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DELIRIUM - Coggle Diagram
DELIRIUM
FATORES DE RISCO
• Privação sensorial (deficiências auditivas, visuais)
• Saúde geral debilitada (imobilidade, desnutrição, doença neurológica)
• Hospitalização
• Riscos hospitalares: uso de cateterismo vesical, contenção física, privação de sono e sensorial, acréscimo de 3 ou mais medicamentos novos.
• Disfunção cognitiva prévia
• Idade avançada (>65 anos)
• Os fatores de risco cirúrgicos e anestésicos pós-operatório: procedimentos específicos, como os que envolvem a circulação extracorpórea e tratamento insuficiente ou excessivo da dor no período pós-operatório imediato.
• demência e a disfunção cognitiva: pelo menos cerca de 33% dos casos de delirium ocorrem em pacientes com demência subjacente coexistente.
Manifestações Clínicas
Os pacientes costumam estar bem arrumados e bem vestidos
sem evidências de desintegração aparente da personalidade ou das atividades diárias
podem parecer excêntricos,
estranhos, desconfiados ou hostis.
Humor
O humor do indivíduo é compatível
com o conteúdo de seus delírios
Pensamente
O transtorno do conteúdo do pensamento, na forma de delírios, é o sintoma-chave do transtorno delirante.
Controle dos impulsos
avaliar a presença de ideação ou planos de agir segundo o material delirante por meio de suicídio, homicídio ou outra violência.
A agressividade destrutiva é mais comum naqueles com história de violência
Pacientes com transtorno delirante praticamente não têm entendimento algum de sua condição
Pacientes com transtorno delirante tendem a fornecer informações confiáveis, exceto quando estas contrariam seu sistema delirante.
Fisiopatologia
Alteração dos neurotransmissores
há um aumento da função dopaminérgica e uma deficiência colinérgica.
Inflamação
Resposta aguda ao estresse
Ativação do sistema hipotálamo-hipófise-adrenal, com a liberação de cortisol, sendo que o aumento desse pode causar delirium.
Lesão neuronal
É multifatorial
EPIDEMIOLOGIA
Prevalência do delirium de 14 a 24%, e incidência durante a internação varia de 6 a 56%
As taxas de delirium pós-operatório vão de 15 a 53% e após trauma variam de 10 a 52%
Pacientes internados em UTI desenvolvem a condição em 70 a 87% dos casos
Taxas de mortalidade em pacientes internados com delirium variam de 22 a 76%
Estima-se a ocorrência de delirium em cerca de 87% de pacientes fora de possibilidade terapêuticas.
Complicações
dependem do tipo de manifestação do paciente
A agitação psicomotora do delirium hipe- rativo pode causar dissincronia com o ventilador, aumentando o consumo de oxigênio e o risco de extubação acidental.
os pacientes que desenvolvem delirium, apresen- tam uma maior incidência de falha da extubação, maior tempo de ventila- ção mecânica, de internação e, con- sequentemente, maior custo para o sistema.
Os pacientes com delirium possuem maior risco de quedas, úlceras de pressão, infecções nosocomiais e desnutrição
Diagnóstico
O diagnóstico é essencialmente clínico. Ou seja, uma boa anamnese com um bom exame físico é suficiente para fazer o diagnóstico.
antes é necessário que se faça uma avaliação do nível de consciência do paciente, utilizando a escala de Richmond Agitation Seda- tion Scale (RASS)
O Confusion as- sessment method for the intensive care unit (CAM-ICU) e o Intensive care delirium screening checklist (ICDSC) são os métodos mais utilizados
CAM (A+B+C e/ou D)
A)
Estado confusional agudo com flutuação marcante
B)
Déficit de atenção marcante
C)
Pensamento e discurso desorganizados
D)
Alteração do nível de consciência
Uma vez identificado o quadro de de- lirium, os exames complementares devem ser solicitados de acordo com a suspeita da causa ou dos fatores relacionados ao delirium, sendo que a exclusão de infecções deve ser o primeiro passo.
hemograma, culturas, urinálise, radiografia de tórax, líquor, provas inflamatórias,
avaliação metabólica (glicemia ca- pilar, eletrólitos) e funções renal e hepática.
Verificar os medicamentos em uso e se por ventura não houve abuso na ingestão de álcool
Diferenças de delirium, delírio e alucinação
O delírio é a manifestação importante de doenças mentais chamadas de psicose, como a esquizofrenia, transtorno bipolar e aquelas relacionadas ao abuso de drogas.
Ocorre uma alteração de compreensão da realidade. Essas distorções são acompanhadas de alucinações.
Já o delirium (com m) é um quadro agudo. É uma das condições mais comuns em idosos nas emergências e sinaliza que o cérebro do idoso pode estar sendo agredido por causa de algum quadro de saúde.
Entre as características estão a queda do nível de atenção, confusão mental, desorientação. Geralmente está associado a infecções, desidratações e medicamentos.
Alucinação é a percepção real de um objeto que não existe, ou seja, são percepções sem um estímulo externo. O sistema sensorial não processa estímulos externos, ficando inativos durante a alucinação do paciente, sendo algo criado pela mente do indivíduo que alucina.
Classificação
Hiperativo
manifesta-se com agitação, desatenção e
combatividade, é o mais fácil de diagnosticar, porém é o menos comum
Em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), pacientes com esse diagnóstico são frequentemente sedados em excesso, ocultando os sintomas e piorando o prognóstico.
Misto
mais comum, marcado por uma flutuação entre os outros dois tipos
O padrão mais comum é a sonolência durante o dia e agitação no final da tarde e à noite, embora a alternância entre agitação e sonolência possa ocorrer de forma rápida em períodos mais curtos
Hipoativo
É caracterizado por letargia, desatenção e redução da mobilidade, muitas vezes é despercebida e não valorizada.
Há evidências de que esteja relacionado a maior mortalidade. Infelizmente, é o tipo menos diagnosticado e, muitas vezes, é confundido com depressão.
Tratamento
O objetivo primário é abordar a causa subjacente
Medidas gerais de tratamento incluem:
Manter o paciente em ambientes tranquilos, moderadamente iluminados, evitando o isolamento total.
Monitoramento do controle da hidratação e do equilíbrio hidroeletrolítico
Tratamento farmacológico
Podem ser usados antipsicóticos em baixas doses para sintomas psicóticos de curta meia-vida ou meia-vida intermediária para o tratamento da insônia.
em caso de delirium hiperativo
Prevenção
Algumas estratégias abordando os fatores de risco permitem a redução da prevalência dessa condição clínica.
Orientação - crachá com os nomes dos membros da equipe e seu horário na escala, comunicação para orientar sobre o ambiente e atividades dirigidas para estimular a cognição.
Redução da privação do sono -bebida quente à noite, antes do horário de dormir, música e massagem para relaxar, redução do barulho e ajuste do horário da medicação para evitar despertares.
Mobilização precoce - deambulação ou exercícios ativos 3x/dia.
Redução do comprometimento visual e auditivo - uso de óculos e aparelhos auditivos, quando necessário.
Reconhecimento precoce e tratamento da desidratação.