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Colecistopatia Litiásica - Dor abdominal - Coggle Diagram
Colecistopatia Litiásica - Dor abdominal
Histórico
1882
Carl Langenbuch (alemão) colecistostomia aberta.
1987
Mouret (francês) colecistostomia laparoscópica.
1867
John S. Bobbs (estaunidense) fez colecistostomia.
500 dC
Alexander Trallianus (grego) observou cálculos nas vias biliares.
Classificação dos cálculos biliares
Cálculos de colesterol
Amarelos
.+ de 70% de colesterol.
São os + comuns (70-90%).
Os outros 30% são formados por sais de Ca, sais biliares, pigmento biliar, ác graxo, prot e fosfolipídeos.
Assoc à hipersecreção biliar de colesterol.
10-15% radiopaco.
Cálculos pigmentares
Principal componente é o bilirrubinato de Ca.
Pretos
Assoc a hemólise (cirrose, anemia hemolítica).
70% radiopaca.
↑ prod de bilirrubina e ↓ da motilidade da vesícula.
Menos de 25% de colesterol na composição.
Marrons
Assoc a colecistite aguda, estase biliar e infecção.
100% radiopacas.
Obstrução e infecção biliar.
Consistência mole, como lama ou barro.
.+ prevalentes em países asiáticos (10-30%).
Epidemio
Prevalência
.< 5% da pop África e Ásia.
Prevalência maior no Chile e Índios Pimas.
10% da pop América e UE.
Assoc a fatores genéticos e amb.
Fatores de risco
Cálculo de colestrol
♀, paridade, ACHO, idade avançada, história familiar, IMC>45kg/m², perda rápida de peso (bariátrica), dç, ressecção ou derivação ileal, DM, dç celíaca.
Cálculo pigmentar
Hemólise crônica, cirrose hepática, idade avançada, estase biliar, infecção biliar, divertículo duodenal justapilar.
4Fs:
female, fertile, fourty (+3filhos) e fat.
Prod e sec normal de bile
Sais biliares
Prod nos hepatócitos a partir de colesterol e sec nos canalículos biliares.
Auxiliam na abs de gorduras e post são quase totalmente (95%) reabs no íleo terminal.
Prod de 500mL a 1L/dia.
Pigmentos biliares
Bilirrubina direta, convertida em urobilinogênio no intestino grosso.
Bile
Água, eletrólitos, solutos (sais biliares, pigmentos biliares, colesterol e fosfolipídios.
Patogênese
Lama biliar
Precursora de cálculos biliares.
É reversível.
Presente em pcts em jejum prolongado, gravidez e perda rápida de peso.
Hipomotilidade da vesícula e prod de muco
Predispõem a aglutinação e formação de lama biliar.
Bile litogênica
↑ [ ] de colesterol ou bilirrubinato de Ca > solubilidade da bile.
Deseq entre água e solutos.
QC
:!!: :warning: Se durar + que 6-8h, considerar complicação (colecistite aguda).
A dor pode acontecer a qq período do dia, inclusive à noite, durante o sono.
Duração de 30 min a poucas h.
Origem da dor
Obstrução temporária do ducto cístico.
Sintoma principal
Dor abd contínua, epigástrio e HCD, com irradiação para região post, assoc a náuseas e vômitos.
Sintomas assoc
Desconforto abd, intolerância a alimentos gordurosos, flatulência, eructações, dispepsia.
80-85% são assintomáticos.
Diagnóstico
Diagn diferencial
Úlcera péptica, DRGE, espasmo esofageano, pancreatite angina pectoris, cólon irritável, neoplasias, lesões neuro-osteomusc.
QC típico leva à suspeita e investigação com exames complementares.
Exames complementares
Rx abd
Evidencia 10 a 15% dos cálculos.
TC abd
Evidencia de 60 a 80% dos cálculos.
USG de abd
Vantagens
Rápido, fácil acesso e não ionizante.
Desvantagens
Operador dependente.
Sensib e especif entre 95 e 99%.
Achados
Massa hiperecogênica, sombra acústica post, mov da massa qd o pct muda de decúbito.
RNM abd
Evidencia 90 a 95% dos cálculos.
Maioria é diagnosticada em exames de rotina em pcts assintomáticos.
Tto
Colecistectomia
Ressecção completa da vesícula biliar com ligadura do ducto cístico e artéria cística.
Laparoscópica ou aberta (incisão de Kocher).
Situações especiais
Pcts assintomáticos
Avaliar o potencial de complicação futura e ↑ morbidade.
Tendência de ↑ na indicação de cirurgia aberta com evolução da laparoscopia.
Avaliar risco cirúrgico do pct (idoso, cardiopatia etc).
Vesícula biliar calcificada (em porcelana)
Tto cirúrgico pelo risco de carcinoma de vesícula, mesmo nos assintomáticos.
DM
Manifestam menos dor abd com QC + arrastado.
Maior risco de gangrena e empiema de vesícula biliar, além de infecções + severas.
Complicações + graves.
Maior complicação pós-op (cardiovasc, renal e infeccioso).
Nutrição parenteral total
Podem desenv colecistite aguda alitiásica (hipocontratilidade e estase biliar), além de propiciar infecções agudas.
Considerar colecistectomia se condições clínicas permitirem.
↑ prevalência de colelitíase nesses pcts.
QC graves
Pcts em UTIs, acamado, múlltiplos focos de infecção.
Idade
Complicações (pancreatite, colangite) são + graves no pct idoso.
Colecistectomia
Pct < 50a (↓ índice de complicação pelo ↑ na expect de vida).
Colelitíase é fator de risco para carcinoma de vesícula biliar.
Cirrose hepática
Não é indicada cirurgia no pct assintomático (↑ risco de complicações pós-op).
Compromete futuro transplante hepático.
Dçs assoc
Dçs pulm, cardiovasc e renais.
↑ risco cirúrgico mesmo nos assintomáticos.
Candidatos a transplante de órgãos ou medula
Indicado tto cirúrgico pq os pcts ficarão imunodeprimidos no pós-op, que ↑ risco de infecções.
Anemia falciforme
Tto cirúrgico para diferenciar dor abd secundária à crise falciforme.
Obesidade mórbida
Perda de peso após gastroplastia redutora é fator de risco para desenv colelitíase (50% dos pcts).
Tto cirúrgico indicado antes ou durante By-Pass gástrico para prevenir complicações, mesmo em assintomáticos ou alitiásicos.
↑ prevalência de colelitíase.
Complicação + temida
Coledocolitíase em pcts com By-Pass gástrico.
Impossib de acesso à vesícula pela CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica).
Outros fatores
Pcts com acesso ↓ ao serviço de saúde (marinheiros, regiões remotas, astronautas).
Complicações
Coledocolitíase
5% são primárias (infecção, cisto de colédoco,
A. lumbricoides
).
95% secundários à colelitíase.
Presença de cálculo no ducto colédoco.
QC
Assintomático.
Cólica biliar, icterícia obdtrutiva, colangite aguda (dor abd, febre e icterícia -
Tríade de Charcot
), pancreatite (cálculo na papila duodenal), cirrose hepática biliar, abcesso hepático e papilite estenosante.
Tto
CPRE + papilotomia
Caract da via biliar, papilotomia endoscópica e extração dos cálculos.
Diagn e tto.
5-10% dos pcts com colelitíase.
Exames complementares
Labs
HMG alt, ↑ FA, ↑ GGT, ↑ AST, ↑ ALT, ↑ bilirrubinas e ↑ amilase.
USG abd
Dilatação de vias biliares, falha de enchimento do colédoco (50% das vezes).
RNM
Diagn diferencial com neoplasia.
Padrão ouro.
Ecoendoscopia
Biópsia transgástrica e diagn diferencial com neoplasia.
USG na extremidade distal do endoscópio.
Pancreatite aguda
QC
Necessita de internamento e reaval seriada.
:!!: :warning: Resolver colelitíase no mesmo internamento.
Jejum, hidratação e analgesia.
40-50% causado por colelitíase.
Colecistite aguda
↑ incidência entre 40 e 80a, + comum em ♀ e caucasianos.
Bac + comum:
Escherichia coli
.
20-30% dos assintomáticos se apresentam dessa forma.
Apresentações possíveis
Inflamação, vesícula biliar hidrópica, empiema (coleção de pus dentro da cav) de vesícula, gangrena da vesícula, colecistite enfisematoma (DM → bacs anaeróbias), abcesso localizado, peritonite generalizada, coleperitônio.
Obstrução do ducto cístico ou região infundibular.
Evolução
15% evoluem com complicações
Idosos, DM, imunodeprimidos.
Gangrena, empiema, fístulas, abcessos, perfuração livre para cav.
85% dos não op tem boa evolução.
Exames
USG abd
Parede espessada >4mm, coleção líq ao redor da vesícula biliar, sinal de Murphy ultrasson.
TC abd
Colecistite enfisematosa, avaliação de pancreatite e coleções.
Labs
HMG infeccioso, PCR ↑, alt discreta de AST, ALT e bilirrubinas ↑.
QC
Dor em HCD, com duração >4h, episódios prévios de cólica biliar, náuseas e vômitos, febre, sinal de Murphy +, plastrão palpável no abd, icterícia em 20% dos casos devido ao proc inflamatório adjacente à via biliar.
Tto
Hidratação, analgesia e ATB de amplo espectro.
Colecistectomia precoce (1 a 3d após início dos sintomas).
Raras
Sd de Mirizzi
Tipo II, III e IV
Fístula biliar com obstrução gradativa do ducto colédoco.
Tto cirúrgico complexo
Anastomose bileodigestiva.
Tipo I
Compressão do colédoco pela colelitíase presente na região infundibular da vesícula.
Carcinoma de vesícula
Fatores de risco
Colelitíase (princ cálculos >3cm), vesícula em porcelana, pólipo de vesícula > 1cm, tabagismo, obesidade, DM.
Incidental em 0,25 - 3% das colecistectomias.
Tto cirúrgico pq responde pouco à quimio.
Raro (1:100.000)
.+ comum em ♀ e brancos.
Progn ruim.
Fístula biliar e íleo biliar
Comunicação anômala da vesícula com estruturas adjacentes e expulsão de cálculo (duodeno, cólon, parede abd).
Pode ocorrer abd agudo obstrutivo pela impactação do cálculo na válvula íleo-cecal.
Decorrente de múltiplos episódios de colecistite aguda s/ colecistectomia.