Da universidade à pluriversidade e à
subversidade

elitismo da universidade

lutas bem-sucedidas, aumenta o acesso à universidade e permite-se
o ingresso de novos estratos sociais, ampliando assim a
heterogeneidade social e a diversidade cultural

pressão global

se basea
não apenas em discriminação socioeconômica, mas também racial,
étnico-cultural, epistêmica e sexual;

Processos de descolonização

devem ter sempre em
consideração o impacto que podem causar sobre a dominação
capitalista e patriarcal

necessariamente articulada com outros
processos de descolonização de relações sociais e culturais

não devem recorrer aos
métodos do colonialismo

turbulência e conflito

“desnaturalizar”

Descolonizar e desmercantilizar

principal força motriz por detrás do sistema universitário global

fenômeno que transformou a
universidade numa empresa capitalista

as
universidades que ocupam lugares mais baixos nos rankings

eurocentrismo ou ocidentalcentrismo

Na África, os contextos de descolonização da educação variam
significativamente

Julius Nyerere

enriquecimento mútuo de diferentes
conhecimentos e culturas

curriculum

ecologias de saberes, da copresença de
diferentes conhecimentos

polifônica

a pluriversidade e a
subversidade

“universidade empenhada”

universidade que, longe de ser neutra, se empenha em lutas sociais
contra o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado

exerce o seu compromisso de uma forma
pluralista, não apenas em termos de conteúdos substantivos, mas
também em termos institucionais e organizacionais.

á duas formas principais, o tipo 1 e o tipo 2.

reação positiva a duas tensões
principais

Essas duas tensões não são simétricas.

a sociologia das ausências, a sociologia das emergências, a
ecologia de saberes, a tradução intercultural e a artesania das
práticas

A subversidade

tipo 2

O projeto educativo da subversidade consiste em construir a
universidade popular.

“ocupa” o nome “universidade” para estabelecer
processos de aprendizagem em ambientes institucionais e sociais

distingue-se das universidades populares de
primeira geração pelo menos em quatro aspectos.

concepção ampla do seu público
subalterno

não tem em vista a
transmissão unilateral de um conhecimento herdado

não concebe o contexto
pedagógico como algo distinto ou autônomo

traduz-se muitas
vezes em iniciativas que têm origem nos próprios movimentos
sociais

pode assumir duas formas principais. Ambas se
referem a experiências reais.

iniciativas que
dão resposta a necessidades de longo prazo

A Universidade Popular dos Movimentos Sociais

as oficinas da UPMS iniciaram-se em 2007

tem duas vertentes

têm objetivo de tratar a questão da
ausência de conhecimento mútuo entre os diferentes protagonistas
do ativismo social transformador

norteia-se por dois documentos: a Carta de Princípios e
as Orientações Metodológicas

não tem uma sede física

Existem três coordenações
continentais (América Latina, África, Europa)

Foram organizadas 29 oficinas desde 2007