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Lombalgia e Lombociatalgia - Coggle Diagram
Lombalgia e
Lombociatalgia
Classificação:
As inespecíficas são muito mais comuns, totalizando 80% das lombalgias
As específicas, responsáveis por 20% dos casos, incluem hérnias discais, espondilolistese, instabilidade segmentar, estenose de canal, tumor e espondilodiscite, entre outras
Agudas
(início súbito e duração inferior a seis semanas),
subaguda
(duração de 6 a 12 semanas) ou
crónicas
(perdurando mais que 12 semanas)
Fatores de risco
para se desenvolver
dor lombar:
Idade superior a 55 anos, fumar, obesidade,hábito de dirigir durante tempo prolongado, trabalho braçal, jornada de trabalho na posição de pé ou sentado, estresse emocional
FISIOPATOLOGIA
O disco intervertebral (DIV) é considerado uma das principais fontes de dor na lombalgia
Degeneração discal
Gradualmente, o núcleo pulposo vai se tornando menos hidratado e, em torno da terceira década de vida, iniciam-se uma diminuição do número de células e a perda de proteoglicanos. As camadas mais internas do ânulo fibroso e do núcleo pulposo, gradualmente, tornam-se indistinguíveis e formam um material fibrocartilaginoso indiferenciado
Com a evolução, os vasos periféricos e os canais da placa terminal diminuem, prejudicando a nutrição do disco. Ocorre um desequilíbrio na hidratação e, com a pressão, a transferência de carga fica desigual, causando danos no disco intervertebral
Desenvolvem-se fissuras e rachaduras ao longo das camadas, estabelecendo canais de comunicação entre a periferia do ânulo fibroso e o núcleo pulposo. O tecido discai pode herniar por esses canais.
O local mais comum da ruptura do ânulo fibroso, por onde ocorre a hérnia, é na sua inserção com o corpo vertebral, principalmente, com o movimento de flexão e rotação do tronco. Esse processo pode desencadear dor lombar
Três Fases
Disfunção
Instabilidade
Estabilização
HISTÓRIA
Nas hérnias discais e nas lombalgia inflamatórias, adoré normalmente mais intensano período da manhã.
Nas lombalgias por alterações degenerativas, ador piora no final da tarde, geralmente, relacionada com a atividade
tumores, como o osteoma osteóide, apresentam piora da dor no período noturno.
Sinais de alerta:
Idade superior a 50 anos ou inferior a 20 anos. Dor com piora noturna. Febre. Emagrecimento inexplicável. Trauma recente. Uso prolongado de corticóides. Uso de drogas. Alterações neurológicas progressivas. Dor constante e progressiva. vírus da imunodeficiência humana (HIV, human immunodeficiency virus). munodeficiências
EXAME FÍSICO
Inspeção
atitudes antálgicas, escoliose e alteração da lordose fisiológica
Palpação
Pontos dolorosos, mas também espasmo muscular ou atrofias que, muitas vezes, são sinais inespecíficos, mas podem ocorrer por compressão
Testes dinâmicos:
Flexão
Piora da dor
Extensão
Nas alterações das articulações interapofisárias e na espondilolistese, a dor se agravará na extensão da coluna.
Marcha
poiando-se apenas nos calcanhares ou na ponta dos pés, testa-se a força muscular nas raízes de
L5 e S1
EXAME NEUROLÓGICO
Sensibilidade e Motor
Manobra do Valsalva
O aumento da pressão intratecal ao tentar movimentar o intestino ou ao tossir ou espirrar, na presença de irritação durai, exacerba o quadro doloroso
Elevação da Perna Estendida
Positiva quando o paciente
refere dor na extensão entre 30 e 70°
Manobra de Bragard
Essa manobra é uma sensibilização do sinal de elevação da perna, provocando uma dorsiflexão do pé; quando positivo, há um aumento do quadro álgico
Radiografia
É dispensável nas lombalgias mecânicas agudas.
Na persistência dos sintomas além de duas semanas, é indicada na posição de frente e perfil
Tomografia Computadorizada
principal vantagem desse exame é a definição dos contornos ósseos, sendo, nesse aspecto, superior à ressonância magnética (RM). Pode ser solicitada nas lombalgias agudas
Ressonância Magnética
amplo campo de visão, demonstrando anatomicamente estruturas não-ósseas
É o exame de escolha para visibilizar hérnias discais
e processos degenerativos discais precocemente.
TRATAMENTO
O repouso absoluto é contra-indicado, porém o repouso relativo é indicado
Paracetamol
Lombalgia leve
AINES
Relaxantes musculares
Os corticosteróides
são indicados, principalmente,
nos casos de lombociatalgias com infiltração ou inflamação das raízes nervosas
HÉRNIA DE DISCO LOMBAR
Se deve a uma associação da ruptura do ânulo fibroso, com associação de pressão no disco intervertebral, ocorrendo o extravasamento do núcleo pulposo através desse disco
Classificação
Localização
dividida em central, delimitada pela borda lateral da cauda eqiiina; centro-lateral, entre a cauda eqiiina e a borda medial do pedículo; foraminal, entre as bordas do pedículo; e extraforaminal, além da borda lateral do pedículo
Morfologia
pode ser uma protrusão definida como um abaulamento do disco sem ruptura ligamentar; uma extrusão, quando ocorre ruptura ligamentar, mas o fragmento permanece em contato com o disco intervertebral; e sequestrada, quando o fragmento perde o contato com o disco intervertebral
A dor radicular é a queixa mais típica
, na maioria dos casos, acompanhando o dermâtomo correspondente ao nível comprometido
Sinal de Lasègue e extensão do quadril
Tratamento
Conservador
repouso relativo
A fisioterapia deve incluir estabilização do tronco, fortalecimento e alongamento de musculatura paraes pinhal, glútea e dos isquiotibials, e exercícios abdominais
Analgésicos e relaxantes musculares devem ser prescritos para o alívio dos
sintomas.
Cirúrgico
É indicada na falha do tratamento conservador
A indicação absoluta do tratamento cirúrgico ocorre quando há déficit neurológico progressivo e síndrome da cauda eqüina
discectomia aberta
mais comumente utilizada; nela se realizam uma laminotomia ou uma laminectomia parcial, uma retração delicada das estruturas nervosas e uma ressecção direta do fragmento hemiário
A
artrodese
deve ser associada nos casos em que ocorre uma instabilidade associada