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Sistema Financeiro Internacional - Coggle Diagram
Sistema Financeiro Internacional
Bretton Woods
FMI
Convênio assinado em 1944 entrou em vigor em 1945.
Tinha dois propósitos:
auxiliar, temporariamente, os países membros a eliminar ou reduzir desequilíbrios de seu balanço de pagamentos.
propiciar uma cooperação monetária internacional, com o escopo de fornecer estabilidade ao sistema monetário, assegurando a manutenção das paridades das moedas.
A concessão de empréstimos é geralmente atrelada a condicionalidades referentes à adoção de políticas econômicas consistentes com as obrigações contraídas sob o Acordo.
Possui 190 membros -> inclusive Kosovo, que não é membro da ONU.
Quando um membro entra no FMI, é atribuída a ele uma cota determinada por uma fórmula. São as DES (Direitos Especiais de Saque).
O poder de voto de cada país no FMI é determinado pela proporção de cotas que possui no Fundo.
Brasil tem 2,2% dos votos. EUA tem 17% dos votos. São necessários 85% dos votos para aprovar medidas importantes, entre elas a mudança nas cotas. Ou seja, os EUA, na prática, possuem "poder de veto" no FMI".
A revisão da distribuição de cotas é realizada periodicamente.
Brasil tem se empenhado na promoção da reforma do FMI, com vistas ao aumento do peso dos emergentes e dos países em desenvolvimento = defende a transferência de poder de voto dos países desenvolvidos, super-representados, para os em desenvolvimento, sub-representados.
Brasil
tem se empenhado na promoção da reforma do FMI, com vistas ao aumento do peso dos emergentes e dos PEDs = defende a transferência de poder de voto dos países desenvolvidos, super-representados, para os em desenvolvimento, sub-representados.
2009: Brasil tornou-se credor do FMI.
2016: Brasil passou a figurar entre os 10 maiores quotistas do FMI, juntamente com China, índia e Rússia - após reforma de 2010 que entrou em vigor em 2016, após aprovação pelos EUA em 2015.
BIRD
O Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento foi concebido como instrumento para ajudar na reconstrução das economias afetadas na IIGM e para promover investimentos internacionais que contribuam para o desenvolvimento de recursos produtivos.
Posteriormente, o BIRD passou a atuar com o tema do desenvolvimento econômico, principalmente em países em desenvolvimento.
Possui 189 membros. Para ser membro do BIRD TEM que ser membro do FMI.
Decisões sobre aumento de capital do BIRD requerem aprovação por 75% dos votos.
Os países com maior poder de voto no BIRD são EUA, Japão e China. Brasil está na 12 posição, com 2,2% de poder de voto.
BIRD é parte da estrutura do BANCO MUNDIAL, que reúne:
BIRD: 1945, destinado a construção de obras de infraestrutura em países em desenvolvimento.
Cooperação Financeira Internacional (CFI): 1956, voltada à concessão de crédito à iniciativa privada dos países em desenvolvimento para financiar obras de infraestrutura.
Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos: 1965, voltado à solução jurisdicional de controvérsias entre investidores privados e o Estado receptor de investimento.
única entidade do Banco Mundial de que o Brasil não é parte
Agência Multilateral de Garantias de Investimento (AMGI): 1988, provê seguros contra certos tipos de riscos, incluindo políticos, sobretudo ao setor privado.
É uma agência especializada da ONU, assim como o FMI.
Conferência realizada em 1944, com a participação de 44 países (inclusive Brasil).
discutiram os rumos da nova ordem econômica mundial.
Diagnóstico: as políticas protecionistas adotadas no anos 1930 havia levado a espirais deflacionárias no contexto da GD, gerando queda da produção, desemprego e redução do comércio internacional.
Propostas:
Keynes: propunha o controle do câmbio e a criação de uma Câmara de Compensações Internacionais, com a função de centralizar os pagamentos de exportações e importações entre os bancos centrais, por meio de uma moeda escritural, o
bancor
.
White: previa um mecanismo de fiscalização de variações cambiais e de financiamento de curto prazo a países com desequilíbrio no balanço de pagamentos (FMI) e um banco para reconstrução e desenvolvimento dos aliados (BIRD).
Vitória da proposta White!
1944-1973
Adotou-se o "padrão dólar-ouro", sistema monetário por meio do qual o dólar era a única moeda conversível em ouro e todas as demais moedas tinham uma coração aproximadamente fixa em relação ao dólar.
Cada país tinha uma banda de 1% dentro da qual sua moeda era autorizada a flutuar.
Com a reconstrução do pós-guerra e a expansão econômica e do comércio global nos anos 1950 e 1960, a oferta crescente de dólares ao redor do mundo passou a pressionar os estoques de ouro dos EUA, uma vez que o padrão dólar-ouro assegurava a conversibilidade entre o dólar e o metal. Devido ao preço fixo do ouro em relação ao dólar, os EUA deviam manter reservas suficientes de ouro, o que representava uma limitação às políticas econômicas do país. Em um contexto de estagnação econômica, inflação e expansão dos gastos governamentais, o governo dos EUA via-se limitado pelos estoques de ouro.
1971: FED desvalorizou o dólar em relação ao ouro e às moedas estrangeiras.
"Choque Nixon": compreendeu um pacote de medidas como o fim da conversibilidade dólar-ouro, a elevação das alíquotas de imposto de importação e uma política ativa de compras governamentais e uma política ativa de compras governamentais de produtos nacionais.
1973: o sistema de taxas de câmbio fixas de Bretton Wood foi abandonado.
Principais economias passaram a permitir a flutuação de suas taxas de câmbio.
Grande Depressão
Crise de superprodução que culminou na quebra da bolsa de NY e na Grande Depressão.
Uma das principais consequências econômicas foi da GD foi o abandono do padrão-ouro pelos países ocidentais: Reino Unido (1931); Canadá (1931); EUA (1933); França (1936), etc.
A GD determinou a retração do liberalismo econômico por cerca de meio século.
Período de recessão econômica, aumento expressivo do desemprego, queda do consumo e dos investimentos.
No contexto latino-americano, a GD estimulou a ampliação da produção industrial, com vistas a substituir as importações fortemente afetadas pela crise internacional. Esse processo enfrentou limitações decorrentes da retração do fluxo de capital estrangeiro.
EUA: adoção das políticas
beggar-thy-neighbor
, que compreendiam o aumento das tarifas alfandegárias para tentar aumentar a competitividade nacional -> adoção de políticas protecionistas.
Essas políticas levando à adoção de escalada tarifa semelhante por outros países, ampliando-se medidas protecionistas e agravando a crise (estimulou a retração do comércio global)
New Deal
Frankling Roosevelt (1933-1945)
New Deal foi uma série de políticas de promoção do Estado de bem estar social (
welfare state
) caracterizadas pelo abandono do "
laissez-faire"
e pela promoção da intervenção estatal na economia em áreas como agricultura, trabalho e combate ao desemprego, construção civil, seguridade social e sistema bancário.
A Crise da Dívida
A partir dos anos
1980,
com a adoção de políticas monetárias contracionistas nos EUA e no restante do mundo, países em desenvolvimento que, no contexto do I Choque do Petróleo, haviam se endividado a juros flutuantes (pautados nos juros dos EUA) viram crescer sua dívida. -> especialmente na AL.
Tal conjuntura enfraqueceu ainda mais o balanço de pagamentos desses países, aumentando a pressão sobre suas moedas e conduzindo-os a uma situação de dívida impagável.
Ex: 1982: Moratória do México.
Consenso de Cartagena - 1984
reuniu países devedores latino-americanos, como Argentina, Brasil, Colômbia e México.
foro político para uma concertação conjunta do impasse da dívida externa.
Grupo não conseguiu levar adiante a proposta de negociação.
Plano Backer - 1985
EUA propuseram a concessão de novos empréstimos condicionados às regras de mercado e à realização de reformas econômicas (como privatizações e redução de barreiras à importação).
Com os curtos prazos previstos para o pagamento, que impediam que os países reorganizassem suas economias, o plano fracassou.
Brasil
1987: em meio a expressiva queda do nível de reservas internacionais, o Brasil declarou a moratória e suspendeu o pagamento de
juros
da dívida bancária de médio e longo prazos.
Plano Brady - 1989
pretendeu renovar a dívida externa de países em desenvolvimento, mediante a troca por bônus novos. Esses bônus contemplaram o abatimento do encargo da dívida, por meio da redução de seu principal e do alívio de juros.
Os países deveriam promover reformas liberalizantes em seus mercados.
Bem sucedido! Resolveu o problema da dívida externa de vários países como Argentina, Brasil, México e Venezuela.
Brasil: concluiu o acordo de renegociação da dívida sob o Plano Brady em 1994, na administração de Itamar Franco.
Crises Financeiras
1990's: crises financeiras tiveram em comum a ocorrência de um colapso cambial gerado pela perda de confiança na moeda nacional, levando a sua rápida depreciação.
Em um círculo vicioso, o medo da desvalorização levava à venda de ativos, provocando desvalorização ainda maior.
Resultado: países afetados enfrentaram dificuldades de pagamento de dívidas e compromissos internacionais.
1994: Crise Tequila - México
país adotava regime de paridade do peso ao dólar. A ocorrência de sucessivos déficits comerciais pressionava o câmbio, mas a elevação da taxa de juros como medida de controle das pressões cambiais poderia prejudicar o crescimento econômico do país.
1994: desvalorização controlada do peso de 15%. O valor foi abaixo do esperado pelo mercado e resultou em grande especulação diante da expectativa de que nova desvalorização ocorreria.
Crise foi resolvida com resgate do FMI e do Tesouro dos EUA.
Os efeitos da crise tequila foram sentidos em países como a Argentina, que foi afetada pela saída de investidores temerosos de possível contágio da crise na economia local.
1997: Crise Asiática
Teve início com a desvalorização da moeda tailandesa.
O câmbio era mantido fixo em relação ao dólar, às custas da emissão de moeda para compensar o ingresso de dólares no país.
Diante de ataques especulativos, o governo tailandês deixou a moeda flutuar, desvalorizando-se em 50% em poucos meses.
Gerou situação de pânico no mercado e atingiu economias vizinhas como a Coreia do Sul, Indonésia e Malásia.
1998: Rússia
Como consequência da transição da economia planificada para a de mercado, a Rússia convivia com altas taxas de endividamento, inflação, desemprego e baixo crescimento econômico.
A queda no preço das commodities a partir de meados dos anos 1980, aliada ao fracasso do modelo de transição da perestroika, ampliou a crise.
Período marcado por crescimento negativo do PIB, elevada inflação e desemprego.
A crise asiática provocou a redução da oferta de crédito internacional + queda das exportações de commodities = agravo da crise.
Rússia adiou o pagamento de títulos da dívida, em 1998, e desvalorizou sua moeda.
1999: Brasil
O sistema de bandas cambiais (âncoras cambiais) implementado desde 1994, com o Plano Real, garantia a manutenção da taxa de câmbio em um patamar valorizado - estratégia de contenção do aumento de preços no país.
Como as taxas de juros eram mantidas elevadas para combater a inflação de demanda, gerava-se um efeito indireto sobre a âncora cambial, incentivando a entrada de capital estrangeiro, que permitia compensar o déficit em transações correntes.
Crises asiática e russa gerou grande pressão pela desvalorização do real.
1999: Brasil permitiu a flutuação do câmbio, que se desvalorizou cerca de 70% entre dez 1998 e fevereiro 1999.
2001: Argentina
1991: Argentina passou a adotar um mecanismo de conversibilidade do peso com relação ao dólar baseado no conselho da moeda (currency board).
Gastos governamentais altos + dívida externa galopante.
Com a desvalorização do real, em 1999, as exportações argentinas foram prejudicadas, já que o país continuava adotando o câmbio fixo em relação ao dólar.
Final de 1990: alto desemprego e estagnação econômica = recessão.
2001: Argentina declarou o
default
da dívida do país.
2002: paridade com o dólar foi abandonada, desvalorizando o peso.
O PIB da Argentina caiu mais de 10% em 2002, e a taxa de desemprego chegou a quase 25%
Após o default a Argentina ofereceu a possibilidade de negociação com seus credores, em 2005 e 2010, reduzindo o montante a ser pago. Condições foram aceitas pela maioria dos credores.
Holdouts
: credores que não trocaram os títulos de dívida na operação de reestruturação da dívida e passaram a reclamar na justiça o pagamento integral do valor devido.
2016: Macri conseguiu solucionar definitivamente a questão.
Situação econômica argentina permanece instável: frágil situação fiscal do país, em contexto de baixo crescimento econômico, inflação elevada e desvalorização do peso, levou a solicitação de empréstimos ao FMI em 2018.
2019: Alberto Fernandez está negociando a quitação da dívida junto aos credores e ao FMI, em meio à deterioração da situação econômica no país.
2008: Subprime (EUA)
Teve início com a desestruturação do sistema imobiliária dos EUA, o que afetou toda a economia global.
Os bancos norte-americanos ofereciam créditos subprime a pessoas sem comprovação de renda.
Com a queda do preço dos imóveis e o aumento de juros, houve inadimplência massiva.
Bancos transformaram essas operações em derivativos negociáveis no mercado financeiro internacional = criaram-se títulos negociáveis cujos lastros eram os créditos "podres", o que ampliou a propagação da crise.
Falência de instituições financeiras.
Mergulhou o mundo em uma das maiores crises financeiras desde o crash de 1929, levando as principais economias desenvolvidas à estagnação econômica.
G20
Criado em 1999.
Ministros das Finanças e presidentes dos Bancos Centrais.
Formado pelas 19 maiores economias do mundo + UE = G8 + África do Sul, Argentina, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia.
responsáveis por 90% do PIB, 80% do comércio e 2/3 da população mundial.
lidar com questões políticas que favorecessem as negociações financeiras, incentivando a coordenação entre economias avançadas e emergentes.
A partir da crise de 2008, o G20 passou a organizar cúpulas de líderes (Chefes de Estado e de governo). - Primeira foi em Washington, em 2008.
Alguns dos resultados do G20:
Reforma e regulamentação do sistema financeiro internacional.
Reforma de instituições financeiras internacionais - FMI, Banco Mundial e Comitê da Basileia - para conferir maior participação, maior poder de voto, aos países emergentes e em desenvolvimento.
Capitalização dos bancos multilaterais de desenvolvimento e do FMI.
Cúpula G20 2021
Temas mais importantes:
avanço da vacinação contra Covid 19 e preparação para futuras pandemias.
cooperação para enfrentamento das mudanças climáticas
Fortalecimento da OMS
Fortalecimento e reforma da OMC.
Taxação mínima de grandes multinacionais.
Objetivo geral do G20 está voltado para a promoção de um crescimento mais resiliente, mais sustentável e verde. (combatendo desigualdades e promovendo maior inclusão).
Choques do Petróleo
1973: I Choque do Petróleo
Os países da OPEP declararam um embargo de petróleo aos países que haviam apoiado Israel na Guerra do Yom Kippur.
Preço do petróleo quadruplicou.
Choques adversos nas produções de grãos dos EUA e na URSS agravaram a crise, levando a uma situação de estagflação.
As importações dos países dependentes das compras de petróleo cresceram dramaticamente (inelasticidade da demanda do petróleo) e os altos preços das
commodities
nos países importadores tiveram efeitos recessivos e inflacionários.
Como os países exportadores de petróleo tiveram aumento expressivo do valor de suas exportações, passaram a dispor de ampla disponibilidade de capitais, os "petrodólares", que asseguraram a liquidez internacional do período.
1979: II Choque do Petróleo
resultado da queda do xá no Irã, no contexto da Revolução Iraniana.
A queda da produção iraniana foi acentuada com o início, em 1980, da Guerra Irã-Iraque.
em 1 ano o preço do petróleo dobrou.
EUA: respondeu com uma redução da oferta de moeda e o aumento da taxa de juros, o que levou à valorização do dólar e ao crescimento vertiginoso das taxas de juros de curto prazo.
Brasil
1970's: a balança comercial brasileira sofreu os impactos dos choques do petróleo de 2 lados:
Exportações: queda por causa da retração da economia mundial (queda da demanda externa).
Importações: aumento por causa da elevação dos preços do petróleo.
Resultado: Balanço de pagamentos se tornou deficitário = redução das reservas internacionais.
Comitê da Basileia
Criado em 1974. Comitê de Supervisão da Bancária da Basileia.
Fórum para cooperação sobre supervisão bancária.
Trabalha pela uniformização de práticas de gerenciamento de riscos e modelos de negócios em vigor no sistema bancário global.
Brasil entrou no Comitê em 2009, mas já vinha cumprindo suas determinações desde 1994.
G7
Principal foro político para discussão de temas econômico-financeiros de interesse mundial -> posição passada para o G20.
após a criação do G20, o G7 continua se reunindo anualmente, mas tratando de questões relacionadas à cooperação internacional em segurança e a temas globais.
Formado por Alemanha, EUA, Itália, Japão, França, Reino Unido, Canadá.
Em 1998 a Rússia passou a integrar o grupo, tornando-o o G8, mas em 2014, após a anexação russa da Crimeia, o país foi suspenso do grupo.
Consenso de Washington
1989: codificado em 10 pontos as políticas econômicas recomendadas pelo Banco Mundial, pelo FMI e pelo Tesouro dos EUA como receituário básico a ser seguido pelos países em desenvolvimento para a superação de crises e a melhoria de sua situação econômica.
essas medidas são, muitas vezes, adotadas como condicionalidades para a concessão de empréstimos.
abertura comercial
câmbio livre
desregulamentação: afrouxamento das leis econômicas e trabalhistas.
disciplina fiscal
respeito aos direitos de propriedade intelectual
eliminação de restrições aos investimentos externos diretos.
juros de mercaod
privatizações de estatais
redução de gastos públicos
reforma tributária.
Clube de Paris
Principal fórum para a reestruturação de dívidas soberanas.
Criado em 1956.
2016: Brasil passou a integrar.
É informal e não tem base legal ou status jurídico, mas o trabalho está baseado em regras e princípios acordados pelos Estados credores,
OCDE
1961: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico
atualmente conta com 38 membros, entre países desenvolvidos e em desenvolvimento (como Chile, Colômbia, Costa Rica, México e Turquia).
Objetivo:
Expansão econômica
Provisão de cooperação para o desenvolvimento de outros países..
manutenção da estabilidade financeira,
crescimento econômico duradouro, o emprego e a elevação do padrão de vida dos países membros.
OCDE dedica-se à pesquisa e aos estudos para o aperfeiçoamento das políticas públicas nas mais diversas áreas e à troca de experiências entre países membros e parceiros.
OCDE mede a produtividade e os fluxo globais de comércio e investimentos, analisa e compara dados para prever tendências futuras e estabelece padrões internacionais em amplo espectro de políticas.
O Conselho é o órgão do qual derivam todos os atos da OCDE.
Cada membro tem direito a um voto.
O Conselho da OCDE pode tomar decisões que são vinculantes ou fazer recomendações aos membros.
A abstenção não impede a aprovação da decisão ou da recomendação, que é aplicável aos demais, mas NÃO ao membro que se absteve.
O Conselho deve decidir de maneira unânime sobre o convite para acessão de novos membros.
Peer review: mecanismo que permite que os representantes dos países se encontrem para debater e avaliar o desempenho de cada país em determinada área. Permite a comparação com as melhores práticas disponíveis internacionalmente.
Brasil
Desenvolve processo de cooperação com a OCDE desde 1994 e de maneira mais aprofundada desde 1999.
2007: Brasil tornou-se, juntamente com África do Sul, China, Índia e Indonésia, um
key partner
, que possuem engajamento ampliado.
2015: Brasil assinou um Acordo Marco de Cooperação com a OCDE, com o objetivo de aprofundar e sistematizar o relacionamento a organização.
Brasil é o país não membro mais ativo da OCDE.
a aproximação com a OCDE á parte da estratégia do governo brasileiro de promoção do crescimento econômico sustentável
Brasil participa, em diferentes graus, de mais de 30 órgãos da OCDE, aderiu a mais de 40% dos instrumentos legais e aguarda definição sobre outros pedidos de adesão.
2017: Brasil solicitou a acessão como membro da OCDE. Carta convite da OCDE ao Brasil foi feita em 2022, iniciando o processo de adesão.
Argentina, Brasil, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia receberam as cartas convite de acessão à OCDE em 2022.
Adesão do Brasil à OCDE
A entrada do país na OCDE será mutuamente benéfica, pois auxiliará no processo de reformas econômicas e normativas em curso no Brasil e contribuirá para oferecer à OCDE uma perspectiva mais abrangente e representativa e, consequentemente, mais relevante e efetiva.
Próximo passo: os candidatos devem confirmar sua adesão aos valores, à visão e aos princípios da organização.
depois, mais de 20 comitês técnicos da OCDE devem analisar o alinhamento de cada país candidato com os padrões, políticas e práticas da organização e sugerir mudanças, caso necessário.
NÃO há prazo para concluir os processos de adesão.
Investimentos
Na década de 1990, alguns países em desenvolvimento, como Brasil e Argentina, assinaram diversos acordos bilaterais de promoção e proteção de investimentos - BITs.
possuíam a cláusula investidor-Estado para solução de controvérsias.
Brasil assinou 14 acordos e não ratificou nenhum.
Acordos de Cooperação e Facilitação de Investimentos - ACFI
Assinados pelos Brasil com outros países a partir de 2015 (Brasil já assinou mais de uma dezena de ACFIs com países da África, América Latina e Ásia).
Objetivo de aumentar a competitividade das exportações e os fluxos de investimentos do Brasil no exterior.
baseado em 3 pilares: governança institucional; agendas temáticas para cooperação e facilitação dos investimentos; e mitigação de riscos e prevenção de controvérsias.
NÃO prevê a cláusula investidor-Estado - os litígios devem ser resolvidos no nível intergovernamental.