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NEONATO II- ICTERÍCIA NEONATAL E TORCHES - Coggle Diagram
NEONATO II- ICTERÍCIA
NEONATAL E
TORCHES
PRINCIPAL CAUSA: ICTERÍCIA
FISIOLÓGICA
METABOLISMO
DA BILIRRUBINA
Bilirrubina indireta é produto de degradação do HEME das hemácias velhas. No fígado ela captada e conjugada para se tornar bilirrubina direta e poder ser excretada já que a BI é tóxica
A BI é conjugada ao Ácido glicuronico pela enzima
Glucorunil-transaferase
transformando em Bilirrubina direta que é hidrossolúvel na bile
No feto: Bile é excretada pela placenta em sua forma indireta. Pouca captação e conjugação hepática de bile
No RN:
Produção exagerada de BI devido ao Hematócrito muito alto (muita hemácia) e meia-vida curta de hemácias
Fígado imaturo
Aumento da circulação entero-hepática: a bilirrubina conjugada é desconjugada no intestino e a BI é reabsorvida pela circulação para novamente ser eliminada pelo fígado. Há grande atividade da
glicuronidase
no intestino e é esta que é responsável pela desnconjugação da bile.
Tudo isso causa ICTERÍCIA FISIOLÓGICA onde há aumento somente de BI! Se inicia no 2º-3º dia de vida no RN à termo.
PROVÁVEL ICTERÍCIA
NÃO FISIOLÓGICA
Surgimento ANTES das 24-36 horas
Aumento de bilirrubina >5mg/dL/dia
Nível elevado de bilirrubina > 12mg/dL (
alcança a zona 3 de Kramer
"passou do umbigo é perigo!"). Normalmente essa bilirrubina deveria cair
Outras alterações clínicas:
Icterícia persistente: RN à termo: > 7-10dias; Pré-termo: >10-14 dias
Colestase: Colúria + acolia. Aumento de BD
ICTERÍCIA PRECOCE
Antes das primeiras 24 hrs de vida = ANEMIA HEMOLÍTICA por
Incompatibilidade materno-fetal
Incompatibilidade Rh:
Mãe Rh (-): Coombs indireto (+) > Sensibilizada em gravidez prévia sem cuidados para não sensibilizar
RN Rh (+): Coombs direto (+): Anticorpos nas hemácias
Incompatibilidade ABO
Mãe O, Anti-A, Anti-B
RN: A ou B: Coombs direto (+) ou (-): CD negativo não afasta incompatibilidade.
Esferocitose: Defeito de membrana. CD: SEMPRE Negativo
Deficiência de G6PD. CD: SEMPRE Negativo
Exames solicitados:
BT e frações (BI aumentado) + Ht (diminuido) + reticulócitos (aumentado). Tais exames só dizem que o paciente tem uma doença hemolítica
Tipagem sanguínea + fator Rh + Coombs direto no RN
Hematoscopia: Esfregaço de sangue periférico com
esferócitos
. Podem haver duas possibilidades: Esferocitose e Incompt. ABO
:warning: Mãe tipo O, RN tipo A, esfregaço com esferocitose, coombs direto negativo pode ser tanto esferocitose quanto Incompat. ABO, porém na prova marcar o diag. de incomp. ABO por ser mais mais comum
ICTERÍCIA PERSISTENTE
OU TARDIA
Icterícia persistente: Duração: AT >7-10; PT >10-14 dias
Icterícia tardia: Começou depois dos dias comuns que aparecimento da icterícia fisiológica.
Sempre avaliar Bilirrubina total e frações, principalmente icterícia após 3 semanas de vida
AUMENTO DE
BILIRRUBINA INDIRETA
:warning:
Icterícia do aleitamento
: Acontece nos primeiros dias devido a algum erro de amamentação onde há baixa ingestão láctea. Dessa maneira a criança não ganha peso, aumenta a circulação entero-hepática e fica ictérica com aumento de BI. Deve-se corrigir a tecnica de amamentação
Icterícia do leite materno
: Existe uma substância no leite que tá causando icterícia, cujo aumento é da bilirrubina indireta. Bebê em AME, ganhando peso, bem de saúde. Se a bilirrubina tá muito alta suspender leite materno.
AUMENTO DE
BILIRRUBINA DIRETA
Atresia de vias biliares
: Obliteração progressiva das vias biliares levando a
ictericia e colestase
. Tratamento: Cirurgia de Kasai (portoenterostomia) nas primeiras 8 semanas de vida.
TRATAMENTO
AUMENTO DE BI
Fototerapia
Icterícia nas primeiras 24hrs de vida
Bilirrubina >17
BI pode levar a encefalopatia bilirrubinica que pode levar a óbito ou Kernicterus
Exsaguíneotransfusão
OBSERVAÇÕES
INICIAIS
Transmissão hematogênica transplacentária: Mãe infectada que contamina o feto pela circulação placentárias, geralmente no final da gravidez
RN geralmente assintomáticas ou manifestações inespecíficas no inicio e ao longo dos anos começa a ter sequelas.
Alt. inesp.: Bebê PIG, manifestações cutâneas (rash, ictericia), hepatomegalia + buscar caracteristicas especificas de cada doença
Comum pedir sorologia, porém cuidado na interpretação pois a IgG materna passa na placenta.
SÍFILIS CONGÊNITA
A.E.: Treponema pallidum
Transmissivel em qualquer estágio, principalmente Primária e secundária
Clínica:
SÍFILIS PRECOCE (<2 anos)
RINITE
com secreção serosanguinolenta pois o treponema causa lesão de mucosa nasal
LESÕES CUTÂNEO-MUCOSAS
Condiloma plano ao redor de orificios (perianal)
Pênfigo palmo-plantar: Lesões vesico-bolhosas que estouram e fica área de pela despelada e vermelha. São lesões ricas em treponema (precaução de contato)
Placas mucocas
LESÕES ÓSSEAS
Periostite: Aparecimento de duas linhas no osso da criança (sinal do duplo contorto)
Osteocondrite: Lesão na metáfise dos ossos longos (metafisite). Lesão muito dolorosa a manipulação (nenê chora de dor) e o bebe fica parado por causa da dor: "Pseudoparalisia de Parrot"
SÍFILIS TARDIA (>2 anos): Sequelas e lesões cicatricias da sífilis precoce
AVALIAÇÃO DO RN
VDRL (teste não-treponêmico) sempre feito em sangue periférico
Hemograma
Análise do líquor: Para saber se tem
neurossífilis
: VDRL + ou cels >25 ou PTN >150
Rx de ossos longos
Outros: Avaliação hepática, eletrólitos
TRATAMENTO
1º Avaliar
tratamento materno:
Mãe não tratou e recebeu
diagnóstico na maternidade
Tratou de forma errada
Tratou de forma correta:
PENICILINA BENZATINA
Tto adequado para cada fase (dose e intervalo).
Sempre que existir sífilis de duração ignorada
a mulher deve ser 3 doses de 2,4mi UI
Iniciado até 30 dias antes do parto
Avaliar risco de reinfecção
Queda de VDRL. Se aumentou, provavelmente ela foi reinfectada
Mãe não tratada
ou inadequadamente tratada
O bebe será um CASO DE
SÍFILIS CONGÊNITA!!!
Fazer todos os exames no bebe
e tratar TODOS os casos
Líquor alterado
: PENICILINA CRISTALINA EV -10 DIAS
Qualquer outra alteração com líquor normal
: PENICILINA CRISTALINA ou PENICILINA PROCAÍNA IM 10 DIAS
Assintomático, exames normais e VDRL negativo
: PENICILINA BENZATINA DOSE ÚNICA
Mãe tratada
adequadamente
VDRL SEMPRE!
O RN está infectado quando a titulação do
VDRL dele for maior do que o da mãe em 2 diluições
. Exames + cristalina ou procaína por 10 dias
RN com VDRL não
maior que o materno
Exame físico normal:
Acompanhamento ambulatorial
Exame físico alterado:
VDRL reagente (não maior que o materno):
Sífilis (exames e tratamento)
VDRL não reagente: avaliar outras infecções
SD. DA RUBÉOLA
CONGÊNITA
A.E.: Vírus da rubéola
Transmissivel apenas na infecção aguda. Contaminada na época da gravidez. Alto risco de infecção no 1º trimestre
CLÍNICA
Surdez
Catarata (reflexo vermelho ausente)
Cardiopatia congenita: Persistencia do canal arterial e estenosa da a. pulmonar. Sopro ao exame físico
Assintomáticos
TRATAMENTO: Manejo de sequelas e prevençao da transmissão (bebe elimina vírus até quase 2 anos!)
TOXOPLASMOSE
CONGÊNITA
A.E: Toxoplasma gondii
Transmissivel apenas na infecção aguda ou reativação na mãe imunodeprimida
CLÍNICA
Coriorretinite que causa cegueira. MS: implementou investigação de toxo no teste do pezinho
Hidrocefalia por obstrução da drenagem liquorica
Calcificações difusas em todo parequima cerebral
Assintomáticos
TRATAMENTO
Tratar mesmo RN assintomático
SULFADIAZINA +PIRIMETAMINA +ÁC FOLÍNICO até o 1º ano
Corticóide para criança com reação inflamatória mais grave até normalização: Coriorretinite, ptn >1g/ml
CITOMEGALOVIROSE
A.E: Citomegalovírus da família do herpes vírus. Causam infecção aguda e ficam latentes no organismo
Transmissivel na fase aguda ou reativação
CLÍNICA
Assintomáticos
Microcefalia e petéquias (inespecíficas)
Calcificações periventriculares
AVALIAÇÃO
CMV na urina nas 3 primeiras semanas de vida. Pode significar tanto infecção congenita quanto através do leite materno
TRATAMENTO
Tratar somente as crianças que tem infecção congênita com doença GRAVE
GANCICLOVIR EV por 6 semanas. É cheio de efeito colateral
Alternativa oral: Valganciclovir. Carissimo
SEQUELAS: SURDEZ. CMV é principal causa de surdez neurossensorial não hereditária na infância
PREVENÇAO DA
TRANSMISSÃO DO HIV
Transmissão perinatal no vírus
Medicações
AZT (Zidovudina): Iniciado na sala de parto ou <4 horas de vida (máximo 48hrs). Manter por 4 semanas. Isso é pra todos os RN com exposição perinatal ao HIV.
NEVIRAPINA: Apenas 3 doses
Mãe sem TARV
Junto com AZT
CV desconhecida ou >1000 cópias
no último trimestre
Má adesão
Outra DST associada
AZT tem via ORAL e EV. Nevirapina só VO. Quando a criança tem algum problema no TGI (atresia de esofago) não tem como dar a nevirapina, aí vai dar somente o AZT