Macroeconomia
Objetivos:
I. Estabilidade de preços;
II. Alto nível de emprego;
III. Crescimento e desenvolvimento econômico;
IV. Distribuição de renda.
Agentes Econômicos: entidades abstratas que desempenham papeis definidos na economia.
Famílias;
Empresas (firmas);
Governo;
Resto do Mundo
Contabilidade Social
Tem por objetivo auxiliar a sociedade e seus representantes na tomada de decisões econômicas, e é composta por diversos instrumentos, cada um com finalidades específicas e parâmetros internacionais bem definidos para aumentar a confiabilidade e comparabilidade dos números.
Contas Nacionais: mensura a produção, renda e despesa agregados. Apuração: IBGE.
Balanço de Pagamentos: registra as transações de um país com os demais países. BACEN - responsável. Segue o Balance of Payments Manual (BPM) do FMI.
Contas do Sistema Monetário: serve, principalmente, para controlar a moeda em circulação. BACEN - responsável. Conforme o Monetary and Financial Statistics Manual and Compilation Guide (MFSM) do FMI.
Contabilidades Fiscal: evidencia as contas do governo, com foco no impacto do governo na atividade econômica, e na dívida pública. Banco Central e o Tesouro Nacional apuram tendo por referência o Government Finance Statistics Manual (GFSM) do FMI.
Contas Nacionais
7 Conceitos Básicos
Produto;
Renda;
Consumo;
Poupança;
Investimento;
Absorção; e
Despesa
Todos são variáveis fluxo.
PRODUTO
Total da produção – tanto de bens quanto de serviços – de uma economia em determinado período de tempo (variável fluxo). Medido em valores monetários, e não em unidades produzidas.
São desconsiderados os bens intermediários. Leva em consideração apenas os bens e serviços finais. “Bens e serviços finais” não é uma classificação relacionada à natureza do produto, mas sim ao fato dele ter ou não sido utilizado na produção de outro bem.
Além de somar o valor dos bens e serviços finais, há outra forma, relacionada a essa, de auferir o produto: é o conceito de valor adicionado, que consiste no valor bruto de uma etapa produtiva menos o valor dos consumos intermediários.
RENDA
Para produzir, a empresa precisa remunerar os fatores de produção (trabalho e capital).
- Trabalho
mão-de-obra vendida pela classe trabalhadora e utilizada pelas empresas na produção de bens e serviços.
Capital
- Capital de empréstimo: é o dinheiro obtido mediante pagamento posterior, com juros;
Capital de risco: é o dinheiro que a empresa obtém de seus sócios, em troca da expectativa de retornos (lucros);
Capital físico (bens de capital): são as máquinas, equipamentos, instalações industriais – ou seja, todos aqueles bens que a empresa utiliza em seu processo produtivo, sem que eles sejam agregados ao produto ou esgotados no processo.
- Capital de empréstimo: é o dinheiro obtido mediante pagamento posterior, com juros;
A renda total é o somatório da renda dos fatores de produção --> s (salários) + l (lucros) + j (juros) + a (aluguéis)
CONSUMO
valor dos bens e serviços adquiridos pelos indivíduos para satisfação de seusdesejos ou necessidades.
C = Consumo das Famílias
G = Gastos do Governo (bens e serviços de uso coletivo colocados à disposição da sociedade pelo setor público, como segurança nacional e educação)
Ctotal = C + G
POUPANÇA
Representada por “S”, de “savings”.
É a parte da renda que não é destinada ao consumo.
S = Y - C
Produto = Renda ou P = Y
Produto = Despesa
CTOTAL = C + G
S = Y - C
I = FBKF + ΔE
IL = I - Depreciação
Ab = C + G + I ou Ab = C + G + FBKF + ΔE ou Ab = Ctotal + I
D = C + I + G + (X - M)
INVESTIMENTO
Acréscimo de estoque físico de capital, incluindo a formação bruta de capital físico (FBKF) mais a variação dos estoques (ΔE).
FBKF: investimento das empresas em aumento da capacidade produtiva.
Variação de Estoque (ΔE) ou investimento em estoques: variação líquida nos estoques de bens – acabados ou em elaboração – e de matérias-primas utilizadas no processo produtivo.
I = FBKF + ΔE
Como parte da FBKF é destinada a repor o capital desgastado pelo uso, o Investimento Líquido é dado por IL = I - Depreciação
Quando as questões mencionarem Produto ou Investimento, sem especificar se está falando do Produto/Investimento Líquido ou Bruto, pode interpretar como BRUTO.
A Depreciação torna líquido o produto ou o investimento que era bruto.
ABSORÇÃO INTERNA
Aquilo que a sociedade absorve em bens e serviços para consumo ou para aumento do estoque de capital.
Ab = C + G + I ou Ab = C + G + FBKF + ΔE ou Ab = Ctotal + I
DESPESA
Gastos dos agentes econômicos.
Produto = Despesa
D = C + I + G + (X - M)
A primeira e mais importante identidade macroeconômica fundamental é: P≡Y≡D (Produto≡Renda≡Despesa)
Podemos mensurar a produção sob três óticas**:
- A ótica do produto ou da produção - Produto (valor agregado das etapas produtivas)
= - A ótica da renda - Renda (s+j+l+a)
= - A ótica da despesa - Despesa (C+G+I+X-M)
Em uma economia fechada e sem governo
Y = C + S
D = C + I
Então, S = I
interno X nacional
bruto X líquido
a preço de mercado X a custo de fatores
real X nominal
Produto Interno Bruto
medida de todos os (i) bens e serviços finais gerados (ii) dentro das fronteiras do país, em (iii) determinado período de tempo, e (iv) avaliados a preço de mercado.
Bens de capital são somados ao PIB. Nesse caso há recontagem! Afinal, no preço do guarda-roupas (bem final) estará incluída uma parcela, ainda que ínfima, do desgaste da serra (bem de capital) utilizada para cortar a madeira adquirida pela empresa, por exemplo. O problema de recontagem é inerente ao PIB e eliminado quando se calcula o PIB Líquido (PIB - Depreciação).
Os investimentos em estoque (ou formação de estoques) podem ser positivos, se a empresa acumular mais estoques do que vender dos estoques acumulados nos anos anteriores, ou pode ser negativo, se a empresa vender mais dos estoques acumulados no ano anterior do que acumular no ano corrente.
Preços de mercado = preços que o consumidor paga.
PIB NOMINAL leva em conta a inflação. PIB REAL tira a inflação, não a leva em conta. Para calcular o Real, seja PIB, PNB ou PIL, deve-se fixar um ano base para comparar os valores seguintes. Por isso, fala-se que é medido a preços constantes.
PIBcf = PIBpm - impostos indiretos + subsídios
PIBpm = PIBcf + impostos indiretos - subsídios
PIBpm = PIBcf + Impostos Líquidos
PIBcf = PIB a Custo de Fatores
PIBpm = PIB Preço de Mercado
Impostos líquidos = Impostos indiretos - subsídios
- Produto Interno Líquido (PIL) tem uma única diferença em relação ao PIB: a depreciação.
- Ib = Ilíquido + depreciação
- O Produto Nacional Bruto (PNB) é a soma dos bens e serviços finais produzidos em determinado período de tempo por fatores de produção nacionais (inclui as rendas dos residentes e das empresas domésticas auferidas no exterior e exclui as rendas de empresas e residentes estrangeiros que atuam no país).
Quando a renda recebida supera a renda enviada, chamamos o resultado de renda líquida recebida do exterior. Caso contrário, teremos a renda líquida enviada ao exterior (RLEE) e isso é o mais comum no caso do Brasil.
RLEE = REE - RRE --> Como resultado, o PIB será maior do que o PNB.
PNB = PIB - RLEE
O Produto Nacional Líquido a Custo de Fatores, nosso grau mais “depurado”, é equivalente ao conceito de Renda Nacional.
Deflator implícito = PIB Nominal/ PIB Real;
PIB potencial: estimativa do nível de produção que pode ser obtida quando a economia opera com seu potencial máximo (nível mais alto de produção possível sem causar inflação).
PIB efetivo: o PIB observado de fato. Pode ser comparado ao PIB potencial de forma a estabelecer como as variações no nível efetivo de produção pressionam o nível de preços:
- PIBEfetivo > PIBPotencial: hiato de produto positivo = hiato inflacionário. O país está produzindo acima de sua capacidade. Há pressão para elevação dos preços.
- PIBEfetivo < PIBPotencial: hiato de produto negativo = hiato deflacionário. O país está produzindo abaixo de sua capacidade. Há pressão para queda nos preços.
O PIB potencial tende a crescer ao longo de tempo em decorrência de avanços tecnológicos, enquanto o PIB efetivo costuma flutuar de forma mais frequente.
Economia Aberta e com Governo
D=C+I+G+(X-M)
R=C+S+T+RLEE
TUR = Transferências Unilaterais Recebidas. Transferências de outros países sem contrapartida. Ex.: parente que mora no exterior e envia renda ao Brasil. No Brasil, é mais comum a TUR ser positiva (receber mais recursos de parentes do exterior do que enviar) reforçando a renda. Logo, R+TUR=C+S+T+RLEE.
Renda Nacional = RNLcf = PNLcf. Ou seja, RN é diferente de Renda Nacional Bruta.
Renda Pessoal = Renda Nacional – Lucros Retidos – Impostos sobre Lucros – Contribuições Previdenciárias + Transferências de renda recebidas pelos cidadãos
Renda Pessoal Disponível = Renda Pessoal – Impostos Diretos
Renda Disponível Bruta (RDB) = Renda Nacional Bruta + Transferência Unilaterais Correntes
Renda Líquida do Governo (RLG) = impostos diretos + impostos Indiretos – subsídios
Renda Privada Disponível (RPD) = RDB – RLG = C + S