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Caso clínico de CCIII - Coggle Diagram
Caso clínico de CCIII
Mulher, 20 anos no PS
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Nega disúria, diarreia ou sintomas abdominais prévios
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Etilista, sexualmente ativa com 1 parceiro
Febre (TAX. 38,2), PA e pulsos normais
Abdome plano, depressível, , com sensibilidade no QID e suprapúbica, sem sinais de irritação peritoneal ou massas palpáveis. RHA diminuidos.
Exame pélvico sem evidencias de corrimento, com sensibilidade na região de anexos e retal direitos.
Exames laboratoriais
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Amilase, hemoglobina, hematócrito e eletrólitos normais
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Diverticulite
Definição
Infecção de divertículo colônico, podendo complicar com formação de abscesso e peritonite
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Quadro Clínico
Dor abdominal aguda, normalmente localizada em QIE
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Diagnóstico
Exames Laboratoriais
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Bioquímica
Eletrólitos, glicemia, função renal
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Exame de imagem
USG de abdômen
Espessamento da parede do cólon, infiltração da gordura pericólica, abscessos intra-abdominais
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Colonoscopia
Indicação para quadros recorrentes, após 4 a 6 semanas de um quadro de diverticulite aguda
Auxilia na avaliação de possíveis diagnósticos diferenciais, incluindo a realização da biopsias teciduais, além de determinação de complicações pós inflamatórias
Tratamento
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Quadro complicado
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Paciente instável
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Em quadros de grande instabilidade pode-se optar por uma laparotomia abreviada com rápida ressecção do segmento afetado sem anastomoses, limpeza de cavidade e fechamento temporário da cavidade abdominal seguindo de estabilização clínica em UTI por 24 a 48 horas
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Obstrução intestinal
Devido à dificuldade de diferenciação entre diverticulite aguda e CA de cólon, deve ser realizada cirurgia para ressecção do segmento envolvido
Fístula
Raramente fecham de forma espontânea e, por isso, é indicada a ressecção cirúrgica do segmento afetado
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Fatores de Risco
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Síndrome de Ehler-danlos, marfan e williams-beuren
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Fator de proteção
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Dieta rica em fibras, frutas e vegetais
DIP
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Definição:
infecção sexualmente transmissível que acomete o trato genital feminino superior, acometendo
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Apendicite
CONCEITO:
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A apendicite aguda é a doença inflamatória abdominal cirúrgica de maior
freqüência que acomete, principalmente, indivíduos jovens em fase produtiva da vida
Essa doença tem sido atribuída à obstrução mecânica, à dieta inadequada de fibras
e à susceptibilidade familiar
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distal com aumento da pressão intraluminal, que pode alcançar até 65 mmHg. Prossegue com
dificuldade de retorno venoso, estase, edema e diapedese. A distensão do apêndice estimula
terminações simpáticas, produzindo dor abdominal difusa, geralmente periumbilical. Com a
progressão do edema e o aumento da pressão intraluminal, começa a ocorrer isquemia da mucosa
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apêndice pela flora intestinal. O processo infeccioso pode atingir a serosa e, por contiguidade, o
peritônio parietal, ocasionando dor no quadrante inferior direito. A persistência da obstrução leva
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DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico de apendicite aguda é, geralmente, feito com base na história clínica, no exame
físico e com o auxílio de alguns exames laboratoriais e / ou de imagem, podendo ser realizado sem
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MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
As manifestações clínicas da apendicite aguda são diversas, dependendo da localização do
apêndice e do tempo da evolução clínica. A apresentação clássica inicia-se com hiporexia, seguida
de dor ou desconforto abdominal de baixa intensidade, localizada inicialmente no mesogástrio ou
na região periumbilical, muitas vezes associados a problemas gastrointestinais
A localização clássica da dor é no ponto de MacBurney, localizada na transição do terço médio e o
inferior, de uma linha imaginária entre a cicatriz umbilical e a espinha ilíaca anterior. Pode ocorrer
febre baixa, sem calafrios. Em 25% dos casos, a dor já se inicia na fossa ilíaca direita. Se o quadro
clínico progride sem intervenção, pode ocorrer a perfuração do apêndice, provocando uma
peritonite, inicialmente localizada, podendo se tornar difusa e evoluir para sepse abdominal
EXAMES COMPLEMENTARES:
RADIOGRAFIA SIMPLES DE ABDÔMEN: De acordo com Petroianu, o acúmulo de fezes no ceco,
ocorre em 97% dos casos de apendicite aguda.
USG:
ULTRASSONOGRAFIA ABDOMINAL (US): A sensibilidade da US, varia de 76 a 96%, e a
especificidade, de 47 a 94%. Os achados ultrassonográficos mais comuns são a estrutura cilíndrica
em fundo cego, imóvel, não compreensível, com lúmen não anecoico, com paredes espessadas e
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TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ABDOMINAL (TC): É o exame de maior confiabilidade no
diagnóstico da apendicite, com especificidade de 95 a 100%, e sensibilidade de 87 a 100%.
VIDEOLAPAROSCOPIA:
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encorajado em casos duvidosos, quando os principais exames de imagem não produziram achados
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REFERÊNCIAS:
Freitas RG, Pitombo MB, Maya MCA, Leal PRF. Apendicite Aguda. Revista do Hospital Universitário
Pedro Ernest. 2009; 8(1):38-51.
Silva, A L. Apendicite aguda. In: López, M. Emergencias médicas, 5 ed. cap. 37. Ed Guanabara Koogan,
Rio de Janeiro, 1989. pg 500-506.
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Marlilia Moura, Fábio Dias, Israel Nunes, Renan Galeno, Victor Marlos, Eduardo de Sá, Valéria Ribeiro, Sileivane Nunes