Da URSS à Rússia - PECEQUILO

O FIM DA GUERRA FRIA E A URSS (1989/1991)

Gorbachev chega ao poder em 1985. Cenário crise política e econômica. Agenda de ajustes em 3 pilares:

  • Glasnost: abertura e transparência política
  • Perestroika: reforma e reestruturação econômica
  • Novo pensamento de PE: cooperação, paz, coexistência e desarmamento

-> Resultado foi oposto ao esperado: as mudanças, rápidas e profundas numa URSS já frágil, aceleraram a perda da capacidade soviética em administrar sua política interna e externa

Gorbachev tenta contornar (p. 109), mas 1991 golpe de Estado -> GOLPE ACELERA O PROCESSO DE DESMONTAGEM DA URSS

Dez 1991: dissolução da URSS. Origem de diversos Estados independentes e soberanos (Estônia, Bálticos, Geórgia, Armênia, Ucrânia, Rússia....)

Yeltsin: iniciativa p/ formação da CEI -> arranjo político para a preservação dos laços econômicos-políticos entre Moscou e os novos Estados

  • Integração com o Ocidente surgia como prioridade -> Implementar o consenso de Washington

Objetivo: economias de mercado, crescimento, integração aos fluxos globais, ajuda econômica, laços comerciais e participação nas OIGs

ALINHAMENTO E CRISE (1992/1999)

Governo Yeltsin: duas fases

1992-1997: adesão ao modelo neoliberal - TERAPIA DE CHOQUE - combinação alinhamento e vulnerabilidade

1998-1999: busca pela autonomia

Criar identidade ocidental p/ Rússia

Cooperação como único caminho de desenvolvimento

Privatização e reorganização do Estado

Resultado: hiperinflação, desemprego, depressão... + CRIME ORGANIZADO OLIGARCA

Empresas + importantes da Rússia vendidas a preços irrisórios e em condições suspeitas (setor de gás e petróleo)

Crise interna e também externa

  • Ausência de recursos para manter a mobilização militar nos tempos da Guerra Fria + opção política pela integração

CRISE NA CHECHÊNIA: se declaram nação independente unilateralmente

Posição estratégica Chechênia oleodutos gasodutos + acesso mar cáspio

Rússia não aceita, mas não consegue controlar. Primeira Guerra.

"Conquistas": Rússia admitida no G7, proximidade com a OTAN. Mas assimetrias EUA-Rússia ficam claras.

EUA: veem como uma oportunidade de "vencer" a Rússia. -> promover um encirclement do país, ocupando zonas de influência nos vizinhos e avançando no transporte e exploração de petróleo e gás na região

1997 a 1999: crise nos mercados em desenvolvimento -> derrocada de Yeltsin

Reafirmação da identidade russa: defesa do multilateralismo e do multipolarismo, aproximação com o vetor oriental

AUTONOMIA E PRAGMATISMO (1999//2012) - 3 fases da última década da política russa

PUTIN (2000-2004) - declínio russo é revertido

  • Ataca os oligarcas
  • Restabelece parcialmente controle estatal óleo e gás
  • Retomar a estabilidade
  • Retomar orgulho nacional (bandeira hino)

1999 A 2001: mais desafiador

2001 A 2003: pós 11/09 até invasão Iraque

2003 A 2012: realocação de prioridades e mais assertividade regional e global

Guerra Kosovo e expansão OTAN: Rússia fragilizada, mas reverte sua posição de apoio aos EUA

2ª Guerra Chechênia

Questão da Chechênia sem definição. Separatismo forte. Pesada ofensiva russa. Ações condenadas pelo Ocidente.

Ataques terroristas por parte da resistência chechena continuaram.

Nova Concepção de PE russa (2000) + Concepção de Segurança Nacional da Federaçõ Russa

Declara a participação ativa da Rússia para a construção de um mundo MULTIPOLAR!

Documentos realistas que conseguem diferenciar a condição do país (recuperação), suas possibilidades (regionais e multilaterais), limites (unipolaridade militar EUA, assimetria de poder) e pretensões (reemergência)

AÇÃO DE ACEITAÇÃO DO STATUS QUO + REENGAJAMENTO E REFORMAS ("pragmatismo de grandes potências", "política externa multivetorial")

GAZPROM - empresa controla maioria exportações de gás mundiais - instrumento de pressão econômica e diplomática

Putin apoia EUA na GWT - recuperar projeção regional e conter avanços norte-americanos + legitimação de suas ações na Chechênia

Declaração Conjunta de 2002: 'um novo caminho nas relações, baseadas na amizade, cooperação, valores comuns, confiança, abertura e previsibilidade'

Ainda assim, EUA avançam no proejto de conquista da Eurásia - consolidar posições no "Anel Centro-Asiático" - 2a onda expansão OTAN para os antigos estados soviéticos

Putin é pragmático. (sem condições p bater de frente) -> coopera nas áreas possíveis

Invasão do Iraque (2003): fim do clima cooperativo

Kremlin condena as interferências ocidentais em sua política interna (Revoluções Coloridas). Repúblicas conversando com OTAN para construir gasodutos em seu território.

Confrontações c Geórgia (p. 123)

Rússia passa a usar a "política do gás" para exercer poder frente ao Ocidente e as repúblicas próximas

Triangulação com Síria, Irã e Venezuela: aprofundamento das relações

Aposta num discurso de independência (sustentado pela própria adimplência econômica)

Aproximação com as nações emergentes - pautas em comum

  • Reforma do sistema multilateral político-econômico vigente desde 1945.

Aproximação BRICS: conter avanço dessas nações - Rússia é a mais fraca delas (dependência setor energia + reestruturação do Estado + pressões norte-americanas

Arena política: rachas entre EUA, Europa Ocidental e Rússia

  • Críticas do ocidente à democracia russa

Europa Ocidental temendo expansionismo russo

2009: Obama e Medvedev -> 're-start' nas relações próximas. Mas Rússia continua foco Sul-Sul (OCX, BRICS e CSNU)

5 VETORES ESTRATÉGICOS PARA SUPERAR AS DIFICULDADES RUSSAS

  • Eficiência da produção, transporte e uso da energia
  • Manter e elevar a tecnologia nuclear
  • Melhorar desenvolvimento da tecnologia da informação com supercomputadores (dados públicos globais)
  • Desenvolvimento de infraestrutura terrestre e espacial de informações
  • Liderança na produção de equipamentos médicos

Reafirmação dos princípios de PE autônoma

Objetivo de longo prazo: modernização da Rússia