CAPÍTULO 21 - TEORIA DO CONSUMIDOR pt. 1

A RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA - o que o consumidor pode gastar

Restrição orçamentária: o limite das combinações de consumo de bens que o consumidor pode adquirir, conforme sua renda

Inclinação da linha de restrição orçamentária no gráfico: taxa pela qual o consumidor pode trocar um bem pelo outro

Inclinação = variação de distância vertical / variação de distância horizontal (VER P. 343)

Inclinação = PREÇO RELATIVO DE UM BEM (preço de um em relação ao outro)

PREFERÊNCIAS: O QUE O CONSUMIDOR QUER

Curva de indiferença: combinações de consumo que fazem o consumidor igualmente feliz (ver p. 344, 345)

INCLINAÇÃO: TAXA PELA QUAL O CONSUMIDOR ESTÁ SATISFEITO EM SUBSTITUIR UM BEM POR OUTRO (= TMgS)

TMgS = TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO

O quanto de Pepsi o consumidor precisa para compensar a perda de uma unidade de pizza?

UMA VEZ QUE A CURVA DE INDIFERENÇA NÃO É UMA LINHA RETA, A TMgS VARIA AO LONGO DA CURVA

O CONSUMIDOR ESTÁ IGUALMENTE SATISFEITO EM TODOS OS PONTOS DE UMA DADA CURVA DE INDIFERENÇA

MAS O CONSUMIDOR PREFERE ALGUMAS CURVAS DE INDIFERENÇA A OUTRAS (PREFERE AS CURVAS MAIS ELEVADAS) (P. 345)

QUATRO PROPRIEDADES DAS CURVAS DE INDIFERENÇA

  1. As curvas de indiferença mais elevadas são preferíveis às mais baixas
  1. As curvas de indiferença se inclinam para baixo (majoritariamente)

Se a quantidade de um for reduzida, a quantidade do outro precisará aumentar para alcançar a satisfação

  1. As curvas de indiferença não se cruzam

Se isso ocorresse, não haveria preferência em ter mais ou menos de um bem (e nós sempre queremos mais)

  1. As curvas de indiferença são convexas em relação à origem dos eixos

Isso significa que eu estou mais disposto a abrir mão de algo quando tenho muito deste algo (curva convexa) VER P. 346

A inclinação da curva de indiferença é a TMgS. A TMgS depende da quantidade de cada bem que o consumidor consome atualmente. (se eu tenho menos, estou menos disposto a abrir mão) VER P. 345, 346

A convexidade da curva de indiferença reflete a maior disposição do consumidor para abrir mão do bem que ele já tem em grande quantidade

DOIS EXEMPLOS DE CURVAS DE INDIFERENÇA

2 exemplos extremos para provar:

  • Complementos perfeitos

O FORMATO DA CURVA NOS DIZ SOBRE A DISPOSIÇÃO DE UM CONSUMIDOR DE TROCAR UM BEM POR OUTRO

Quando os bens são facilmente substituíveis, as curvas de indiferença são menos convexas. Quando são menos substituíveis, as curvas de indiferença são muito convexas.

  • Substitutos perfeitos

dois bens cujas curvas de indiferença são RETAS

dois bens cujas curvas de indiferença FORMAM UM ÂNGULO RETO

Moedas de 5 e 10 centavos. (6 moedas de 5 são a mesma coisa que 3 de 10 = CURVA É RETA. TMgS é fixamente 2) p. 347

TMgS é um NÚMERO FIXO

Ex: lotes de sapato. Você avaliaria a partir de quantos sapatos conseguisse formar (ex: 5 pares esquerdos e 5 direitos) (obter um pé direito não vale de nada se não vier um esquerdo junto)

NÃO SE SUBSTITUI UM PELO OUTRO.

Um lote com 7 pés direitos e 5 esquerdos tem o mesmo valor que um lote com 5 pés direitos e 5 esquerdos

OTIMIZAÇÃO: O QUE O CONSUMIDOR ESCOLHE

O consumidor quer a curva de indiferença mais elevada possível, mas PRECISA SE MANTER DENTRO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA

PONTO ÓTIMO = Quando a curva de indiferença mais elevada que o consumidor pode atingir tangencia a restrição orçamentária (p. 348)

Ponto ótimo = curva de indiferença é tangente à restrição orçamentária (inclinações iguais)

TMgS = PREÇO RELATIVO

Inclinação da restrição orçamentária = preço relativo

Inclinação da curva de indiferença = TMgS

PREÇO RELATIVO E TMgS

Preço relativo: taxa pela qual o MERCADO está disposto a trocar um bem por outro.

TMgS: taxa pela qual o CONSUMIDOR está disposto a trocar um bem por outro

Menos quando forem curvas mal comportadas

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