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CIRROSE E ESTEATOSE HEPÁTICA - Coggle Diagram
CIRROSE E ESTEATOSE HEPÁTICA
CIRROSE HEPÁTICA
CONCEITO
Desorganização da arquitetura lobular do fígado
Formação de nódulos regenerativos cercados por tecido fibrótico denso
EPIDEMIOLOGIA
Prevalência proporcional as hepatites pelos vírus B e C e a doença alcoólica do fígado
No Brasil, em 2002, 16 mil óbitos atribuídos a fibrose, cirrose hepática e doença alcoólica do fígado
Mortalidade de 7,89 óbitos por 100 mil hab.
40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos.
ETIOLOGIA
Causas mais comuns
Causas menos comuns
hepatite B, cirrose biliar primária, hemocromatose, disfunção hepática secundária a medicações, doença de Wilson e hepatites autoimunes
Hepatite C, doença hepática alcoólica e doença hepática gordurosa não alcoólica
FATORES DE RISCO
Histórico Familiar (hemocromatose, fibrose cística, doença de Wilson)
Etilismo (hepatite hepática)
Hiperlipidemia, diabetes e obesidade (esteatose hepática)
Transfusão sanguínea (hepatite B e C)
Doenças autoimunes (hepatite autoimune, cirrose biliar primária)
Medicações e toxinas (hepatite induzida por drogas)
FISIOPATOLOGIA
Ocorre colapso dos lóbulos hepáticos por agressão hepatocelular e reparo de septos fibrosos e nódulo regenerativos
Vários agente etiológicos provocam lesão hepática direta ou por mediadores inflamatórios
Ativam células hepáticas
Principal: célula de Ito (ou estrelar)
Normalmente: sítio de armazenamento de Vitamina A
Com lesâo hepatocelular são ativadas
Produção de citocinas e quimiocinas
Aumento da síntese dos componentes da matriz extracelular
Aumento do colágeno Tipo 1
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QUADRO CLÍNICO
Compensada
assintomático ou apresentar sintomas inespecíficos
fadiga, perda de peso, fraqueza e anorexia
Descompensada
fraqueza progressiva com sinais evidentes de déficit do estado nutricional e diminuição de massa muscular
Outros:
icterícia, prurido, ascite
edema de membros inferiores, diarreia, sangramento gastrointestinal
encefalopatia e hemorragia digestiva alta, através de insuficiência e hipertensão portal.
COMPLICAÇÕES
Hipertensão portal
Insuficiência Hepática
Encefalopatia Hepática
Peritonite bacteriana espontânea
Hemorragia digestiva alta
Síndrome hepatorrenal
Carcinoma hepatocelular
DIAGNÓSTICO
Diagnóstico de certeza é histológico
Exame clínico
Exames Laboratoriais
Exames de Imagem
US abdominal
USG com Doppler
tomografia computadorizada
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Nódulos hepáticos, heterogeneidade do parênquima hepático, redução do fígado ou sinais de hipertensão portal
contagem baixa de plaquetas (<150.000/mm3)
ALT e AST elevado
TP e globulina pode estar aumentada
albumina reduzida
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hemorragia digestiva, ascite, hepato e/ou esplenomegalia, sinais de insuficiência hepática
TRATAMENTO
tratar ou suspender a causa base que originou a doença
realizar o manejo adequado das complicações
impedir a descompensação da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente
Cirrose é irreversível
transplante hepático é o único tratamento definitivo
Alguns pacientes com hipertensão portal e candidatos ao transplante hepático:
pode-se realizar a anastomose porto cava intra-hepática por via radiológica (TIPS)
Para ascite:
Paracentese
Outros:
Diuréticos
Dieta
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ESTEATOSE HEPÁTICA
DOENÇA HEPÁTICA GORDUROSA NÃO ALCOÓLICA
Esteatose simples
Infiltração gordurosa simples
Esteatoepatite não alcoólica
gordura que leva à lipotoxicidade e lesão inflamatória nos hepatócitos
Histologicamente é indistinguível da alcoólica
Para diagnóstico deve descartar consumo de álcool
EPIDEMIOLOGIA
Prevalência maior em países desenvolvidos
Prevalência entre 40 a 60 anos
Indicador clínico de resistência à insulina
Associada ao risco de HAS, doença arterial coronária e diabetes mellitus tipo II.
ETIOLOGIA
Primário
associados à síndrome metabólica
obesidade, diabetes mellitus tipo 2 ou resistência insulínica, adiposidade visceral, dislipidemia e hipertensão arterial
Secundário
associados ao uso de nutrição parenteral total prolongada, desnutrição, perda de peso rápida e acentuada, uso de drogas
FISIOPATOLOGIA
Multifatorial
First Hit
Resistência insulínica
Favorece a lipogênese hepática e a lipólise periférica
aumento do aporte de ácidos graxos
Second Hit
Acúmulo de ácidos graxos no hepatócitos
Estresse oxidativo como segundo estímulo
QUADRO CLÍNICO
Geralmente assintomáticos
Descobrem pela elevação das aminotransferases (ALT e AST)
Ou ultrassom abdominal
Sintomático
Desconforto no QSD
Fadiga crônica
Dispepsia
50% apresenta hepatomegalia
DOENÇA HEPÁTICA ALCOÓLICA
CONCEITO
Lesão hepática provocada pelo consumo de álcool por um período prolongado
EPIDEMIOLOGIA
Prevalência maior entre o sexo masculino, jovens e melhor nível socioeconômico
Nos EUA, quase metade da população adulta faz uso de álcool
10% dos homens e 5% das mulheres terão complicações
ETIOLOGIA
Principais fatores que afetam a suscetibilidade individual
Dose ingerida de álcool
Tempo de ingestão
Padrâo de consumo
Fatores genéticos
Sexo feminino
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CLÍNICA
Hepatomegalia dolorosa
Anorexia
Icterícia
Febre
Sinais de desnutrição
Eritema palmar
Ginecomastia
Flapping, confusão mental
DIAGNÓSTICO
Biópsia
Laboratoriais
FA e GGt alta
Hipoalbuminemia
AST e ALT altos
Leucocitose
FISIOPATOLOGIA
Metabolização do etanol
3 isoenzimas de ADH gástricas
sistema oxidativo do etanol no microssomo (MEOS)
catalase nos peroxissomos
excesso de NADH
alteração da homeostase
esteatose hepática alcoolica
hepatite alcoolica
cirrose