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Diarreia - Coggle Diagram
Diarreia
Diarreia aguda
Começa subitamente e persiste por até 2 semanas
Geralmente é causada por agentes infecciosos
É subdividida em inflamatória ou de volumes pequenos e não inflamatórias ou volumes grandes
São diferenciadas por causa das características das fezes
Mecanismo de patogênese de patógenos entericos
Alguns não são invasivos, não provocam inflamações, mas secretam toxinas que estimulam a secreção de liquidos
Outros invadem e destroem as células epiteliais, alterando o transporte de líquidos
Diarreia aguda não inflamatoria
Possui algumas características que são
Fezes liquidas volumosas, mas sem sangue
Cólicas periumbilicais
Nauseas e vomitos
Distensão abdominal por gases
Sao mais causadas por bactérias que produzem toxinas com a S. Aureus e a E. Coli
Vômitos abundantes sugerem enterite viral ou intoxicação por S. Aureus
Consequencias
Desidratação por hipopotassemia
Acidose metabolica
Não possui lesão nem leucócitos nas fezes
Diarreia aguda inflamatoria
É caracterizada por
Febre
Diarreia sanguinolenta ou desinteria
É causada pela invasão das células intestinais ou por toxinas associadas a algumas infecções
Afeta principalmente o intestino grosso
Evacuações mais frequentes com volume pequeno
Cólicas no quadrante inferior esquerdo
Urgência para defecar e tenesmo
Etiologia
É a eliminação excessiva de fezes moles e malformadas
Está relacionada alguns fatores fisiológicos e patológicos
Possui 2 tipos
Cronica
Aguda
Algumas causas são:
Agentes infecciosos
Intolerância a lactose
Doença intestinal
Farmacos
Epidemiologia
Aproximadamente um bilhão de pessoas no mundo apresentam pelo menos um episódio de diarreia aguda por ano
Representa cerca de 8% de todas as mortes de crianças menores de 5 anos
1300 mortes de crianças por dia ou 480000 por ano
A maioria das mortes acontecem em crianças com menos de 2 anos que vivem no sul da Asia e na África subsaariana
De 2000 a 2016 houve uma queda de cerca de 60% no número de mortalidade em crianças menores de 5 anos
S9P1- SOI IV- P1 :
Componentes: Ana Clara Andrade, Mateus Veloso, Vinícius Boson, Maria Paula Coimbra, Mario Andretti, Juliane Oliveira, Romulo Ayres, Natalia Bastos, Graziele Vidal, Ana Luiza e Alvimar Jr.
Professora: Saraí Cardoso
Referências:
HAMMER, G. D.; MCPHEE, S. J. Fisiopatologia da doença: uma introdução à medicina clínica. 7. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016.
Porth CM, Matfin G. Fisiopatologia. 9a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015.
ABBAS, A.K.; FAUSTO, N.; KUMAR, V. Robbins & Cotran - Patologia - Bases Patológicas das Doenças, 8a ed., Elsevier/Medicina Nacionais, Rio de Janeiro, 2010.
Coordenador: Ana Clara Andrade
Secretário: Vinícius Boson
Diarreia crônica
É aquela com sintomas persistentes por 4 semanas ou mais
É frequentemente associada a outras patologias como síndromes de má absorção, hipertireoidismo, neuropatia autônoma diabética, entre outras
É formada por 4 grupos principais
Doença infecciosa
Doença intestinal inflamatoria
Associada comumente a inflamação aguda ou crônica ou a uma doença intrínseca do intestino grosso
Evidencia-se pelo aumento da frequência e urgência das evacuações pela dor abdominal em cólicas pelo tenesmo pelo escape de fezes nas roupas e pelo despertamento durante a noite com a urgência de evacuar
Diarreia secretória
Ocorre quando processos secretórios do intestino estão exacerbados
Pode ocorrer também devido ao excesso de sais biliares a medida que chegam ao colón
Acontecem frequentemente na doença do ílio ou quando há proliferação bacteriana excessiva no intestino grosso
Diarreia hiperosmotica
Ocorre quando partículas osmoticamente ativas não são absorvidas
Exemplos
Intolerância a lactose
Grande ingestão de antiácidos com sais de magnésio
O colón não consegue absorver o excesso de liquido
Regride com a suspensão da ingestão alimentar
Agua é atraída para dentro do lúmen intestinal pela concentração hiperosmótica do seu conteúdo
Tratamento
A maioria dos casos é autolimitante
Mas pode ser muito grave em lactentes, crianças pequenas e em adultos com doença preexistente, além dos idosos
Consiste na reposição de líquidos e eletrólitos
Fármacos que podem ser usados
Difenoxilato e loperamida
São derivados de opiodes
Reduzem a motilidade GI, além de estimular a absorção de agua e eletrolitos
Subsalicilato de bismuto
Ele aparenta inibir a secreção intestinal causada pela E. Coli enterotoxina
Reduz a frequência das evacuações e aumenta a consistência das fezes
Antibioticos
São destinados apenas aos pacientes com patógenos entéricos confirmados
Antidiarreicos
Não devem ser usados por pacientes com diarreia sanguinolenta, febra alta ou sinais de toxemia pois podem agravar a doença
Diagnostico
Queixas de evacuações frequentes
Relato de fatores associados
Doenças coexistentes
Doença celiaca
Diarreia do viajante
Doença de Crohn
Uso de certos fármacos
Exposição a possíveis patógenos intestinais
Fisiopatologia
Desequilíbrio entre a absorção e a secreção de fluidos pelo intestino
Isso ocorre ou por causa de uma enterotoxina ou por causa de uma lesão que acarreta uma diminuição de absorção