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Diarreia e Parasitoses - Coggle Diagram
Diarreia e Parasitoses
DIARREIA
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Diarreia do viajante (DV) é a situação clínica mais frequente nos viajantes, sobretudo se viajam de zonas mais desenvolvidas para outras menos desenvolvidas. Trata-se de uma síndrome geralmente autolimitada em que há diarreia frequentemente associada a outros sintomas
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Quadro Clínico
O quadro clínico se caracteriza pelo aumento do número de evacuações, com alterações na consistência das fezes, com possível presença de sangue ou muco, e/ou acompanhada de dor abdominal, febre, náusea e vômitos;
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Tratamento
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Hidratação
Sempre que possível deve- -se preferir a reidratação oral, com soluções que já vem prontas (como o soro de reidratação oral da OMS ou produtos comerciais como o Pedyalite) ou com preparo do soro caseiro.
A reidratação intravenosa é reservada para os casos graves ou naqueles em que o paciente não tolera o uso da via oral.
A solução de escolha é o Ringer Lactato, pois o lactato é transformado em bicarbonato pelo fígado, corrigindo ou prevenindo a acidose metabólica (soro “alcalinizante”).
Agentes Antidiarreicos
As drogas antidiarreicas podem dar conforto ao paciente, diminuindo o número de evacuações e a sensação de urgência fecal, além de aumentar a consistência das fezes.
No entanto, seu emprego só pode ser cogitado em quadros de diarreia aguda “não inflamatória”
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Loperamida (Imosec®): 4 mg de “ataque” seguido de 2 mg VO após cada evacuação, até um máximo de 16 mg/dia.
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Próbioticos
“Probióticos” são microrganismos vivos que conferem benefício para a saúde do hospedeiro. Em se tratando das diarreias agudas, acredita-se que eles possam ajudar a restabelecer a microbiota normal do intestino (dificultando a proliferação de enteropatógenos).
Os mais estudados são o Saccharomyces boulardii (Floratil® 100-200 mg 8/8h) e o Lactobacillus GG (Culturelle® – produto não vendido no Brasil)
Antimicrobianos
Alguns pacientes com diarreia aguda devem receber antibioticoterapia empírica (isto é, o tratamento é iniciado antes da confirmação do diagnóstico etiológico).
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Medidas profiláticas
Quando se viaja para zonas de maior risco de agentes patogénicos provocarem diarreia, é importante serem tomadas medidas de prevenção, de modo a reduzir o risco.
As medidas de prevenção passam essencialmente pela precaução com a seleção de alimentos e bebidas e a adoção de cuidados de higiene. Essas medidas reduzem o risco da diarreia do viajante.
Existem também os antibióticos preventivos que são recomendados apenas para as pessoas particularmente suscetíveis às consequências da diarreia do viajante, como aquelas cujo sistema imunológico é comprometido. Os antibióticos que são recomendados com mais frequência são ciprofloxacino e azitromicina.
PARASITOSES
Fisiopatologia
Amebíase
É um parasita do intestino grosso, onde se aloja causando diarreia. Pode invadir a parede do intestinos causando diarreias com sangue. Também pode ir para o cérebro, fígado ou pulmão, causando doenças nesses locais.
Transmitidos diretamente de pessoa para pessoa, ou de forma indireta pelos alimentos ou água. Também pode se disseminar por sexo oral-anal.
Os cistos se diferenciam em trofozoítos e alcançam o intestino grosso onde geralmente possuem relação de comensalismo, se encistando novamente e sendo eliminado pelas fezes. Todavia, pode produzir processo de destruição da mucosa com lesões ulceradas que podem chegar até a corrente sanguínea afetando outros órgãos
Giardíase (Giárdia)
É localizada no intestino delgado, onde podem se juntar e cobrir toda a parede do intestino, impedindo a absorção dos alimentos.
A transmissão pela agua é a principal fonte de giardíase. Também pode ocorrer por meio da ingesta de alimentos contaminados e de contato direto de pessoa para pessoa.
Os cistos maduros são ingeridos, se di-
ferenciam em trofozoítos e colonizam a mucosa do intestino delgado constituindo o atapetamento do epitélio e gerando o processo inflamatório. Por meio da divisão binária, os trofozoítos podem realizar o encistamento
Ascaridíase
Também é conhecido como lombriga que se localiza no intestino do homem e pode passar pelo pulmão e configurar o ciclo de Loss (intestino delgado>fígado>coração>pulmão) e causar a síndrome de Loefler. Em casos mais graves ocorre a saída de vermes pela boca ou nariz.
A transmissão acontece por maio da ingestão de ovos contendo a forma infectante do parasita em agua ou alimentos infectados.
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Manifestações clínicas
Muitas das enteroparasitoses cursam
com quadros clínicos inexistentes, assintomáticos e com progressão para cura espontânea. Quando presente, o quadro clínico apresenta um padrão.
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Manifestações raras
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Granulomas no intestino grosso,
abcessos hepáticos e pulmonares:
Amebíase
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Diagnóstico
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Diagnóstico diferencial
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- Escherichia coli (E. coli)
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