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Adaptações fisiológicas na gestação - Coggle Diagram
Adaptações fisiológicas na gestação
Gestação
Processo fisiológico no qual o corpo da mulher sofre várias adaptações a partir da fertilização
Com o intuito de adaptá-la as necessidades do complexo materno-fetal e do parto
Período gestacional normal é composto de 37 a 42 semanas
1º trimestre - concepção à 12ª semana
Ocorre algumas alterações biológicas devido a ampla divisão celular e alterações hormonais, que desencadeiam em:
Náuseas
Vômitos
Falta de apetite
2º trimestre - 13ª semana à 27ª semana
3º trimestre - 27ª semana ao parto
Cuidados essenciais
Ganho de peso da mãe
Ingestão adequada de nutrientes
Estilo de vida tranquilo e saudável
Carência nutricional
Influencia no desenvolvimento
Contribui com o aumento da taxa de mortalidade fetal
Principais modificações envolve transformações:
Cardiocirculatórias
Respiratórias
Gastrointestinais
Metabólicas
Hematológicas
Placenta
Órgão adaptado para aperfeiçoar as trocas de gases, nutrientes e eletrólitos entre as circulações materna e fetal.
Secreção de vários hormônios esteroides e peptídicos
Esses hormônios são indispensáveis a
Manutenção da gravidez
Controle do crescimento
Amadurecimento fetal
Transferência materna de nutrientes
Glicose
Fornece energia e é essencial para o crescimento normal
Indispensável para o crescimento do feto
Proteínas
Importante na fase de hiperplasia
O fornecimento inadequado causa danos irreversíveis ao crescimento
Ácidos graxos essenciais
Fundamentais
Arcabouço celular cerebral e vascular
Formação placentária adequada
Síntese de prostaglandinas vasodilatadoras
Papel dos hormônios na gestação
Regulam alterações corporais
Promove o desenvolvimento e amadurecimento fetal
Parto
Lactação
Adaptações metabólicas e fisiológicas
Metabolismo Glicídico
Primeiro trimestre
Prevalecem os efeitos da utilização da glicose materna pelo feto
Levando a tendência de hipoglicemia e redução das necessidades de insulina
Segundo trimestre
Aumento gradual da resistência insulínica, devido ação dos hormônios gestacionais.
hPL é o maior responsável pela resistência insulínica
A resistência insulínica tem como objetivo fornecer nutrientes, preferencialmente, para o feto em desenvolvimento permitindo que ocorra o acúmulo de tecido adiposo materno.
Estado de resistência insulínica
A gestante apresenta nível elevado de insulina circulante
O pâncreas em mulheres não diabéticas, compensa a demanda periférica aumentada, mantendo os níveis de glicemia normais.
A glicose materna elevada apresenta implicações para o feto, pois tem acesso imediato a circulação fetal
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Terceiro trimestre
Sensibilidade insulínica diminui em aproximadamente 50%
Metabolismo proteico
As proteínas são nutrientes necessários para o equilíbrio celular
Deficiência durante a gestação
Alterações nos tecidos e estruturas dos órgãos
Redução no peso do concepto
Modificações enzimáticas e bioquímicas
Efeitos da desnutrição intrauterina
Vai depender da fase do desenvolvimento
Sendo mais intensos e permanentes quando mais precoce ocorrer a desnutrição e mais tardio o inicio da recuperação nutricional.
Metabolismo lipídico
Modificado por mecanismos hormonais com a finalidade de garantir o fornecimento adequado de nutrientes e energia para o feto.
A trigliceridemia e colesterolemia tem aumento fisiológico de aproximadamente 300% e 50%, mais acentuado no terceiro trimestre.
A elevação acentuada de triglicerídeos ocorre por dois fatores:
Aumento da atividade de lipase hepática, que induz a elevação na síntese hepática de TG
Redução da atividade de LPL, situada na superfície do endotélio capilar, diminuindo o catabolismo dos TG.
Alterações nesse metabolismo é causado pelos principais hormônios da gravidez: estrogênio, progesterona, hPL.
Modificações gastrointestinais
Decréscimo na atividade motora
aumento do trânsito intestinal
relaxamento e dilatação das fibras musculares lisas da parede intestinal
Favorecendo a ocorrência de constipação intestinal.
Modificações renais
Primeiro trimestre
Rápida elevação do fluxo plasmático renal e de filtração glomerular
Último trimestre
Valores diminuem lentamente em direção aos valores renais.
Limite superior dos valores normais sanguíneos da ureia e da creatina é mais baixo na grávida
Modificações hepáticas
Há aumento dos níveis séricos das transaminases e do colesterol
Taxas de proteínas séricas e relação albumina/globulina estão diminuídas
Isso ocorre devido o aumento do volume plasmático
Modificações hematológicas
Volume sanguíneo total eleva-se em cerca de 40% a 50% devido o aumento do volume plasmático e da massa total de eritrócitos e leucócitos na circulação.
Elevação da massa eritrocitária ocorre em menores proporções (aproximadamente 30%) e mais tardiamente (por volta da 16ª à 20ª semana) do que volume plasmático, ocasionando a hemodiluição.
Essa situação é uma adaptação do organismo às necessidades do transporte de oxigênio para o feto, podendo causar anemia fisiológica.
Modificações no sistema circulatório
Elevação do volume sanguíneo
Estimulado pelo estrogênio e mediado pelo sistema renina aldosterona
Resulta na retenção de sódio e água
Elevação do débito cardíaco
Elevação da frequência Cardíaca