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AS CONTRIBUIÇÕES DA EPIDEMIOLOGIA SOCIAL PARA A PESQUISA CLÍNICA EM…
AS CONTRIBUIÇÕES DA EPIDEMIOLOGIA SOCIAL PARA A PESQUISA CLÍNICA EM DOENÇAS INFECCIOSAS
CONCEITOS
EPIDEMIOLOGIA SOCIAL
: Estudo do modo pelo qual a sociedade e os diferentes modos de organização social determinam a saúde e o bem-estar dos indivíduos.
PESQUISA CLÍNICA EM DOENÇAS INFECCIOSAS
: Toda pesquisa em saúde que pode ser desenvolvida a partir da relação multiprofissional com o homem e/ou animal e envolver o contexto do adoecimento
CONTEXTO HISTÓRICO
Hipócrates: relações entre condições ambientais e tendência a ocorrência de certas doenças
Séc. XVII: Tratavam a desigualdade social no acometimento de doenças
Séc XIX: Epidemiologia assume o status de disciplina científica tanto no âmbito social quanto natural
1826 - Villermé: Sistmatizou o estudo epidemiológico ao relacionar a taxa de mortalidade à renda, na França
1839 - Farr: Implementou o primeiro registro de mortalidade
Metade do século XIX - Virchow: Considerava os indivíuos iguais e as condições anormais deveriam ser resolvidas pelo Estado
Transição dialética da concepção social para a unicausalidade microbiana
A unicausalidade afirmava-se nas novas descobertas de agentes causadores de doença em pesquisas como a de Pasteur e Koch
Metade do Século XIX - Snow: Corroborou com a tese da unicausalidade pois associava a ocorrência da cólera com o tamanho pequeno das moradias
1930 - Mayo Greenwod: Desenvolveu técnicas estatísticas para estudos epidemiológicos
1920 - Stevenson: Apresentou o primeiro sistema de classificação social relacionado com a mortalidade
1948 - OMS: definiu o conceito de saúde
BRASIL
No início do século XX, o conceito de Unicausalidade foi adotado em duas vertentes
Companhismo: conhecer e combater o agente etiológico via campanhas sanitárias (Escola Oswaldo Cruz)
Higienismo: curar o Brasil doente do interior, a partir de uma dimensão positivista (Monteiro Lobato, Arthur Neiva, Belisário Penna)
Após os avanços nessa área ao redor do mundo, é adotada, no Brasil, a chamada Multicausalidade Positivista
A carência física, alimentar e educacional eram as causas das doenças
Na segunda metade do século XX há um crescimento no interesse pelas explicações sociais no processo saúde-doença, influenciado pelos moviementos sociais
1970: Construção de um modelo de causalidade centrado na determinação social
Consenso a respeito da relevância dos aspectos sociais no processo saúde-doença
EPIDEMIOLOGIA SOCIAL NO SUS
: Fundamental para a realização do Princípio da Integralidade
MODELOS EXPLICATIVOS DA EPIDEMIOLOGIA SOCIAL
Ecoepidemiologia
KRIEGER: Unificou os pensamentos ao articular uma teoria Ecossocial em que a Epidemiologia de apropria do da ideia de sistematização da realidade juntamente com os determinantes sociais
Teoria do Capital Social
A Perspectiva do Curso de Vida
Produção Social da Doença
Teoria Ecossocial
UNIÃO DA PESQUISA CLÍNICA COM A EPIDEMIOLOGIA SOCIAL
A "Era da Doença Crônica" não se concretizou e as doenças infecto-parasitárias persistiam
As pesquisas e os medicamentos não conseguiam acompanhar os processos evolutivos e mutações dos microorganismos
Ressurgimento de doenças antes controladas
DETERMINANTES DA EMERGÊNCIA E REEMERGÊNCIA DAS DOENÇAS INFECCIOSAS
Demográficos
Sociais e políticos
Econômicos
Ambientais
Desempenho do setor de saúde
Mudança e adaptação dos microorganismo
Manipulação de microorganismos para o desenvolvimento de armas biológicas
Por fim, concluiu-se que deve existir uma estreita relação entre a pesquisa clínica na infectologia e a epidemiologia social para melhor compreender o processo saúde-doença