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Diarreia e Constipação, Grupo 3 - Coggle Diagram
Diarreia e Constipação
Marilda, 18 anos, estudante universitária, queixou-se ao seu MFC que vem apresentando diarreia há quase 2 meses. Refere que as fezes são semilíquidas 4 x dia. No último mês vem percebendo rajas de sangue o que a deixou mias preocupada. Queixa-se ainda de cólicas para evacuar seguidas de tenesmo. Nega antecedentes familiares de doença do TGI e uso de medicações. Ao exame: fácies atípicas, com diminuição das lágrimas, mucosas secas, turgor da pele diminuído, mas com retorno menor que 2 segundos. ACV normal com pulsos cheios e perfusão capilar menor que 2 segundos. Abdômen com leve distensão e timpanismo aumentado.
1) Classifique a diarreia.
Diarreia aguda:
presença de três ou mais fezes diminuídas de consistência e aquosas em um período de 24 horas
Disenteria:
diarreia sanguinolenta, presença de sangue visível e muco (gleras)
Diarreia persistente:
episódios de diarreia durando mais de 14 dias
Diarreia crônica
: duração maior do que 30 dias
2) Quais os principais fatores que devem ser investigados nessa classificação de diarreia?
História familiar de doenças neoplásicas e DIIs; doença celíaca
História de ressecções intestinais
Doença pancreática prévia
Doenças sistêmicas (tireotoxicose, doença da paratireoide, DM, doença da
suprarrenal, esclerose sistêmica)
Abuso de álcool
Uso de medicamentos (AINEs, anti-hipertensivos, antiarrítmicos, antibióticos,
teofilina, agentes antineoplásicos)
História recente de viagens ou exposição a outras situações de infecção
Uso recente de antibióticos ou infecção por Clost ridium difficile
Intolerância à lactose
3) Para facilitar o referenciamento do paciente para um especialista focal, o MFC deve inicialmente solicitar alguns exames complementares a fim de categorizar a diarreia. Como se dá essa categorização e em que quadro você enquadraria este caso? Quais exames solicitar?
Rotina de sangue
Hemograma completo, proteína C-reativa, VHS, ureia, íons, função hepática, cálcio, vitamina B12, folato, cinética do ferro, TSH
Exame de fezes
EPF e coprocultura
Sorologia para doença celíaca
Antiendomísio
Diarreia Inflamatória, busca em um primeiro momento por parasitas, caso resultado negativo, inicia-se investigação para outras doenças.
4) Qual o grau de hidratação do paciente e qual o plano de reposição se for o caso? Explique
Desidratação leve ou moderada (classificação B)
Plano B
► O tratamento deve ser realizado na unidade de atenção primária
► Iniciar SRO (50 mL/kg). O peso e/ou a idade ajudam a determinar qual é a quantidade mais adequada que deverá ser dada à pessoa
► Lembrar-se de que o grau de desidratação também é um fator importante para determinar a quantidade adequada de SRO
► Administrar pequenas quantidades de SRO, de forma frequente. Não administrar SRO de forma rápida, para evitar vômitos
► No caso do aparecimento de vômitos, esperar 5-10 minutos e reiniciar SRO de forma mais lenta
► Considerar a administração de SRO por SNG, caso os vômitos sejam persistentes (20 mL/kg/h)
► Reavaliar com frequência a pessoa e procurar estabelecer o grau de desidratação, para redefinir a manutenção ou a mudança do plano de tratamento
► Os alimentos devem ser suspensos nas primeiras 4 h do tratamento. Após isso, se a pessoa ainda necessitar do plano B de tratamento, oferecer alimentos de 3/3 h
Grupo 3
Secretária: Marina Menezes
Coordenador: Marina Souza