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Mulher, 45 anos, TROMBOSE, INSUFICIENCIA VENOSA CRONICA - Coggle Diagram
Mulher, 45 anos
Definição
Fisiopatologia
Etiologia
Fatores de risco
Quadro clinico
- Sensação de peso ou desconforto dos MMII;
- Dor de característica: pulsátil ou queimação;
- Generalizada ou localizada;
- Piora com a postura ereta ou sentada, sendo pior ao final do dia;
- Melhora com elevação dos membros ou ao deambular;
- Casos graves: dificulta ou impede a deambulação;
- Sintomas se agravam em temperatura ambiente elevada e com alterações hormonais (pior na fase perimenstrual, com uso de contraceptivos orais e reposição hormonal);
- Edema (principalmente vespertino e perimaleolar);
- Fadiga, prurido e cãibras;
- Varizes, microvarizes ou telangectasias;
- Claudicação venosa (raro) - dor acentuada durante o exercício físico, causada pela obstrução grave do sistema venoso.
ℹ️ Doença venosa crônica X Doença arterial obstrutiva periférica?
Geralmente no segundo caso referem piora da dor ao caminhar e melhora com repouso.
-
☸ Topografia das varizes:
(normalmente em veias insuficientes)
- Face medial da perna e coxa (veia safena magna);
- Face lateral da perna (veia safena parva).
NOMENCLATURA
Microvarizes
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Telangiectasias
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COMPLICAÇÕES
- Flebite superficial - estase venosa - maior tendência a formação de coágulos no SVS. Palpa-se o cordão varicoso endurecido. Dor, vermelhidão e inchaço no trajeto. Há chance de embolia se é acometida a veia sanfena magna no terço proximal da coxa, próximo à junção safenofemoral.
- Erisipela - edema cronico e úlceras, causada principalmente por Streptococcus e Staphylococcus e pode ser ascedente ou evoluir com lesões bolhosas.
Diagnóstico
Exames de imagem:
- USG com Doppler - diagnóstico anatômico e topográfico. Útil para identificar obstrução ou incompetência valvar. Porém, não é indicada como procedimento de rotina.
- Flebografia - invasivo (raramente utilizado), considerado padrão-ouro no estudo da IVC. Feita em 2 etapas:
- Ascendente: mostra aspectos morfológicos, como paredes válvulas e luz.
- Descendente: mostra os aspectos funcionais, particularmente o refluxo venoso.
- TC - avaliação de Sd. compressivas abdominais.
- Pletismografia - registro das variações de volume de entrada e saída de sangue.
- Pressão venosa ambulatorial - padrão-ouro para a monitorização hemodinâmica da IVC.
- USG intravascular.
- Venografia e ressonância magnética são indicados para pacientes com sinais clínicos de IV, mas com achados normais ou duvidosos na ultrassonografia com Doppler.
Classificação CEAP
Tratamento
Clínico
- Elevação dos membros: elevar os pés acima do nível do coração, por cerca 30 minutos, 3 a 4 vezes por dia.
- Cuidados com a pele
- Exercícios: caminhadas diárias, flexão do tornozelo enquanto sentados.
- Terapias de compressão elástica
- Medicamentos flebotômicos (aumentam o tônus venoso e reduzem a permeabilidade e fragilidade capilar) - castanha-da-índia, diosmina associada à hesperidina, a aminaftona, o tribenosídio e os fitoterápicos.
- Tratamento das úlceras varicosas - correção do refluxo venoso com curativo local (proporciona um meio favorável à cicatrização; ex: bota de Unna) e controle da infecção (antibioticoterapia sistêmica oral ou intraveno). Pode-se utilizar meias de compressão e se possível cirurgia.
- Escleroterapia - eliminação das microvarizes e telangiectasias, a injeção (glicose hipertonica a 75%, polidocanol e etamolinato de sódio) provoca irritação do endotélio venoso e induz a tranformação da veia em um cordão fibroso.
- Laser transdérmico - eficaz para telangiectasias.
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CLÍNICA (C)
- C0 = assintomática
- C1 = telangectasias e veias reticulares
- C2 = varizes sem edema
- C3 = varizes com edema
- C4 = alterações de pele: lipodermatoesclerose, atrofia branca, dermatite ocre
- C5 = úlcera varicosa cicatrizada
- C6 = úlcera varicosa ativa
ETIOLOGIA (E)
- EC = Congênita
- EP= Primária
- ES = Secundária
ANATOMIA (A)
- AS =Sistema venoso superficial
- AD = Sistema venoso profundo
- AP = Veias perfurocomunicantes
FISIOPATOLOGIA (P)
- PO = Obstrução
- PR = Refluxo
- PO, R = Obstrução e refluxo
Clínico:
- História clínica adequada
- Fatores de risco
- Tempo de surgimento dos sintomas
- Fatores de melhora/piora
- Exame físico:
Manobras
- Compressão do óstio da veia safena magna - Teste de Brodie-Trendelenburg
- Compressão do óstio da veia safena parva
- Determinação das veias perfurantes insuficientes da perna
- Percussão venosa - Teste de Schwartz
- Teste para avaliação do sistema venoso profundo - Teste de Perthes
Modificáveis
- Idade avançada
- Sedentarismo
- Obesidade
- Sexo feminino
- Posição supina prolongada
- Tabagismo
- Gestação
- HÁS
- Anticoncepcional oral
- Trauma de MMI
- Primária: incompetência das válvulas por um aumento fisiológico da pressão das veias.
🔀 Decorre da degeneração primária da parede venosa. Determinando insuficiência valvular e refluxo venoso.
- Fatores predisponentes: hereditariedade, ♀, obesidade, defeitos de tecido de sustentação (hérnia) e da parede venosa (hemorroidas).
- Fatores desencadeantes: períodos longos na posição sentada ou em pé, obesidade e gestações repetidas.
- Secundária: associada a doenças que aumentam a pressão venosa.
🔀 Decorre de alterações do sistema profunda (refluxo e/ou obstrução), levando à sobrecarga do sistema superficial.
- Congênitas: aplasia, hipoplasia ou fístulas arteriovenosas no sistema venosos profundo.
- Pós-trombóticas: TVP prévia, por conta da oclusão das veias profundas acometidas na fase inicial e pelo refluxo venosos após a recanalização = Sd. pós-trombótica.
- Pós-traumáticas: traumatismos penetrantes podem deixar como sequelas fístulas arteriovenosas - hipertrofia do sistema venoso por sobrecarga de pressão do sistema arterial.
- Sd. de May-Thurner/Sd, de Cockett = compressão da veia ilíaca comum esquerda pela artéria ilíaca comum direita. Pode causar sintomas unilaterais no MMII esquerdo, associados ou não ao aparecimentos de varizes. (pode ser causa de TVP)
Os principais determinantes do fluxo venoso: válvulas e bomba venosa. Função inadequada - aumento da pressão venosa. Quando alcança valores entre 60-90mmHg, ou 3x acima dos valores normal temos uma hipertensão venosa.
-
Distúrbio vascular comum associada a alterações morfológicas e/ou funcionais e de longa duração. Podendo ser assintomática ou apresentar sinais e sintomas.
Nas mulheres, a partir dos 40 e nos homens a partir dos 70 anos.
Anatomia
Sistema venoso profundo:
- Tibiais posteriores
- Tibiais anteriores
- Fibulares
- Veia poplítea
- Veia femoral
Sistema nervoso superficial
- Veia safena magna
- Veia safena parva
-
Queixa principal
Queixa de sensação de peso e fadiga nas pernas. que se tornam mais perceptíveis no decorrer do dia quando fica em pé por um tempo prolongado. Afirma que não sente os sintomas ao acordar.
História da doença atual
Lista de problemas
- Edema de MMII
- Fadiga nas pernas
- Predomínio dos sintomas na panturrilha medial (área onde há veias tortuosas proeminentes).
Hipóteses diagnósticas
- Insuficiência venosa crônica?
- Varizes?
- TVP?
Observou veias dilatas pela primeira vez há 20 anos quando estava grávida. Desconforto doloroso que veio aumentando progressivamente nos últimos 10 anos. Afirma que sua mãe tinha veias semelhantes nas pernas .
ERISIPELA
Infecção bacteriana aguda da derme e tecido celular subcutâneo - Streptococcus pyogenes (principalmente beta-hemolítico do grupo A)
Fatores de Risco
obesidade; insuficiência venosa, imunossupressão, edemas, inflamação.
Sinais e Sintomas
Principalmente região malar e perna. Lesão eritematosa, quente, discreto relevo com bordas definidas. Forma mais aguda: febre alta, calafrios.
Diagnóstico
Clínico na maioria dos casos. Exames complementares se complicações ou comorbidades. Ex: hemocultura; USG, exames laboratoriais
Complicações
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Tratamento
- Orientações Gerais;
- Cuidados Gerais: hidratação; elevação de membros; compressas frias; controle de dor e febre.
- Tratamento com antibióticos com cobertura do estreptococo beta hemolítico - 7 a 14 dias (Penicilina cristalina em altas doses)
TROMBOSE
TROMBOSE VENOSA PROFUNDA
Formação aguda de trombos nas veias do sistema venoso profundo, com obstrução parcial ou oclusão. É a causa principal de embolia pulmonar.
Fatores de Risco
Traumas; Restrição ao leito/imobilidade; condições clínicas/cirúrgicas; história prévia de TVP; gravidez/puerpério; obesidade; presença de varizes..
Quadro Clínico
- Manifestações locais: dor na panturrilha (piora com exercício e melhora com repouso); edema assimétrico (em geral unilateral e assimétrico); espastamento de panturrilha (rigidez da musculatura - sinal da bandeira -); dilatação de veias superficiais.
- Manifestações sistêmicas: febre baixa, mal-estar, taquipneia e taquicardia.
Complicações
- Precoces: TEP; flegmasia alba dolens (TVP iliacofemoral grave - vasoespasmo arterial secundário - diminuição da perfusão cutânea) e cerúlea dolens (trombose com oculsão venosa total e bloq circ colat e RV - prejudic a irrigação arterial).
- Tardias: Sd. pós-trombótica (alterações na pele e subcutâneo - por hipertensão venosa longa - obst venosa e insuf valvular)
Diagnóstico
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Manejo
- Medidas Gerais: decúbito e repouso com elevação do membro;
Após melhora do edema: uso de meias e deambulação
- Anticoagulação: heparinas IV (não fracionada ou BPM), por 5 a 7 dias. Continuar com tratamento VO (warfarina - iniciar após 2-3 dias da heparina/ 5mg/dia)
A formação do trombo -
Tríade de Virchow
- ESTASE
- HIPERCOAGULABILIDADE
- LESÃO TECIDUAL
TROMBOSE - SÍTIO DE ORIGEM
- Trombose Venosa: trombos compostos principalmente por fibrina;
- Trombose Arterial
- Trombose Intracardíaca
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