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Hanseníase - Coggle Diagram
Hanseníase
Formas clínicas
Hanseníase indeterminada
Forma paucibacilar
Aparecimento de manchas hipocrômicas, anestésica e anidrótica, com bordas imprecisas
Lesões são únicas ou em pequeno número e podem se localizar em qualquer área da pele
Não há comprometimento de troncos nervosos nesta forma clínica, apenas ramúsculos nervosos cutâneos
Baciloscopia é negativa
Dependendo da imunidade, ocorre evolução para cura ou para outra forma clínica, quer seja paucibacilar ou multibacilar.
Hanseníase tuberculóide
Paucibacilar
Alto grau de resistência celular ao bacilo
Sinais Clínicos
Pequeno nº de lesões; forma e tamanho variado, com borda bem definida, centro plano e hipocrômico.
Alteração de sensibilidade: 1-térmica; 2-dolorosa; 3-tátil
Pode haver acometimento de tronco nervoso
Sinal da Raquete positivo
Baciloscopia pode ser negativa ou pouo positiva
Paciente incapaz de contagiar
Hanseníase virchowiana
Forma multibacelar
Reconhecida por corresponder ao polo de baixa resistência imunológica ao bacilo
Pode evoluir a partir da forma indeterminada ou se apresentar como tal desde o início
Na pele, descrevem-se máculas, pápulas, nódulos e tubérculos
Infiltração progressiva
Pele
Torna-se luzidia, xerótica, com aspecto apergaminhado e tonalidade semelhante ao cobre. Há rarefação dos pelos nos membros, cílios e da cauda da sobrancelha (madarose)
Mucosas das vias aéreas superiores
Olhos
Testículos
Nervos
Ocorre o quadro de fácies leonina
Infiltração da face e pavilhões auriculares, com madarose sem queda de cabelo
Comprometimento nervoso
Ramúsculos da pele
Inervação vascular
Troncos nervosos
Apresentam deficiências funcionais e sequelas tardias
Sinais precoces
Obstrução nasal
Rinorreia serossanguinolenta
Edema de membros inferiores
O acometimento da câmara anterior do olho resulta em glaucoma e formação de catarata
Baciloscopia fortemente positiva
Representa importante foco infeccioso ou reservatório da doença
Hanseníase Dimorfa ou Bordeline
grupo é marcado pela instabilidade imunológica, o que faz com que haja grande variação em suas manifestações clínicas
lesões da pele revelam-se numerosas e a sua morfologia mescla aspectos de HV e HT
SUBCLASSFICAÇÃO
Borderline Borderline (BB)
lesões bizarras, semelhantes ao “queijo suíço” (“esburacadas”), também descritas como anulares ou foveolares, com limite interno nítido e limites externos imprecisos, com bordos de cor ferruginosa. As lesões são mais numerosas que a BT, mas de distribuição assimétrica. A baciloscopia geralmente é moderadamente positiva.
Borderline Virchowiana (BV)
múltiplas lesões elevadas eritematoinfiltradas, algumas de aspecto anular
Borderline Tuberculoide (BT)
placas ou manchas eritematosas, por vezes anulares, de maior extensão, distribuição assimétrica, pouco numerosas ou com lesões satélites. A baciloscopia é negativa ou discretamente positiva.
Hanseníase reacional
Episódios inflamatórios que possuem evolução aguda e fatores desencadeantes
Podem anteceder o diagnóstico da hanseníase, surgir durante o tratamento ou após a alta
Reação tipo 1 ou reversa
Tende a surgir mais precocemente no tratamento, entre o 2º e o 6º mês, caracteristicamente na hanseníase dimorfa
Mediada pela imunidade celular
Ocorre exacerbação das lesões preexistentes, que se tornam edemaciadas, eritematosas, brilhantes, semelhante à erisipela
Sintomas sistêmicos: neurite e pode ter febre baixa
Reação tipo 2 ou eritema nodoso hansênico
Observada nas formas multibacilares (virchowianas ou dimorfas), em geral, após 6 meses de tratamento
Ocorre paniculite (inflamação da hipoderme) lobular (predomina nos lóbulos), acompanhado de vasculite
É uma síndrome que acontece pelo depósito de imunocomplexos nos tecidos e vasos
Manifestações clínicas
Febre e linfadenopatia, neurite (nervo ulnar), uveíte, orquite e glomerulonefrite
Pele: lesões eritematosas, dolorosas, de tamanhos variados incluindo pápulas e nódulos
Os nódulos podem evoluir para ulceração, e é chamado de eritema nodoso necrotizante
Epidemiologia
Estratégia Global Aprimorada para Redução Adicional da Carga da Hanseníase:
o Brasil não atingiu o estipulado, no entanto houve redução, mesmo que essa redução esteja desacelerando
mais prevalentes na região Norte e centro oeste
entretanto, acomete todo o país, de forma mais esporádica ou incisiva
acomete todas as classe sociais, embora perceba-se muito mais prevalente em pessoas de baixa condição socioeconômicas
por questões
adesão ao tratamento
numero reduzido de consutas ao médico
habitação
Transmissão e patogênese
homem o único reservatório biológico da doença
os portadores das formas multibacilares são a principal fonte de infeção
as vias aéreas são as principais vias de inoculação e eliminação do bacilo
tem tropismo pelos macrófagos, sendo intracelular obrigatório
nas formas paucibacilares, tem predomínio da resposta Th1, já na forma multibacilar, o predomínio é a resposta humoral, Th2
doença com alta infectividade e baixa patogenicidade
período de encubação longo, podendo durar 20 anos
Diagnóstico
Clínico
inspeção dos olhos, nariz, mãos e pés
palpação dos troncos nervosos periféricos
avaliação da mobilidade articular
avaliação da força muscular
avaliação de sensibilidade nos olhos, membros
superiores e membros inferiores
Laboratorial
Baciloscopia
é o exame complementar
mais útil no diagnóstico
Considera-se um caso de hanseníase
mancha e/ou área(s) da pele com alteração
(perda) de sensibilidade
acometimento de nervo(s) periférico(s), com
ou sem espessamento
associado a alterações
sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas
baciloscopia positiva de esfregaço intradérmico.
Diagnóstico diferencial
Dermatopatias
Ptiríase Versicolor
Eczemátide
Tínea Corporal
Vitiligo
Nevo Acrômico
Psoríase
Lúpus Eritematoso
Eritemas (Polimorfo, Nodoso, Anular)
Granuloma Anular
Farmacodermias
Fotodermatites
Alopécia Areata
Esclerodermia
Neuropatias
Neuropatia Alcoólica
Neuropatia Diabética
Neuralgia Parestésica
Lesões por Esforço Repetitivo
Síndrome do Túnel do Carpo
Artrite Reumatóide
Camtodactilia
Tratamento
Formas reacionais
Reação Tipo 1
recomenda-se
Prednisona
dose de 1-1,5 mg/kg/dia
Excepcionalmente pode-se usar a dose 1,5-2 mg/kg/dia
Depois reduzir a dose confirma avaliação clínica
Reação Tipo 2
Talidomida
dose de 100-400 mg/dia
Conforme a intensidade do quadro
indica-se
Corticoesteroides
dose de 1-1,5 mg/kg/dia
Contraindicações ao uso da Talidomida
Mulheres grávidas ou com risco de engravidar
Presença de lesões oculares reacionais, entre outros.
Edema inflamatório de mãos e pés
Glomerulonefrite; orquiepididimite; artrite; vasculites; eritema nodoso necrosante;
Reações de tipo eritema polimorfo-símile e síndrome de Sweet-símile.
Tratamento
Rifanpicina (600mg/mês)
No caso de resistência à Rifanpicina: minociclina ou ofloxacino; caso ainda haja resistência: Claritromicina
Efeitos Adversos
Urina, lágrimas e outras secreções avermelhadas, prurido, pele avermelhada, lacrimejamento e eritema ocular e perturbações do estômago (náuseas, dores e vômitos)
Dapsona (100mg/mês e dia)
Efeitos Adversos
Perturbações no estômago, insônia, reações de pele (stevens-johnson = suspender), urticária, erupção cutanea, dermatite, metaemoglobinemia, anemia, agranulocitose e hepatite
Clofazimina (300mg/mês e 50mg/dia)
Efeitos Adversos
Coloração escura ou avermelhada da pele, esclerótica e urina e xerodermia
PB: 6 cartelas em até 9 meses; MB: 12 cartelas em até 18 meses