider constrói os pilares das teorias da consistência cognitiva ao propor o princípio do equilíbrio cognitivo, segundo o qual as pessoas tendem a manter sentimentos e cognições coerentes sobre um mesmo objeto ou pessoa, de modo a obter uma situação de equilíbrio. Quando esse equilíbrio se desfaz, elas vivenciam uma situação de tensão e procuram restabelece‑lo mediante a mudança de algum dos elementos da situação.