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INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA E ACIDENTES OFÍDICOS, Grupo 4 Prof: Ana Ana…
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA E ACIDENTES OFÍDICOS
DEFINIÇÃO
A azotemia (Crpl> 1,5 mg/dl em homens e > 1,3 mg/dl em mulheres) custuma aparecer somente quando a TGF está pelo menos 50% abaixo do valor normal.
Diminuição abrupta da filtração glomerular (TFG)
Resulta em
retenção das escórias nitrogenadas (ureia, creatinina), distúrbios hidreletrolíticos e alteração do equilíbrio ácido-básico
TRATAMENTO
Azotemia pré-renal
Visa a otimização do fluxo sanguíneo renal
Reposição de cristalóides
Estados hipovolêmicos (vômito, diarreia, poliúria, suor, terceiro espaço ou sangue)
AINES e inibidores da ECA devem ser suspensos
Azotemia pós-renal
Inserção de cateter de Foley
Caso não seja possível, realizar cistectomia
Caso a obstrução seja ureteral e houver hidronefrose:
Cateter duplo J pode ser inserido no ureter por via transuretral ou transpiélica
Nefrostomia percutânea
Azotemia renal intrínseca
Glomerulonefrite rapidamente progressivas
Imunossupressão agressiva com corticosteróides e ciclofosfamida
Necrose Tubular Aguda (NTA)
Prevenção
Manutenção do estado euvolêmico
Uso de agentes nefrotóxicos como os aminoglicosídeos
Pacientes de alto risco para nefrotoxicidade por contraste iodado (ex.: renais crônicos diabéticos) devem receber solução bicarbonatada intravenosa e N-acetilcisteína oral antes e depois do exame radiológico
Tratamento
O principal objetivo a ser buscado é a otimização
da volemia e do estado hemodinâmico do paciente
Utilização de antidiuréticos para estabilizar
fármaco de escolha: furosemida
Suporte Nutricional
Um suporte nutricional adequado visa reduzir o hipercatabolismo
aporte energético total entre 25-30 kcal/kg/dia
Controle hidroeletrolítico e ácido-básico
No paciente oligoanúrico, o somatório dos líquidos administrados deve ser igual às perdas insensíveis (600-1000 ml/24h).
Não deve haver reposição de potássio nos pacientes francamente oligúricos
A hipercalemia grave com alteração eletrocardiográfica deve ser tratada com gluconato ou cloreto de cálcio e glicoinsulinoterapia
O bicarbonato de sódio pode ser administrado na dose de 50 mEq para ajudar na correção da hipercalemia e da acidose
Hipertensão arterial na nefroesclerose maligna
IECA e Antagonistas de angiotensina II
Diálise na IRA
Os métodos dialíticos são empregados para
reduzir a circulação de compostos azotêmicos promover equilíbrio hidroeletrolítico e acidobásico
e combater a hipervolemia
Síndrome urêmica inquestionável
Hipervolemia grave refratária
Hipercalemia grave refratária ou recorrente
Acidose metabólica grave refratária ou recorrente
Azotemia grave
A Hemodiálise Intermitente é o método de escolha nos pacientes hemodinamicamente estáveis estáveis, pois, durante o método (3-4h), a retirada
abrupta de líquido pode agravar a má perfusão de pacientes críticos hemodinamicamente instáveis
QUADRO CLÍNICO
Hematológicas
Sangramentos
Anemia
Imunológicas
Depressão imunológica
Tendência a infecções
Neurológicas
Sonolência
Coma
Convulsão
Nutricionais
Balanço nitrogenado negativo
Perda de massa muscular
Catabolismo aumentado
Cardiorrespiratórias
Hipertensão arterial
insuficiência cardíaca
Dispneia
Cutânea
Prurido
Digestivas
Náuseas
Vômitos
Sangramento digestivo
Alterações do débito urinário (anúria, oligúria), sobrecarga volêmica, acidose, distúrbios hidreletrolíticos e síndrome urêmica.
DIAGNÓSTICO
Diagnóstico Diferencial
Diagnóstico de Azotemia Pós-Renal
Todo paciente ANÚRICO → Suspeitar
Flutuação do Débito Úrinário → Suspeitar (Anúria x Poliúria)
No exame físico tem um achado muito comum relacionado com a causa mais comum
Como a causa mais frequente é a hipertrofia prostática, é comum encontrarmos ao exame físico uma bexiga distendida palpável no hipogastro – o “bexigoma” – associada a um aumento da próstata no toque retal
Qual deve ser a conduta?
A conduta imediata deve ser o cateterismo vesical, feito com o cateter de Foley. Ao se vencer a obstrução da uretra prostática, rapidamente aparece urina no coletor, geralmente em grande quantidade.
A bexiga pode acomodar até dois litros de urina nesses casos!
Em casos duvidososm qual exame de imagem pedir?
Nos casos duvidosos, o exame inicial é a ultrassonografia de rins e vias urinárias. Este exame é capaz de observar a dilatação do sistema pielocalicial (hidronefrose) em cerca de 98% das vezes.
A hidronefrose com bexiga vazia aponta para o diagnóstico de obstrução ureteral.
Como está o Exame do Sedimento Urinário (EAS)
Pode apresentar hematúria e/ou piúria, porém, a presença de cilindros celulares não é esperada.
Em casos tardios de uropatia obstrutiva (onde já se desenvolveu lesão tubular), é comum encontrarmos um padrão de NTA na bioquímica urinária (isto é, FENa > 1%)..
Diagnóstico de Azotemia Renal Intrínseca
Excluindo a presença de hipovolemia, choque, IC, diuréticos, cirrose e obstrução das vias pós renais, tem-se que suspeitar de azotemia intrínseca
Deve ser feito o estudo através de exames laboratoriais e sinais clínicos
São várias as etiologias de ARI, sendo assim, temos que pesquisar cada uma para depois tratar
Diagnóstico de Azotemia Pré-Renal
O que leva à Azotemia Pré?
Isso se deve a elevada frequência de hipovolemia, estados de choque, insuficiência cardíaca, uso de diuréticos e cirrose hepática na prática médica.
Elevação de Ureia e Creatinina sugere muito IRA pré
particularmente quando a relação ureia/creatinina plasmática for maior que 40
Os sinais de hipovolemia são?
Hipotensão postural, taquicardia postural, hipotensão e taquicardia em decúbito, síndrome de choque - Sinais de má perfusão generalizada
A perda de líquido em algumas etiologias é evidente, mas em outras não
A perda líquida pode ser evidente, como na hemorragia externa, diarreia, vômitos e poliúria; ou nem tão evidente, como na pancreatite aguda, ascite, trauma muscular, hemoperitônio e hemotórax
Exame do sedimento urinário na Pré, fica como?
O exame do sedimento urinário (EAS) na azotemia pré-renal costuma ser “inocente”, sem proteinúria ou hematúria, contendo apenas cilindros hialinos em quantidades variadas.
O uso de AINE ou inibidores da ECA ou análogos, como os antagonistas da angio II, deve ser considerado como fator contribuinte ou precipitante da azotemia pré-renal.
Bioquímica Urinária
Este exame é extremamente útil na diferenciação entre azotemia pré-renal e NTA isquêmica,
as duas causas mais comuns de oligúria e injúria renal aguda nos pacientes internados
Na IRA
Na IRA pré-renal há um aumento de angiotensina II e aldosterona, promovendo aumento na
reabsorção tubular de sódio e água.
Os rins estão “ávidos” por sódio e água!!! Com isso, a urina sai com pouco sódio e pouca água (hiperconcentrada)
Na NTA
Podemos entender o processo imaginando que a necrose “desliga” a função reabsortiva dos túbulos...
A urina então estará com muito sódio e muita água (mais diluída).
Na NTA, os rins tornam-se incapazes de concentrar a urina – um distúrbio chamado isostenúria.
Na necrose tubular aguda, a lesão tubular dificulta a reabsorção de sódio e água.
Biópsia Renal
Quando é necessária
Geralmente não é necessária
Reservada pra quando não se consegue definir a causa da IRA
Em certas condições pode ser feita
Exemplo clássico: paciente lúpico com proteinúria nefrótica tem nefrite classe IV (indicação de pulsoterapia) ou nefrite classe V (sem indicação de pulsoterapia)? Só a biópsia poderá nos dar certeza...
ACIDENTES OFÍDICOS
ACIDENTE LAQUÉTICO
Surucucu, pico-de-jaca
É a maior das serpentes peçonhentas das Américas
QUADRO CLÍNICO
Manifestações locais
Reação inflamatória intensa, cursando com eritema, edema, dor, equimoses e bolhas
Neurotoxina
Estimulação vagal, caracterizada por hipotensão arterial, tonturas, escurecimento da visão, bradicardia, cólicas abdominais, vômitos e diarreia
CONDUTA
Moderado :check:
10 ampolas de soro
Grave :check:
20 ampolas de soro
Leve :check:
5 ampolas de soro
Soro antibotrópico-laquético (SABL):
AÇÕES DO VENENO
Coagulante :red_cross:
Hemorrágica :red_cross:
Proteolítica :red_cross:
Neurotóxica :red_cross:
ACIDENTE CROTÁLICO
Cascavel, cascavel-quatro-ventas, boicininga, maracamboia etc
Não habitam em florestas
AÇÕES DO VENENO
Miotóxica :red_cross:
Com rabdomiólise
Coagulante :red_cross:
Pouca intensidade
Neurotóxica :red_cross:
Bloqueio neuromuscular
QUADRO CLÍNICO
Manifestações neurológicas
Fácies miastênica, turvação visual, diplopia e miose ou midríase
Manifestações decorrentes da ação miotóxica
Mialgia e urina escura
Manifestações locais
Formigamento
Complicação importante
INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA (IRA)
ALTERAÇÕES LABORATORIAS
Aumento de enzimas musculares, com aumento das escórias nitrogenadas dependendo do grau de lesão renal; leucocitose; mioglobinúria
CONDUTA
Moderado :check:
10 ampolas
Grave :check:
20 ampolas
Leve :check:
5 ampolas
Soro anticrotálico (SAC):
Avaliação da função renal e o aumento de enzimas musculares *
ACIDENTE BOTRÓPICO
Jararaca, jararacuçu, urutu, caiçaca.
Hábitos noturnos ou crepusculares
AÇÕES DO VENENO
Proteolítica :red_cross:
Coagulante :red_cross:
Hemorrágica :red_cross:
QUADRO CLÍNICO
Complicações locais
Infecção e necrose na região da picada, abscesso, síndrome compartimental e amputação
Efeitos sistêmicos
Gengivorragia, epistaxe, hematêmese, hematúria --> hipotensão --> IRA
Manifestações locais
Dor e inchaço no local da picada, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orifícios da picada
EXAMES LABORATORIAIS
Tempo de coagulação alargado
Leucocitose com aumento de neutrófilos
Plaquetopenia de intensidade variável
CONDUTA
Medidas gerais
Soro antibotrópico (SAB) ou soro antibotrópico-laquético (SABL)
Monitoramento
Moderada :check:
4 a 8 ampolas de soro
Grave :check:
12 ampolas de soro
Leve :check:
2 a 4 ampolas de soro
ACIDENTE ELAPÍDICO
AÇÕES DO VENENO
Neurotoxicidade de ação pós-sináptica :red_cross:
Ambas atuam na junção neuromuscular
Neurotoxicidade de ação pré-sináptica :red_cross:
QUADRO CLÍNICO
Manifestações sistêmicas
Vômitos, com posterior surgimento de fraqueza muscular progressiva com ptose palpebral, oftalmoplegia, visão borrada ou dupla e presença de fácies miastênicas, além de dificuldade para deglutição
Complicação mais temida *
Paralisia flácida da musculatura respiratória com apneia e insuficiência respiratória aguda
Manifestações locais
Dor leve
TRATAMENTO
Todos os casos devem ser considerados potencialmente graves
10 ampolas de soro
Soro antielapídico (SAE)
** Anticolinesterásicos (neostigmina): prolonga a vida média da acetilcolina --> revertendo o quadro respiratório.
Cobra coral verdadeira ou boicorá
Pequeno e médio porte, com tamanho em torno de 1,0 m --> apresentam anéis vermelhos, pretos e brancos em qualquer tipo de combinação
EPIDEMIOLOGIA
Brasil = 30 mil acidentes ofídicos por ano, com predomínio no Norte e Nordeste;
85% = cobras peçonhentas;
4% = cobras não peçonhentas;
11% = cobras não identificadas.
Sazonalidade
DEFINIÇÕES
Grupos de maior importância, em ordem de prevalência:
Acidente botrópico: por jararaca
Acidente crotálico: por cascavel
Acidente laquético: por surucucu
Acidente elapídico: por cobra coral verdadeira
Como reconhecer a serpente responsável pelo acidente
1.
Reconhecimento físico
Presença de fosseta loreal
Dentes inoculadores bem desenvolvidos e móveis situados na porção maxilar
Coloração
Tipo de cauda
2.
Dados epidemiológicos
Ofídios crotálicos :check:
Campos abertos, áreas secas, longe do litoral e ausente em florestas
Ofídios laquéticos :check:
Áreas florestais
Ofídios botrópicos :check:
Distribuição em todo o território nacional
Ofídios elapídicos :check:
Distribuição em todo o território nacional
3.
Quadro clínico causado pelo veneno
De acordo com a repercussão local e/ou sistêmica da picada.
FISIOPATOLOGIA
SVMPs (11)
PIa-ID- responsáveis pela catálise
Fibrinogenolíticas
Baixa/ausente ação hemorrágica
Mionecróticas direta e elevada atividade pró inflamatórias
Neurotoxina pré sináptica na junção neuromuscular e no SNC
Crotoxina (70%) e crotamina, giroxina e convulsina
Induz paralisia descendente
Alterações nervosas no SNC produzindo convulsões tônico -clônicas
Produz intensa rabdomiolise
PII (5)- ADAM
Inibição da agregação plaquetária (via RDG) induzida pelo fibrinogênio diretamente sobre uma integrina da superfície da plaqueta
(DESINTEGRINAS) Agem sobre os ligantes da mebrana hidrolisando a MEC e rompendo a adesão do endotélio com a MEC
PIII (5)
Promove inibição da agregação plaquetária via inibição do colágeno e do fator VWF
PIV- TIPO C (lectina)
inibição da agregação plaquetária induzida pelo colágeno
São metaloproteases por isso fazem degradação da MEC, proteínas plasmáticas, proteínas da membrana celular, fibroblastos, ativam efeitos apoptóticos e de inflamação (IL, NO, VEGF)
SVSPs
São proteases que degradam ligações peptídicas em todas as espécies que estão presentes
A maioria delas gosta muitos das proteínas da cascata da coagulação
Ela imita o funcionamento da trombina degradando fibrinogênio e sem precisar da presença de cálcio (TROMBIN-LIKE)
OU SEJA Ë COAGULANTE
O dano produzido sob a coagulação é que ela CONSOME todo o fibrinogênio, produzindo um quadro de anticoagulação por depleção do fibrinogênio e sem formar coagulo.
Ativa a proteína -C que é um aticoagulante
CTL
São enzimas que se ligam em açucares e estão intimamente presentes na cascata da coagulação
Como a superfície das plaquetas é cheio destas glicoproteína de adesão, as lectinas se ligam a estas superfícies promovendo a ativação e consequentemente hemaglutinação e agregação das plaquetas.
Existem lectinas verdadeiras e do tipo C. e lectinas tipo C-LIKE, porque se ligam sem precisar haver carboidratos na constituição da proteína da membrana, e estimula a agregação e hemaglutinação do mesmo modo
Mas então como que o resultado é incoagulabilidade? Porque ela inibide justamente a atuação do colágeno nas plaquetas, ou seja a estapa de fixação da plaqueta para formar o tampão (não ocorre)
PLA2
A fosfolipases A do tipo 2, são enzimas que degradam fosfolipídeos.
Como as membranas celulares, das organelas, das paredes são constituidas da bicamada fosfolipídica, essas enzimas são as promotoras da MIOTOXICIDADE
Com a ruptura na membrana, ocorre grande influxo de cálcio, hipercontração de filamentos, alteração mitocondrial, e ativação das enzimas citosólicas.
AS PLA2 também atuam sobre os fosfolipídeos da cascata de coagulação degradando estes precursores, potencializando o efeito anticoagulante.
Os fosfolipídeos liberados como produto esta degradação viram substrato para as Lipoxigenases, prostaglandina sintases (COX1 e COX2), desencadeando as vias inflamatórias
Algumas fosfolipases possuem atividade neurotóxica
Essas fosfolipases atuam na fenda sináptica da junção neuromuscular impedindo o mecanismo de liberação de acetilcolina na fenda (mais difícil de reverter)
Promover paralisia
Sinais descendentes
Dor - paresia - ptosis - dispneia - disartria - salivação - diplopia - oftalmoplegia- fasciculação - paralisia respiratória.
Proteínas de tres dedos
Essas proteínas possuem uma afinidade muito grande com os receptores de acetilcolina pós sinápticos da fenda neuromuscular.
Promovem paralisia
Sinais descendentes
ENZIMAS DE MENOR PROPORÇÃO
Fatores de crescimento de endotélio vascular, de nervos,
Hialuronidase
Degradando o ácido hialurônico do tecido conectivo permite o espalhamento do veneno.
LAAOs
Produzem peróxidos no meio, causando uma condição células citotóxica que desencadeia apoptose.
CRISPs
Iníbem os canais iônicos, contribuindo no controle da dor, além de elevar a permeabilidade vascular, e ação pró inflamatória.
O envenenamento é o somatório de uma mistura protéica de mais de 120 ingredientes ativos.
Importante compreender que não é o tipo que varia entre as serpentes e sim as quantidades e as isoformas.
É um conjunto de danos diretos e danos indiretos
A produção de reflexos vagais dos laquéticos ainda não está definido quem produz
hipotensão, bradicardia diarréia e vômitos
DIAGNÓSTICO
Nos acidentes botrópicos, laquéticos e crotálicos, exames de coagulação e creatinoquinase devem ser realizados para confirmação diagnóstica e avaliação da eficácia da soroterapia
É eminentemente clínico-epidemiológico, não sendo empregado na rotina clínica exame laboratorial para confirmação do tipo de veneno circulante.
Diagnóstico diferencial
Para as áreas onde há superposição na distribuição geográfica de serpentes do grupo Bothrops e do gênero Lachesis, o diagnóstico diferencial somente é possível com a identificação do animal ou, no caso de acidente laquético, pela possibilidade de desenvolvimento de manifestações vagais.
FISIOPATOLOGIA
a injúria renal aguda pode ser desencadeada por três mecanismos
(55%) Hipofluxo renal
Azotemia pré renal
(38%) Lesão do parênquima renal (necrose tubular aguda- NTA)
Azotemia renal intrínseca
Lesões intrínsecas no sistema renal, envolvem os túbulos renais que por serem mais sensíveis a condições de hipóxia, consumirem mais energia,, serem menos vascularizados, são mais facilmente lesionados pelas injurias e alterações de fluxo.
Necrose tubular aguda
Medicamentos
citotoxicidade tubular direta
indução de vasoconstrição arteriolar
Obstrução por deposito de cristais
Rabdomiólise
A mioglobina é filtrada parte nos glomérulos, na alça e o restante nos túbulos, devido ao hipofluxo o acúmulo desta proteína pela presença do grupo heme, acaba potencializando o estress oxidativo do tecido tubular levando a necrose.
A mioglonina secreta NO dentro do tubulo, promovendo efeito vasoconstritor, o que agrava mais ainda sua filtragem.
As lesões tubulares prejudicam basicamente a reabsorção dos elementos dissolvidos (sais, elementos orgânicos)
(12%) Obstrução do sistema uroexcretor
azotemia pós renal
Essa injúria é provocada quando o sistema uroesxcretor é obstruido.
Como possuímos dois rins, esse mecanismo acaba desencadeando sintomas quando o sistema é obstruído de forma bilateral e vesical e uretral.
De maniera geral teremos causas
Oncogênicas
estenoses, uropatias obstrutivas, fimose.
Adquiridas
câncer de prostata, carcinomas na pelve,
A obstrução urinária aguda, repercute com aumento da pressão nos túbulos renais e nos glomérulos respondendo a secreção de prostaglandinas que ocorre nos parênquimas renais, isso vasodilata a artéria aferente.
A consequência desta vasodilatação é o aumento da pressão no glomérulo com elevação da taxa de filtração.
Fase hiperêmica
Ocorre nas primeiras horas após a obstrução
A medida que a obstrução persiste, ocorre a progressiva elevação da síntese de substâncias vasoconstritoras.
Ocorre uma redução na taxa de filtração glomerular
Mas o efeito da pressão, estimula as celulas do lúmem a secretar substâncias quimiotáxicas para inflamação.
resultado dessa secreção á uma nefrite tubulointerticial crônica que acaba sendo obstrutiva.
Os LPMN respondem a quimotaxia migram para o local e promovem a fibrose tecidual
AUTORREGULACÃO DO FLUXO RENAL E DA FILTRACÃO GLOMERULAR
Esse mecanismo de proteção renal funciona compensando as flutuações de pressão arterial, tentando mediar a diminuição de volume com redução do diâmetro das arteriolas aferentes e eferentes do glomérulo
Arteria aferente
Reflexo miogênico 1- A VASODILATACÃO é mediada por barocerecptores estimulados pelo estiramento da musculatura lisa arteriola.
2- Liberação intrarrenal de vasodilatadores edógenos como a PGE2, NO,
Artéria eferente
Controle independente de fluxo sanguíneo - VASOCONSTRICÃO
Ação da angiotensina II, vasopressina, calicreina
Medicamentos
A IRA pré renal se instala quando a pressão diminui abaixo de 80mmHg, ou em casos específicos pouco acima e que promove uma queda do fluxo no glomérulo, por superação da capacidade de manutenção deste sistema interno de proteção.
FATORES DE RISCO
Doença renal
Doença hepática
Diabetes
hipertensão
Insuficiência cardíaca
ETIOLOGIA
A IRA pode fazer parte de diversas doenças.Para fins de diagnóstico e tratamento costuma ser di-vidida em três etiologias
Renal: doenças que afetam diretamente o parênqui-ma renal, cerca de 40%
pode complicar diversas doenças que afetam o parênquima renal
A maioriados casos é desencadeada por isquemia ounefrotoxinas que induzem NTA.
Pós-renal: doenças associadas à obstrução do tratourinário, cerca de 5%
neoplasia de próstata, neoplasia de colo uterino
neoplasia de bexiga, infecção, neuropatia
Pré-renal: doenças que provocam hipoperfusão re-nal, sem comprometer a integridade do parênqui-ma, cerca de 55%
maiscomum e representa resposta fisiológica à hipoperfu-são renal leve a moderada
A dilatação auto-reguladora das arteríolasaferentes é máxima quando a pressão arterial sistê-mica media é de 80mmHg
abaixo desses níveis pode precipitar quedana taxa de filtração glomerular (TFG)
EPIDEMIOLOGIA
Aqueles que sobrevivem à IRA têm um
maior risco para o desenvolvimento posterior de doença renal crônica
(DRC).
A maioria
das causas da IRA pode ser evitada por meio de intervenções em nível individual, comunitário, regional e intra-hospitalar
condição bastante incidente no dia a dia médico
Dependendo do contexto clínico (ex.: idade avançada, presença de outras disfunções orgânicas) a mortalidade da IRA pode variar entre 30-86%.
cerca de 5-7% das admissões hospitalares,
e 30-70% das internações em UTI
Dados de incidência de IRA na população de 2.147 a 4.085 casos por milhão de habitantes por ano em países desenvolvidos
Estima-se que a cada ano cerca de 2 milhões
de pessoas morrem de IRA.
Grupo 4
Prof: Ana
Ana Clara Marinho
Barbara Sales
Daniel Avila
Marcio Trevisan
Osmar Filho
Sabryna Coelho
Saray Sallin
Thais Leticia