“(...) O tigre de hoje é idêntico ao de seis mil anos, porque cada tigre tem de começar de novo a ser tigre, como se não houvesse outro antes. O homem pelo, contrário, apesar de seu poder de recordar, acumula seu próprio passado, possui e aproveita ele. O homem não é nunca um primeiro homem: começa desde logo a existir sobre certo algo que já existe antes dele. Por isso, o filósofo Nietzsche definia o homem como o ser ‘de memória mais desenvolvida’”.