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Câncer gástrico - Coggle Diagram
Câncer gástrico
ESTADIAMENTO
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Exames: hemograma (anemia); provas de função hepática (metástase hepática); prova de função renal (insuficiência renal); CEA (Antígeno Carcinoembrionário) e CA 72-4 (Antígeno de Carboidrato)
TRATAMENTO
Cirurgia de estômago adequada para tratar câncer gástrico, é preciso tirar o estômago e, no mínimo, 16 linfonodos
Lesões pré-neoplásicas: paciente for positivo para H. pylori vai prescrever amoxicilina, claritromicina e o IBP, e repetir a endoscopia a cada 2 a 3 anos
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CA gastrico
Gastrectomia com a linfadenectomia D2
- Contraindicações: metástase a distância, invasão da aorta ou do tronco celíaco, muitas comorbidades.
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Reconstrução do trânsito
Billroth 1: anastomose,do estômago direto com o duodeno
Billroth 2: gastrectomia parcial, parte do duodeno fechado, anastomose direto na alça intestinal
Reconstrução Y de roux: duas anastomoses nas alças intestinais que formam Y, com parte do duodeno fechado
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Fatores de risco
Obesidade: paciente cronicamente inflamado, tendo altos níveis de TNF-alfa e IL-6
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História familiar: tipo de câncer específico é o câncer gástrico difuso hereditário, é uma mutação do gene supressor tumoral - mais comum em mulheres e com
prognostico muito ruim
Infecção por Helicobacter pylori: causa gastrite não atrófica -> focos de atrofia da mucosa -> substitui a mucosa por tecido intestinal (metaplasia intestinal) -> displasia -> câncer
Tipos histológicos
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Linfoma (3%): mucosa gástrica normal não tem tecido linfoide, mas pela presença da H. pylori que causa inflamação, tem o surgimento de folículos linfáticos que evoluem para um tipo específico de linfoma, que é o MALT - do tipo Não Hodgkin
GIST (1%): tumor estromal gastrointestinal, tem origem pelas células de Cajal, que atuam como marca-passo do TGI. Pode acometer também intestino delgado, cólon, reto e esôfago.
Tumor carcinóide/neuroendócrino (<1%): é muito raro, tumor mais comum de apêndice - Dependendo do tipo de célula, pode liberar hormônio, como as cromafins, que liberam histamina e podem iniciar esse tumor
Disseminação
Extensão direta: O tumor cresce, ultrapassa a serosa - fígado, estômago e pâncreas.
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Hematogênica: fígado, pulmão e ovário
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LESÕES PRÉ NEOPLÁSICAS
Gastrite atrófica
Infiltração inflamatória crônica com desaparecimento das glândulas nativas, que pode ser identificada após EDA com biopsia
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Displasia
Neoplasia intraepitelial e é o último estágio de benignidade antes do CA gástrico - células com genótipo e fenótipo neoplásico, mas confinadas às glândulas e com a membrana basal integra
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CLINICA
CG precoce
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Sintomático: dispepsia; queimação epigástrica; saciedade precoce; plenitude pós-prandial - sintomas podem até simular uma úlcera, com presença de Clocking (dor epigástrica que acorda o paciente a noite)
CG avançado
Sintomas dispépticos, dor epigástrica, perda de peso, disfagia, náuseas e vômitos, anorexia,
Hemorragia digestiva alta – quando o tumor acaba resultando em perfuração → hematêmese, melena, enterorragia
Exame fisico: Nódulo de Virchow (linfonodomegalia supraclavicular esquerda com características neoplásicas – endurecido, indolor, aderido à planos profundos)
DIAGNOSTICO
Padrão-ouro: o estudo histológico da mucosa gástrica durante EDA com biópsia na incisura angular, na pequena curvatura, no antro e corpo.
PROGNOSTICO
Sobrevida em 5 anos e pode ter recidiva da doença, mas teoricamente, se não tiver recidiva em 5 anos está curado.