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Colecistites - Coggle Diagram
Colecistites
Litiásica
Fatores de risco litiase
Predisposição genetica
Parentes de pessoas que apresentam colelitíase têm, independente de sua idade, peso ou dieta, um risco aumentado em duas a quatro vezes para o desenvolvimento de cálculos vesiculares
Dismotilidade vesicular
A estase é um elemento crucial para a formação dos cálculos biliares. A hipertrigliceridemia aumenta o risco de colelitíase justamente por ser um dos fatores que reduz a motilidade da vesícula.
Dieta
Nos países ocidentais, a formação de cálculos foi relacionada a uma dieta pobre em fibras, com lentificação do trânsito intestinal. Os carboidratos refinados aumentam a concentração biliar de colesterol.
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Idade
A prevalência de litíase aumenta com a idade, principalmente após os 60 anos. A colelitíase é rara na infância e adolescência
Obesidade
Na obesidade, costuma haver uma hipersecreção de colesterol, o que torna a bile constantemente hipersaturada e aumenta a incidência de colelitíase em três vezes
Cirrose
Os cirróticos têm incidência de litíase duas a três vezes maior que a população em geral, sendo que cerca de 30% dos pacientes com cirrose têm cálculos na vesícula. Os cálculos são geralmente pigmentares pretos e parecem resultar de uma conjugação deficiente de bilirrubina pelo hepatócito
Infecções
A infecção biliar tem um papel importante na formação dos cálculos pigmentares castanhos, pelo aumento da desconjugação da bilirrubina direta pelas glicuronidases secretadas por enterobactérias, como a E. coli.
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Anemia Hemolítica
Os cálculos resultam da precipitação da bilirrubina não conjugada na árvore biliar e, quanto maior a hemólise, maior a chance de litíase
Diagnóstico
USG
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ultrassonografia endoscópica é particularmente útil na detecção de cálculos < 3 mm e pode ser necessária quando
outros exames não confirmarem o diagnóstico.
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Tratamento
Clínico
Não visa curar o paciente, e sim oferecer suporte
clínico e segurança para a cirurgia (tratamento definitivo)
Internação hospitalar, hidratação venosa, analgesia, dieta zero e antibioticoterapia parenteral
A antibioticoterapia deve ser eficiente contra os principais patógenos envolvidos na colecistite: bastonetes Gram-negativos (E. coli, Enterococcus, Klebsiella e outros) e alguns anaeróbios (Bacteroides fragilis por exemplo)
Na monoterapia de amplo espectro, podemos usar
betalactâmicos + inibidoresde betalactamase (ex.: amoxicilina-clavulanato, ampicilina-
sulbactam) ou a combinação de uma cefalosporina de 3° geração (ex.: ceftriaxone) ou uma quinolona (ex.: ciprofloxacina, levofloxacina) com metronidazol.
A duração clássica do tratamento é 7-10 dias, mas atualmente alguns autores recomendam suspenção de antibióticos 24h após a cirurgia na ausência de complicações da colecistite aguda
Cirúrgico
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Diabéticos não devem esperar muito pela colecistectomia, pois têm risco de desenvolver complicações mais graves
Deve-se confirmar o diagnóstico, com a presença de calculo, antes de iniciar o procedimento cirúrgico
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Quadro Clínico
Dor aguda contínua
Erroneamente referida como “cólica biliar” - caracteristicamente localizada em hipocôndrio direito e/ou epigastro, apresentando, às vezes, irradiação para a escápula.
A intensidade é maior no período de 30 minutos a 5 horas de seu início, com melhora gradual ao longo de 24h.
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Alguns pacientes se apresentam apenas com sintomas tipo dispepsia (eructações, plenitude, náuseas) após a ingesta gordurosa, ou mesmo com um “mal-estar” vago e impreciso.
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Alitiásica
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Quadro clínico
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Anorexia, náuseas e vômitos
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COMPLICAÇÕES
Pancreatite aguda
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O paciente apresenta dor abdominal difusa, localizada no andar superior do abdômen, em faixa, irradiada para as costas
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Processo inflamatório agudo decorrente da autodigestão do pâncreas causado pelas
próprias enzimas pancreáticas
Coledocolitíase
90-95% dos casos de coledocolitíase resultam da passagem de um cálculo formado na vesícula biliar através do ducto cístico (coledocolitíase secundária), num fenômeno experimentado por cerca de 6-12% dos portadores de colelitíase.
Os cálculos primários do colédoco resultam da estase e infecção biliar: são constituídos principalmente por pigmento biliar.
A diferenciação entre cálculo primário e secundário é fundamental para a seleção do tratamento cirúrgico adequado.
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A coledocolitíase deve sempre ser tratada,
mesmo se assintomática
Colangite
obstrução e inflamação das vias biliares, que pode acontecer devido a alterações autoimunes, genéticas ou ser consequência de cálculos biliares ou, mais raramente, de infecção pelo parasita Ascaris lumbricoides.
Ocorre uma alteração no processo de transporte da bile par a vesícula biliar e para o intestino, resultando em acúmulo dessa substância no fígado e podendo ter como consequência diminuição da função deste.
Inicialmente a colangite não leva ao aparecimento de sintomas, no entanto à medida que evolui e há comprometimento do fígado, é possível notar a pele e os olhos mais amarelados, coceira e cansaço excessivo.
Possui diagnóstico laboratorial: enzimas hepáticas, anti-corpos mitocôndrias e etc
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Tratamento
Ácido ursodesoxicólico: é o principal medicamento utilizado no tratamento e ajuda a bile a sair do fígado, evitando o acúmulo de toxinas no fígado
Colestiramina: é um pó que deve ser misturado na comida ou bebida e que ajuda a aliviar a coceira provocada pela doença
Pilocarpina e colírios hidratantes: ajuda a hidratar as mucosas dos olhos e da boca, evitando a secura.