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"Meu sonho é ser compreendido", Maria Eduarda Alves de Paula …
"Meu sonho é ser compreendido"
Compreensão como aluna
Previamente, dentro do cenário médico e também fora dele, sabe-se que a barreira linguística entre indivíduos surdos e não surdos é um empecilho diário.
Com a leitura do artigo, pude notar que, esse obstáculo não só trava a comunicação entre tais indivíduos como também atrapalha significativamente e diretamente a relação médico-paciente.
Diariamente, escuto em aulas que a clínica é predominante e sobre a importância da semiologia dentro da medicina.
A partir da leitura e das aulas de libra, fica claro que a deficiência dessa comunicação, prejudica diretamente e principalmente esse pilar da consulta.
Resultando em uma anamnese ineficaz e também numa relação insuficiente entre médico e paciente, chegando a ser até constrangedora.
Logo, ficam alguns questionamentos: como oferecer ao meu paciente o mínimo de acesso à saúde? a promoção de saúde que ele tem por direito? como ser uma boa profissional, se eu não for capaz de sequer fazer o mínimo, que é me comunicar com o meu paciente de forma correta?
Sem dúvidas, a partir do contato com a disciplina, hoje sei que o público surdo não pode e não deve ser esquecido durante a formação, e carrego comigo a certeza de ter me tornado uma profissional melhor ao término dessa disciplina.
Visão dos autores
A assistência médica, assim como a acessibilidade a esse serviço, passa por alguns obstáculos quando se trata da comunidade surda.
A comunidade surda ainda representa importante parcela da população brasileira que enfrenta inúmeras barreiras na acessibilidade à saúde.
Falhas de comunicação aumentam as chances de:
diagnósticos equivocados
não adesão ao tratamento, sofrimento e
insatisfação do usuário
contrangimentos
erros de preenchimento de prontuário por problemas de compreensão na anamnese
Decreto nº 5.626 de 2005
garanta à pessoa com deficiência
um ambiente preventivo, curativo e reabilitador
Esse decreto também determina a obrigatoriedade do ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos cursos de formação para exercício do magistério, de licenciatura e de Fonoaudiologia de instituições brasileiras públicas e privadas. Para o curso de Medicina e os demais cursos de educação superior e profissional, a disciplina deve ser ofertada de forma eletiva.
Ainda assim, o Sistema Único de Saúde (SUS) apresenta muitos obstáculos para o atendimento de pessoas com deficiência auditiva.
É fato que a acessibilidade no atendimento clínico
dos surdos faz-se relevante para a formação holística e integral dos profissionais da saúde.
O encontro clínico entre médico e paciente surdo é,
na maioria das vezes, inadequado, , limitado pela comunicação deficiente entre os pares, contrapondo-se à acessibilidade esperada.
Torna-se necessário investigar se os profissionais de saúde estão preparados para acolher o surdo nas suas múltiplas necessidades, respeitando sua autonomia e seu direito à promoção da saúde.
É perceptível que, existe uma dificuldade no processo de cria uma relação médico-paciente com essa comunidade, uma vez que existem obstáculos linguísticos envolvidos.
Tais dificuldades, trazem consequências diretas, dentre elas, por exemplo uma anamneses ineficaz, de modo a induzir a diagnósticos também ineficazes.
Faz-se necessário traçar um planejamento multimodal, de modo a estabelecer estratégias e maior preparação dentro da comunicação entre o surdo e os profissionais de saúde.
Relação Artigo x Disciplina
Durante todo o semestre, cursando a disciplina da língua brasileira de sinais, pudemos entender todos os processos envolvidos dentro da comunidade surda.
De modo que, compreendemos a necessidade do conhecimento de tal língua, uma vez que, a medicina tem como sua base a relação médico-paciente.
Fica nítido, que o atraso, a falta de informação e falhas durante essa comunicação, traz consigo consequências de muita importância.
Nesse período, também conhecemos a história por trás da língua de sinais, e todos os percalços envolvidos nesse processo de reconhecimento.
A partir da leitura do artigo, vê-se que ainda há muito pelo que lutar, como o direito mínimo de ser compreendido e de uma assistência médica eficaz, uma vez que a promoção à saúde, dentro do sistema único de saúde é direito de todo e qualquer cidadão.
Por fim, a leitura, pôde demonstrar que tudo aquilo que discutíamos durante cada aula, se faz muito real e presente no cotidiano.
Maria Eduarda Alves de Paula
Terceiro período