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Centro cirúrgico - Coggle Diagram
Centro cirúrgico
Finalidade das Cirurgias
Diagnóstica/exploratória → biópsia, laparotomia exploratória.
Curativa → remoção de tumor, colecistectomia.
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Reconstrutora → plástica para modelar nariz, reconstrução mamária.
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Conceitos
RDC 50/2002
Programação, planejamento é o desenho da estrutura física dos estabelecimentos de assistência à saúde. Fornece conceitos básicos, regras de requisitos dentro da estrutura que vai ser montada no CC.
Áreas restritas: salas de operação, corredores internos, lavabos cirúrgicos.
Áreas semi-restritas: expurgo, sala de guarda de materiais, copa, sala de estar da equipe.
Áreas não restritas: vestiários, corredores de entrada, sala de espera de acompanhantes
Inclui ainda: salas de cirurgia, sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) e apoio técnico (CME – Central de Material e Esterilização).
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Curiosidades e Avanços
Salas híbridas → unem centro cirúrgico e hemodinâmica, permitindo cirurgias minimamente invasivas com imagem em tempo real.
Cirurgia robótica → já utilizada em hospitais de ponta no Brasil, aumenta a precisão e reduz tempo de recuperação.
Indicadores de qualidade → taxa de infecção cirúrgica, tempo de permanência em SRPA, taxa de reinternação pós-operatória
Histórico → antes da introdução da antissepsia por Joseph Lister (século XIX), a mortalidade cirúrgica era altíssima, chegando a 50%.
Classificações:
Cirúrgica
Limpas
Realizada em tecidos estéreis ou possíveis de contaminação, são cirurgias eletivas com cicatrização de primeira intenção e sem drenagem aberta. São cirurgias que não ocorrem penetração no trato digestório, respiratório e urinário.
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contaminadas
Realizadas em tecidos recentemente traumatizados e abertos, colonizados por flora bacteriana abundante, cuja descontaminação seja difícil ou impossível, bem como todos aquelas que tenham ocorrido falhas técnicas grosseiras. Presença de inflamação aguda na incisão e cicatrização de segunda intenção ou grande contaminação a partir do tubo digestivo, obstrução biliar ou urinária que também se incluem nesta categoria.
Infectadas
São todas as intervenções realizadas em qualquer tecido ou órgão, em presença de processo infeccioso( supuração local) e/ou tecido necrótico.
Feridas operatórias
Limpas → tecidos estéreis, sem penetração em tratos contaminados, cicatrização de primeira intenção.
Potencialmente contaminadas (limpa-contaminada) → penetração controlada em trato digestivo, respiratório ou urinário/ genital, sem infecção evidente.
Contaminadas → feridas abertas recentes, tecidos colonizados por flora bacteriana abundante, ou quando há falhas técnicas discretas.
Infectadas/sujas → presença de pus, necrose ou inflamação aguda ou contaminação significativa (ex.: obstrução biliar ou urinária).
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Normas de Biossegurança
Paramentação obrigatória: gorro, máscara, avental estéril, luvas.
Fluxo unidirecional: paciente e materiais seguem um caminho que evita cruzamento entre áreas limpas e contaminadas.
Controle rigoroso de infecção: limpeza terminal da sala após cada cirurgia, esterilização de materiais na CME.
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Estrutura e Organização
Programação cirúrgica: feita com base em prioridades (urgência, emergência, eletiva).
Planejamento físico: segue normas da RDC 50/2002, que define fluxos, áreas restritas, semi-restritas e não restritas.
Fluxo unidirecional: pacientes, materiais e equipe circulam em rotas específicas para evitar contaminação cruzada.