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Tuberculose, PRÁTICA 3 - GRUPO 1 - TUTOR HAMILTON Discentes: Dayanne…
Tuberculose
Epidemiologia
A tuberculose é a doença infecciosa mais mortal no mundo.
A cada ano, cerca de 1,7 milhão de pessoas morrem, enquanto outros 9,6 milhões sofrem com a doença
a taxa de mortalidade global teve tido uma redução de 47% entre os anos de 1990 e 2015
Conhecer os indicadores epidemiológicos da TB é essencial para o planejamento de ações que visem o controle da doença nos diversos âmbitos
devido a pandemia
algumas alterações importantes nos indicadores epidemiológicos operacionais foram observadas
como redução no total de notificações de TB nos três níveis de atenção
estima-se que
em 2019, no mundo, cerca de dez milhões de pessoas desenvolveram TB e 1,2 milhão morreram devido à doença
Brasil
o país continua entre os 30 países de alta carga para a TB e para coinfecção TB-HIV
Em 2020, o Brasil registrou 66.819 casos novos de TB
Em 2019, foram notificados cerca
de 4,5 mil óbitos pela doença
a incidência da TB teve queda entre os anos de 2011 e 2016, porém aumentou entre os anos de 2017 e 2019
Todavia em 2020, observou-se uma queda acentuada da incidência
Etiologia
os agentores etiológicos
são
M. africanum
M. microti
M. caprae
M. pinnipedii
M. bovis
transmitido pelo leite não pausterizado
M. canetti
Mycobacterium tuberculosis hominis
é o
principal agente etiológico da tuberculose
é
frequentemente neutra na coloração Gram, são bacilos álcool-ácido-resistente
parede celular apresenta lipídeos ligados a arabinolactanos e peptidoglicanos subjacentes, resultando em baixa permeabilidade
Aeróbia, em forma de bastonete
é sensível a luz solar
A infecção depende de:
intensidade e frequência do contato
condições ambientais
concentração de bacilos expelidos
resistência do indivíduo exposto
Os infectados podem ser:
multibacilíferos
são definidos por
presença de baciloscopia positiva no escarro
sendo
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paucibacilíferos
quando
baciloscopia do escarro está negativa, mas com cultura positiva
Patogenia
a micobactéria ganha acesso aos endossomos dos macrófagos
sendo capaz de
inibir as respostas microbicidas
prevenindo
a fusão dos lisossomos com vacúolos fagocíticos
levando a
proliferação micobacteriana não controlada
A fase mais precoce da tuberculose no paciente não sensibilizado
é caracterizada por
proliferação bacilar no interior dos macrófagos alveolares e espaços aéreos com bacteremia
e
nidação de múltiplos locais
a maioria das pessoas
é assintomática nessa fase ou apresenta discreta gripe
Os antígenos são apresentados aos linfócitos T CD4+ do subtipo TH1
capazes de secretar
IFN-g
ativando macrófagos
se a resposta imune for efetiva
irá ocorrer resposta de:
hipersensibilidade do tipo tardio e destruição tecidual
reativação da infecção ou reexposição ao bacilo previamente sensibilizado
resulta em
mobilização rápida da reação defensiva
aumentando
necrose tecidual
O acúmulo de macrófagos no local da lesão primária
forma
lesões granulomatosas (tubérculos)
pode evoluir
para necrose sólida no centro do tubérculo
devido
produtos bacterianos
essas lesões podem
cicatrizar por fibrose
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Na parte central da lesão
o material necrótico assemelha-se a queijo mole
por isso, NECROSE CASEOSA
esse material pode se liquefazer
e ser drenando por meio dos bronquios e disseminar além da vasculatura pulmonar
Tipos de tuberculose
primária
se desenvolve em:
pacientes não expostos
portanto:
não sensibilizados
existe a formação de:
focos de cicatrização
que podem:
conter bacillos viáveis
sendo,assim:
ninhos para a reativação da doença em um momento posterior
nova infecção leva à:
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morfologicamente:
quase sempre se inicia nos pulmões
onde:
bacilos se implantam nos espaços distais do lobo superior ou porção superior do lobo inferior, próximo a pleura
surge:
foco de Ghon
que é:
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bacilos livres ou fagocitados
seguem para:
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histologicamente:
há:
sitios de infecção
envolvidos por uma:
reação inflamatória
marcada por:
granulomas caseosos e não caseosos
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secundária
se desenvolve em:
individuo previamente sensibilizado
pode ocorrer:
pouco tempo após a primária
a partir da reativação de lesões primárias dormentes
resultar de reinfecção
decorrida da:
queda da proteção adquirida
exposição a um grande inócuo de bacilos virulentos
localiza-se:
no ápice de um ou ambos os lobos pulmonares superiores
há:
ativação de uma resposta tecidual imediata
que:
isola o foco
devido:
preexistência de hipersensibilidade
formação de cavitação
o que leva à:
erosão para o interior das vias aéreas e disseminação ao longo delas
morfologicamente:
a
lesão inicial
é um pequeno foco de consolidação
localizado:
abaixo da pleura apical
de aspecto:
firme, branco-acinzentada e amarela
que apresentam:
quantidade variável de caseação central e fibrose periférica
lesões ativas
apresentam
tuberculos com caseação central
em casos mais favoráveis
ocorre:
encapsulação fibrosa progressiva do foco parenquimatoso
restando apenas:
cicatrizes fibrocalcificadas
não se encontra granulomas
tuberculose pulmonar progressiva
há:
aumento da lesão apical
expansão de caseação
pode ocorrer:
erosões
bronquios
liberando:
centro caseoso
vasos sanguíneos
levando à:
hemoptise
Doença pulmonar miliar
ocorre quando:
organismos alcançam a corrente sanguínea
através:
vasos linfáticos
e posteriormente:
retornam ao pulmão
possui:
focos de consolidação espalahdas pelo parênquima pulmonar
pode ocorrer de forma:
sistêmica
quando:
organismos são disseminados por via hematogênica por todo o corpo.
Fatores de risco
prospera em
Desnutrição
Alcoolismo
Terapia com corticosteroides ou outros imunossupressores
Neoplasia
Hemodiálise
AIDS
Manifestações clínicas
Secundária
Pode ser
Assintomática
Mal estar
Anorexia
Perda de peso
Febre de baixo grau
Tosse crônica
Hemoptise
O diagnóstico de doença pulmonar é baseado, em parte, no histórico e nos achados radiográficos e físicos de consolidação ou cavitação nos ápices dos pulmões.
Pulmão
Aumento da quantidade de escarros (mucopurulento)
Quando tem cavitações, os bacilos estão presentes no escarro
Dor pleurítica quando a extensão da doença acomete a pleura
Manifestações extrapulmonares dependem dos órgãos envolvidos são
Meningite tuberculosa
que é
dor de cabeça, déficit neurológico
Doença de Pott
(é o termo utilizado para definir a infecção da coluna vertebral pelo Mycobacterium tuberculosis) dor nas costas e paraplegia.
Coluna torácica baixa > Osteolítica
No Raio x terá
Lesão óssea Lítica -> Destruição do disco vertebral
Tratamento
Fases
Intensiva
visa
Diminuir a população bacilar
Manutenção
visa
Eliminar os bacilos latentes ou persistentes
Diminuir a chance de recidiva
Esquema básico
para
Casos novos de adultos e adolescentes
Portadores de HIV
Retratamento
Recidiva após cura
Recidiva após abandono
formas
Pulmonar
Extrapulmonar
esquema
2RHZE/4RH
Fármacos
Isoniazida (H)
ação
Inibe a biossíntese do ácido micólico
Efeitos Adversos
Menores
Náusea, vômito, dor abdominal, prurido ou exantema leve, dor articular, neuropatia periférica, cefaleia, ansiedade, euforia, insônia
Maiores
Exantema ou hipersensibilidade de moderada a grave, psicose, crise convulsiva, encefalopatia tóxica ou coma, hepatotoxicidade
atuação
Intracelular, lesão caseosa, parede da cavidade pulmonar
Pirazinamida (Z)
Efeitos Adversos
Menores
Náusea, vômito, dor abdominal, dor articular, hiperuricemia sem sintomas, hiperuricemia com artralgia
Maiores
Exantema ou hipersensibilidade de moderada a grave, hepatotoxicidade, rabdomiólise com mioglobinúria, insuficiência renal
atuação
Intracelular, lesão caseosa
Rifampicina (R)
ação
Inibe a atividade RNA polimerase
Efeitos Adversos
Menores
Náusea, vômito, dor abdominal, suor/urina de cor avermelhada
Maiores
Exantema ou hipersensibilidade de moderada a grave, hepatotoxicidade, trombocitopenia, leucopenia, eosinofilia, anemia hemolítica, agranulocitose, vasculite, nefrite intersticial
atuação
Intraceluar, lesão caseosa, parede da cavidade pulmonar
Etambutol (E)
ação
Inibe a síntese da parede celular
Efeitos Adversos
Menores
Náusea, vômito, dor abdominal
Maiores
Exantema ou hipersensibilidade de moderada a grave, neurite óptica
atuação
Intracelular, parede da cavidade pulmonar
TB Meningoencefálica
esquema
2RHZE/7RH
Tratamento Diretamente
Observado - TDO
Está recomendado, como motivação para o TDO, o uso de incentivos e facilitadores de acesso.
É desejável que a tomada observada seja diária, de segunda a sexta-feira. No entanto, se para o doente não for possível, utilizar a opção de três vezes por semana.
Constitui uma mudança na forma de administrar os medicamentos, o profissional treinado passa observar a tomada da medicação do paciente desde o início do tratamento até a sua cura.
Saúde nas penitenciárias
Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário
que segue
Os princípios e diretrizes do SUS
contempla
a população recolhida em penitenciárias, presídios, colônias agrícolas e/ou agroindustriais e hospitais de custódia e tratamento
Sendo que
Os estados de São Paulo, Minas Gerias, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul juntos contabilizam cerca de 65% da população carcerária nacional.
Recursos Humanos
Em unidades com mais de 100 presos, a equipe técnica mínima inclui:
Psicólogo
Enfermeiro
Auxiliar de Enfermagem
Assistente Social
Odontológo
Médico
Auxiliar de consultório dentário
PRÁTICA 3 - GRUPO 1 - TUTOR HAMILTON
Discentes:
Dayanne Figueiredo; Indira Barros; Renato Pereira; Sara Fernandes; Tiago Barbosa; Valdete Andrade; Victória Kevillyn.