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CASO CLÍNICO - 13º SEMANA - Coggle Diagram
CASO CLÍNICO - 13º SEMANA
História Clínica
Paciente de 16 anos, sexo masculino
Atendido na emergência com história de traumatismo ocular esquerdo há 2 horas por arame
Dor aguda, intensa fotofobia, e sensação de corpo estranho no olho esquerdo.
Exame Físico
Diminuição da acuidade visual
Corectopia
Pequena lesão escura próximo ao limbo em região temporal inferior
Hipóteses Diagnósticas
Trauma ocular
TRAUMA OCULAR
Refere-se a qualquer lesão no olho, podendo ser causada por trauma mecânico (contuso ou penetrante), agentes químicos ou radiação (ultravioleta ou ionizante).
Epidemiologia
Homens sofrem maior risco de lesão ocular
A faixa etária mais afetada são adultos entre 18 e 45 anos.
No mundo, há cerca de 1,6 milhões de cegos por lesões oculares
Etiologia
O tipo e a extensão do dano dependem do mecanismo e da força da lesão
As lesões mais graves são causadas por objetos contundentes, objetos pontiagudos grandes, queimaduras e pequenas partículas no ar.
Tipos de lesão: abrasão da córnea (42,2%), contusão do globo ocular (25,9%) e traumas oculares graves (18,2%) com uma taxa de enucleação de 3,9%.
Importante considerar o mecanismo do trauma do paciente, pois pode ser politraumatizado
Classificação
Lesões oculares fechados: a parede do olho não tem ferida com espessura completa
Lesões oculares abertas: a parede do olho tem ferida com espessura completa
Laceração: ferida com espessura completa da parede do olho, geralmente causada por objeto pontiagudo
Lesão penetrante: laceração simples da parede do olho (entrada), geralmente causada por objeto pontiagudo
Lesão por corpo estranho intraocular (CEIO): objeto estranho retido, tipo de lesão penetrante
Lesão perfurante: lesão de entrada e saída na parede olho, geralmente causada por objeto pontiagudo ou projétil.
Ruptura: ferida com espessura completa da parede do olho causada por objeto contuso
Remoção Ocular
Enucleação: remoção cirúrgica de um olho
Evisceração: envolve a remoção do conteúdo interno do olho, mas deixando a concha externa do olho (esclera) e os músculos extraoculares intactos.
Exenteração: forma mais extensa de remoção ocular, envolvendo não apenas a remoção do olho, mas também as estruturas adjacentes do olho e da órbita, como os tecidos moles e as pálpebras.
Diagnóstico
Hstória e Exame Físico: principais fatores
Hifema
Equimose
Dor ocular ntensa
Visão turva
Lacrimejamento excessivo
Quemose conjuntival
Hiperemia conjuntival
Abrasão/Defeito epitelial da córnea
Tomografia computadorizada (TC) de crânio e órbita (primeiro exame a ser solicitado)
Indicada caso haja suspeita de corpo estranho ou de fratura da parede orbital ou para avaliar a integralidade do globo ocular
RX simples
Ultrassonografia modo B
Biomicroscopia ultrassônica
RNM de crânio
Prevenção:
Uso de protetores oculares
Uso de cinto de seguranças para evitar traumas
Prevenção de ambientes domésticos de idosos
Tratamento
Agudo:
Lesões superficiais sem corpo estranho:
Exposição a luz ultravioleta: observação + antibiótico tópico
Respingos químicos: irrigação + antibiótico tópico
Olho roxo (equimose): cuidados de suporte
Abrasões menores: antibiótico tópico + tampao ocular
Lacerações palpebrais: sutura
Hifema:
Com tendência a sangramento: cuidados de suporte + cicloplégico tópico + corticosteroide tópico + antieméticos + antifibrinolítico + cirurgia + tratamento do quadro clinico subjacente
Abrasão da córnea:
Com corpo estranho superficial: antibiótico tópico + cicloplégico tópico + profilaxia do tétano + analgesia + remoção do corpo estranho
Lesão ocular aberta:
Ferida na córnea com vazamento após cirurgia: encaminhas para um especialista + antibioticoterapia sistêmica + analgesia + profilaxia do tétano + antieméticos + cirurgia + medidas para interromper o vazamento
Com corpo estranho: remoção do corpo estranho
TRAUMA PENETRANTE
EPIDEMIOLOGIA
Três vezes mais comuns em homens do que em mulheres e, normalmente, ocorrem em um grupo etário mais jovem
MECANISMO
A extensão do ferimento é determinada pelo:
tamanho do objeto,
sua velocidade na hora do impacto e
sua composição.
energia cinética
COMPLICAÇÃO
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APRESENTAÇÕES CLÍNICAS
CORNEA
: afinamento da pupila e o estreitamento da câmara anterior são sinais chave, embora a penetração de toda a espessura da córnea possa estar presente sem estes sinais (ENCARCERAMENTO DA ÍRIS)
ÍRIS
LACERAÇÃO DO CRISTALINO
LACERAÇÃO ESCLERAL (ANTERIOR)
DESCOLAMENTO TRAUMÁTICO TRACIONAL DA RETINA
ANATOMIA
https://docs.google.com/document/d/1yv0HCPLG70pPBjfb_Br3gEkoHWQ9WueF98fWYPcWjcg/edit
Complicações:
Catarata traumática
Endoftalmite
Descolamento de retina