Please enable JavaScript.
Coggle requires JavaScript to display documents.
CASO 2 - Coggle Diagram
CASO 2
-
-
Etiologia
Manifestações clinicas
Faringites virais
Faringite streptocócica
Avaliação complementar
Para se diferenciar uma faringite aguda viral de uma bacteriana (apenas pelo quadro clínico pode ser difícil), sendo necessário o Swab de orofaringe, seguido de cultura em ágar sangue (especificidade e sensibilidade alta para identificar o Ag. S. pyogenes.
Teste de detecção rápida de antígenos estreptocócicos (imunoensaio óptico e sondas de DNA com quiluminescência) a partir do material de Swab.
O Leucograma não diferencia com confiabilidade entre infecções virais e bacterianas. Em infecções estreptocócica, leucocitose acima de 12000 cel/mm³ é encontrada, porém não e especifica.
As sorologias virais não costuma ser solicitadas, somente em caso de suspeite de mononucleose infecciosa.
Se inicia com queixas pouco especificas como cefaleia, dor abdominal e mal-estar, e a criança pode apresentar náuseas, vômito e febre até 40°C.
linfadenopatia cervical anterior ou submandibular (única) é precoce e os linfonodos aumentados são dolorosos. Podendo ocorrer exsudato recobrindo as amigdalas, e edema de úvula.
Achado clínico para diagnostico é a presença de hiperemia das amigdalas e pilares amigdalianos, acompanhada ou não de exsudato, associada a petéquias em palato mole.
Complicações: formação de abscesso peritonsilarese na parede lateral da faringe. A glomerulonefrite aguda e a febre reumática são conhecidas da infecção estreptocócica. Em crianças debilitadas pode haver ulceras grandes e crônicas na faringe.
Faringoamigdalite estreptocócica evolui quase sempre com resolução espontânea após 4-5 dias em média, mesmo sem uso de antibióticos. Possui grande transmissibilidade quando não tratada.
- 1 more item...
- A cultura da orofaringe é considerada o padrão ouro, mas apresenta como desvantagem o tempo prolongado(18 a 48 horas) para a obtenção do resultado do exame e com isso a espera para a introdução da medicação adequada.
- Outros testes para a detecção do estreptococo, como ELISA, imunoensaios opticos ou sondas de DNA apresentam a vantagem do diagnostico rápido(cerca de 15 minutos), contudo comparados a cultura de orofaringe apresentam sensibilidade de 30-90% e especificidade de 95%, tendo dessa forma um numero elevado de falsos-negativos
- Associada ao resfriado comum: a criança apresenta dor de garganta moderada ou queixa-se de "garganta arranhando e coçando". secreção nasal, tosse, mal-estar, anorexia e febre. No exame clinico: a faringe apresenta, eritematosa e edemaciada. Eventualmente, exudato no palato e nos folículos linfoides amigdalianos. Os linfonodos cervicais podem estar aumentados e dolorosos.
- Adenovírus: geralmente é mais intensa, com mialgia, cefaleia, calafrios e febre maior que 38,3°C que persiste por 5-6 dias. Dor de garganta com exsudatos amigdalianos e eritema de orofaringe. Conjuntivite do tipo folicular é encontrada em metade dos casos. Neste caso: febre faringoconjuntival.
- Coxsackie A: a herpangina; no exame fisico: pequenas vesiculas (1-2 mm), localizadas em palato mole, úvula e pilares amigdalianos anteriores. As lesões geralmente se rompem e originam ulceras esbranquiçadas. Febre alta, dor de garganta e disfagia. Em alguns pacientes, dor abdominal e anorexia. Pode evoluir com miocardite. E pode causar a sindrome mão-pé-boca.
- Epstein-Barr: dor de garganta ocasionada por uma amigdalite exudativa. Tem febre, linfadenopatia cervical e esplenomegalia. A prescrição de ampicilina para uma suposta amigdalite bacteriana da origem a um exantema típico em até 90% dos casos. A pesquisa do anticorpo heterófilo confirma os casos duvidosos nas crianças maiores de 4 anos. Pode permanecer por até 15 dias.
- Eritematosas: hiperemia a congestão da superficie tonsilar. A principal etiologia é viral.
- Eritematopultáceas: Hiperemia e edema associados a um exudato amarelado não aderente nas criptas e na superficie tonsilar. (Lembrar que o Epsterin-Barr virus provoca, além da amigdalite, aumento importante das tonsilas, linfadenomegalia cervical, rash e esplenomegalia).
- Pseudomembranosas: Há formação de placas esbranquiçadas aderentes ao tecido amigdaliano, que podem invadir a faringe, palato e úvula. (Destaca-se neste grupo, a difteria, causada pelo corynebacterium diphtheriae e de inicio insidioso com sintomas gerais, de febre, mal estar, cefaleia, astenia e dor de garganta.
- Ulcerosas: podem ser do tipo superficial (vesiculas), como ocorre na herpangina (causada pelo coxsackie A) e a angina herpética.
Vírus
Bactérias
O streptococo-beta-hemolítico do grupo A de Lancefield (Pyogeneses) é o agente mais importante na gênese da doença, principalmente entre 5-15 anos. A escarlatina é uma sindrome clinica que congrega faringoamigdalite exudativa e um exantema com aspecto de lixa, provocada pela produção de toxinas eritrogênicas estreptocócicas.
Os principais: adenovírus, coronavírus, enterovírus, rinovírus, virus sincicial repiratório, Epstein- Barr vírus e herpes-Simples vírus.
O rinovírus, coronavírus, parainflenza e o influenza podem causar faringite (a inflamação da garganta acompanha outros resfriados comuns).
O adenovírus (agente da febre faringoconjuntival), o coxsackirvírus A (agente da herpangina), o EBV (agente da mononucleose infecciosa) e o HSV produzem uma faringite com características mais específicas.
Diagnóstico diferencial
Tratamento
complicações
Abscesso retrofaringeo: raro. Predomina em crianças 3-4 anos, geralmente masculino.
- Abscesso periamigdaliano: é mais frequente que o retrofaríngeo. Predomina nos adolescentes. O mecanismo é a rotura da capsula posterior da amigdala palatina infectada, lançando bactérias no espaço periamigdaliano. QC: intensificação da dor de garganta, surgindo intensa disfagia e trismo em grau variado.
classificação
- Amigdalite aguda: Manifestações clinicas: dor de garganta, febre disfagia e adenomegalia cervical. Ao exame físico: hiperemia de amigdalas com ou sem exsudatos purulentos
- Amigdalite crônica: dor de garganta crônica, halitose, eliminação de caseum, edema periamigdaliano e adenopatia cervical persistente
- Hiperplasia amigdaliana : roncos, apneia obstrutiva do sono, disfagia e voz hipernasal. Na presença de quadro agudo associado, pode evoluir com insuficiência respiratoria aguda
A maioria é provocada por vírus e não necessita de terapia específica, á excessão da faringite por herpes-simples em imunossuprimidos (aciclovir parenteral deve ser prescrito).
A antibioticoterapia deve ser usada na angina estreptocócica. Se iniciada nos primeiros 9 dias, previne a febre reumática. N
Antibiótico utilizado: penicilina em diversas formas. A P. benzatina dose unica, IM 600.000 UI (crianças com peso menor 20Kg ou menor 27Kg) A 1.200.000 UI (crianças com peso maior 20Kg ou maior 27Kg).
Alternativas de uso oral são: amoxicilina (50mg/kg/dia, dez dias) ou macrolideos (eritromicina ou azitromicina).
Com inicio da terapia antibiotica, ocorre defervescencia dentro das primeiras 24 horas. E os analgésicos são usados para alivio da dor.
- Herpangina
- Mononucleose infecciosa
- Febre faringoconjuntival
-
Garoto, 15 anos, com início agudo de febre de 39°C.
Exame Físico: amigdalas com vermelhidão, aumentos simétricos e exsudato purulento; linfonodos cervicais anteriores aumentados e doloridos, s/ outras linfadenopatias e s/ esplenomegalia. Nega coriza, nega tosse; não apresenta dificuldade respiratória.
-