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TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR - Coggle Diagram
TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR
Transtornos de humor
Humor: é estado emocional basal do indivíduo.
Eutimia = Normal
Hipertimia = Humor exaltado
Hipotimia = Humor rebaixado
Transtorno bipolar
Transtorno depressivo maior
Transtorno disfórico pré-menstrual
Transtorno disruptivo da regulação do humor
Os Transtornos do Humor ou Afetivos são aqueles cujo sintoma principal é a alteração do humor
ou do afeto, da energia (ânimo) e do jeito de sentir, pensar e se comportar
Definição e Epidemiologia
É um transtorno de humor no qual o indivíduo apresenta oscilações entre pontos altos do temperamento (mania) e baixos (depressão)..
A oscilação do humor ocorre em todos e é considerada normal. Porém, quando acontece de forma exagerada intensa e duradoura de forma a causar prejuízo, é considerada patológica.
É uma condição psiquiátrica crônica que acomete cerca de 1-2% da população.
As manifestações iniciam-se normalmente no final da adolescência e início da vida adulta, com idade média de início de 25 anos.
A idade média de início do transtorno bipolar I é de 18 anos e do transtorno bipolar II de 20 anos.
Etiologia e Fatores de risco
Hereditariedade
70% em parentes de primeiro grau
Variações hormonais
Ciclo-menstrual e pós-parto
Fatores ambientais
Maus tratos
Negligência por parte dos pais
Abuso sexual
Vida desorganizada/desregrada
Mudanças de vida
Histórico familiar
Experiências traumáticas
Uso de drogas e/ou álcool
Estresse intenso
Ter entre 15 e 25 anos
Classificação
Transtorno Bipolar do tipo I
ocorre um claro episódio maníaco ou maníaco psicótico com duração de pelo menos uma semana, fora a depressão maior que pode
se estender de duas semanas a meses.
Transtorno Bipolar do tipo II
caracterizado por um episódio hipomaníaco com um ou mais episódios depressivos maiores, nunca apresentando episódios maníacos completos.
Geralmente os indivíduos apresentem depressão grave
Transtorno Bipolar não especificado ou misto
sintomatologia sugere TBP, porém não
se enquadra em número ou tempo nos tipos previamente descritos
pode apresentar
sintomas de depressão leve e hipomania, por um período < 2 anos
mas não podem ser classificados como mania ou hipomania.
episódios de depressão e elevações no humor leves e de curta duração
Ciclotimia
as oscilações de humor são tidas como menos graves
Se caracterizam por
um histórico crônico de humor variável entre
hipomania e sintomas depressivos leves
Normalmente os pacientes dessa classificação não se apresentam voluntariamente aos serviços de saúde mental, são trazidos por tentativa de suicídio, problemas em relações e uso excessivo de substâncias.
Fisiopatologia
A base causal da TAB ainda não é bem definida, os fatores causais são dividis em
Genéticos
quanto mais membros da fa- mília forem afetados, maior o risco para um filho.
Psicossociais
Personalidade
Fatores psicodinâmicos
Estresse
Biológicos
Sistema noradrenérgico
menor débito de noradrenalina e uma menor sensibilidade dos receptores a2 são relatados, em contraste com uma tendência de maior atividade da noradrenalina em estados maníacos.
Sistema GABAérgico
decréscimo na função GABAérgica acompanha os estados maníacos e depressivos
Sistema dopaminérgico
agonistas dopaminérgicos diretos e indiretos simularem episódios de mania ou hipomania em pacientes com transtorno bipolar
maior atividade dopaminérgica induzida por aumento da libera- ção, diminuição da capacidade de tamponamento pelas vesículas sinápticas ou pela maior sensibilidade dos receptores dopaminérgicos
Sistema serotonérgico
déficit na neurotransmissão serotoninérgica central permite a expressão tanto da fase maníaca, quanto da depressiva
diminuição dos níveis de ácido 5 hidroxiindolacético (5-HIAA), principal metabólito da serotonina, no CSF de pacientes maníacos e deprimidos
Sistema glutamatérgico
ação dos estabilizadores do humor sobre a neurotransmissão glutamatérgica
Quadro clínico
Episódio de depressão bipolar
Indistinguível do episódio de depressão unipolar
Tristeza
Anedonia
Alterações de sono
Pensamentos de morte
Alteração de psicomotricidade
Alterações de atenção e cognição
Culpa ou desesperança
Fadiga ou falta de energia
Depressão bipolar
Início mais precoce e abrupto
Episódios mais frequentes
Mais sintomas psicóticos e maior risco de suicídio
Mais retardamento psicomotor e sintomas atípicos
História familiar positiva para TB
Mania
Humor exaltado ou irritado
Autoconfiança e autoestima elevada
Aceleração de pensamento e fala
Diminuição de necessidade de sono
Aumento de comportamentos de risco e dificuldade de controle de impulsos
Pode evoluir para sintomas psicóticos, normalmente congruentes com humor
Fala acelerada (loquaz) ou pressão para falar
Distraibilidade
Aumento de atividade ou agitação psicomotora
Episódios mistos
Conjuga sintoma dos dois polos em um único episódio
Diagnóstico
O diagnóstico do TAB é clínico e baseado nos critérios diagnósticos do DSM-5:
Episódio Maníaco
O diagnóstico de episódio maníaco é realizado quando são atendidos todos os critérios de A a D citados a seguir:
A. Um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável, e aumento anormal e persistente da energia ou da atividade dirigida a objetivos, com duração mínima de uma semana e presente na maior parte do dia, quase todos os dias (ou qualquer duração, se a hospitalização for necessária).
B. Durante o período de perturbação do humor e aumento da energia ou da atividade, pelo menos três dos seguintes sintomas (quatro, se o humor for apenas irritável) estão presentes em grau significativo e representam uma mudança notável no comportamento habitual:
C. A perturbação do humor é suficientemente grave para causar prejuízo acentuado no funcionamento social ou profissional ou para necessitar de hospitalização a fim de prevenir dano a si mesmo ou a outras pessoas, ou quando existem características psicóticas.
D. O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância (p. ex., droga de abuso, medicamento ou outro tratamento) ou a outra condição clínica.
Nota 1: Um episódio maníaco que surge durante tratamento antidepressivo (p. ex., medicamento ou eletroconvulsoterapia) mas que persiste com um nível de sinais e sintomas além do efeito fisiológico desse tratamento é evidência suficiente para um episódio maníaco e, portanto, para o diagnóstico de TAB do tipo I.
Nota 2: Os critérios A a D caracterizam um episódio maníaco. A ocorrência de pelo menos um episódio maníaco na vida é necessário para o diagnóstico de TAB do tipo I.
Episódio Depressivo Maior
O diagnóstico de episódio depressivo maior é realizado quando são atendidos todos os critérios de A a C citados a seguir:
A. Cinco (ou mais) dos seguintes sintomas estiveram presentes durante o mesmo período de duas semanas e representam uma mudança em relação ao funcionamento anterior. Além disso, pelo menos um dos sintomas é (1) humor deprimido ou (2) perda de interesse ou prazer.
B. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou profissional, ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
C. O episódio não é atribuível aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição clínica.
Nota: Não incluir sintomas que sejam claramente atribuíveis a outra condição clínica.
Os critérios A-C representam um episódio depressivo maior. Esse tipo de episódio é comum no TAB do tipo I, embora sua ocorrência não seja necessária para o diagnóstico desse transtorno.
Transtorno Bipolar do Tipo I
A. Foram atendidos os critérios para pelo menos um episódio maníaco (critérios A-D descritos no sub-item 4.1) em associação ou não a um episódio depressivo maior (sub-item 4.2)
B. A ocorrência do(s) episódio(s) maníaco(s) e depressivo(s) maior(es) não é mais bem explicada por transtorno esquizoafetivo, esquizofrenia, transtorno esquizofreniforme, transtorno delirante, transtorno do espectro da esquizofrenia ou outro transtorno psicótico com outras especificações ou não especificado.
Observação: Não há necessidade do diagnóstico de um episódio depressivo maior para o diagnóstico de TAB do tipo I.
Transtorno Ciclotímico
A. Por 2 anos, pelo menos, presença de numerosos períodos com sintomas hipomaníacose numerosos períodos com sintomas depressivos que não satisfazem os critérios para um Episódio Depressivo Maior. Nota: Em crianças e adolescentes, a duração deve ser de pelo menos 1 ano.
B. Durante o período de 2 anos estipulado acima (1 ano para crianças e adolescentes), a pessoa não ficou sem os sintomas do Critério A por mais de 2 meses consecutivos.
C. Nenhum Episódio Depressivo Maior, Episódio Maníaco ou Episódio Misto esteve presente durante os 2 primeiros anos da perturbação.
Nota: Após os 2 anos iniciais (1 ano para crianças e adolescentes) do Transtorno Ciclotímico, pode haver sobreposição de Episódios Maníacos ou Mistos (sendo que neste caso Transtorno Bipolar I e Transtorno Ciclotímico podem ser diagnosticados concomitantemente) ou de Episódios Depressivos Maiores (podendo-se, neste caso, diagnosticar tanto Transtorno Bipolar II quanto Transtorno Ciclotímico)
D. Os sintomas no Critério A não são melhor explicados por Transtorno Esquizoafetivo nem estão sobrepostos a Esquizofrenia, Transtorno Esquizofreniforme, Transtorno Delirante ou Transtorno Psicótico Sem Outra Especificação.
E. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (por ex., hipertiroidismo).
F. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.
Diagnóstico Diferencial
O diagnóstico diferencial da mania inclui mania secundária por agentes simpaticomiméticos ou estimulantes, hipertireoidismos, AIDS ou por distúrbios neurológicos.
É comum existir o abuso de álcool ou de outras substâncias pelo julgamento prejudicado ou impulsividade aflorada, bem como, tentativa de se automedicar e tentar combater os distúrbios do sono.
Tratamento
Transtorno Depressivo maior
Hábitos de vida saudáveis
IRSN
ISRS
Fluoxetina / citalopram / sertralina
Venlafaxina / desvenlafaxina
Terapia cognitivo-comportamental
Transtorno Depressivo Bipolar
1 linha: ISRS e IRSN
Fluoxetina / paroxetina / citalopram
Venlafaxina / desvenlafaxina / duoloxetina
Efeitos colaterais
Insônia, sedação , cefaléia, tremor, alterações gastrointestinais
Transtorno Bipolar
TIPO 1
Eutimia: manter tratamento fase aguda
Mania: lítio, quetiapina, valproato, risperidona
Hipomania lítio, quetiapina, valproato
Depressão: quetiapina, lítio, lamotrigina
TIPO 2
Eutimia: manter trtamento fase aguda
Hipomania: lítio, quetiapina, valproato
Depressão: quetiapina
Fase aguda / Fase de manutenção
Grupo 3/ Prof.ª Marina. Alunas: Giovanna Amorim, Rebeca Hágatta, Ingrid Peixoto, Laís Tavares, Karyme Aota, Maillany A Gomes, Imelda Pedreira, Larissa Carlos