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Doenças inflamatórias Intestinais, Problema 16 - Coggle Diagram
Doenças inflamatórias Intestinais
1. Revisão TGI:
Trato Gastrointestinal Superior
Boca
Todo o processo digestivo começa na boca quando a comida é mastigada e empurrada para a garganta, passando para o esófago.
Esôfago
No esófago o processo torna-se automático. Os músculos do esófago começam a fazer movimentos peristálticos até a comida chegar ao esfíncter (músculo com o formato de um anel no final do esófago). O esfíncter relaxa e a comida passa para o estômago.
Estômago
No estômago os alimentos são misturados com líquidos digestivos, e os seus nutrientes e água são absorvidos. O bolo anteriormente chamado de alimento passa a chamar-se quimo e é enviado para o intestino delgado.
Trato Gastrointestinal Inferior
Intestino delgado
No intestino delgado o quimo é misturado com mucos digestivos do pâncreas, fígado e intestino, de seguida é levado através de movimentos peristálticos até ao intestino grosso.
Duodeno
primeira parte do intestino delgado. É onde os líquidos do pâncreas e do fígado se misturam para a digestão.
Jejuno
secção do intestino delgado que conecta o duodeno ao íleo.
Íleo
fim do intestino delgado.
Intestino grosso
No intestino grosso, partes da comida, células ou fluidos que não são desfeitas ou dissolvidas no processo digestivo, vão ser absorvidas e as restantes transformadas em fezes. Através do peristaltismo as fezes vão ser levadas até ao recto, onde serão posteriormente expelidas.
Apêndice
bolsa anexada ao ceco.
Ceco
primeira parte do intestino grosso. Recebe do intestino delgado o material alimentar não digerido.
Cólon
parte intermédia do intestino grosso.
Recto
extremidade do intestino grosso, que armazena as fezes até as expelir pelo ânus.
Anus
Elimina os resíduos na forma de feses
Função: prover o organismo de água e nutrientes que supram as necessidades nutricionais do organismo
Principais processos fisiológicos do sistema gastrintestinal:
MOTILIDADE: impulsiona o alimento ingerido a partir da boca até o reto
SECREÇÃO: contribui para a digestão dos alimentos e absorção dos nutrientes
DIGESTÃO: degradação dos alimentos em moléculas passíveis de absorção
ABSORÇÃO: proporciona a captação de nutrientes, eletrólitos e água
EXCREÇÃO: eliminação dos produtos não absorvidos
2. Definição e Epidemiologia:
Definição
A expressão “Doença Intestinal Inflamatória” (DII) aplica-se a duas doenças intestinais crônicas e idiopáticas:
Doença de Crhon (DC)
Doença inflamatória crônica que normalmente afeta o íleo distal e o cólon, mas pode ocorrer em qualquer parte do trato GI.
Ou seja, ela pode acometer desde a boca até o ânus.
1ª diferença da DC e RCU.
Acometimento macroscópico em diferentes locais ao mesmo tempo
Lesões salteadas
A inflamação é transmural, ela acomete desde a mucosa até a serosa.
Mucosa até serosa
Espessamento da parede intestinal, com estreitamento do lúmen (formação de estenoses)
Formação de fístulas para o mesentério e órgãos contíguos
Exame com contraste
Aspecto de pedras de calçamento
2ª Diferença DC e RCU
Em uma biópsia, o achado microscópico será um processo inflamatório crônico granulomatoso sem necrose caseoso.
3ª diferença DC e RCU
Os sintomas normalmente incluem diarreia e dor abdominal.
Abscessos, fístulas internas e externas e obstruções intestinais podem estar presentes.
Retocolite Ulcerativa (RCU)
Doença inflamatória ulcerativa crônica que surge na mucosa do cólon e no reto
Inflamação superficial e contínua
Mucosa e Submucosa
Manifestações extra-intestinais são incomuns.
Caracterizada com mais frequência por diarreia com sangue.
A demarcação entre as áreas acometidas da mucosa pela doença e as áreas saudáveis são facilmente vistas na endoscopia
Epidemiologia
Mais prevalentes na Europa setentrional e na América do Norte, com menor incidência na Europa central e meridional.
Menor prevalência na América do Sul, África e Ásia.
Correlação entre as DII e o nível socioeconômico
Quanto mais desenvolvida a região geográfica, maior a prevalência de doença inflamatória intestinal
Crescente urbanização expondo os indivíduos a novos estilos de vida, alimentação e exposições a antígenos.
Dois picos de idade de aparecimento:
Entre aproximadamente os 15 e os 40 anos, com um menor pico entre os 55 e os 65 anos.
Contudo, podem aparecer em qualquer fase da vida – embora seja raro antes dos 15 anos.
Não observa-se diferenças significativas nas incidências e prevalências entre os sexos.
A RCU é mais prevalente e incidente do que a DC.
A incidência de RCU tem sido registrada como cerca de 0,5 a 24 casos por 100 mil habitantes por ano; enquanto a de DC tem sido 0,1 a 20 casos por 100 mil habitantes por ano.
3. Etiologia e fatores de risco:
IDIOPÁTICA
Disfunção imunológica
incapacidade do organismo em regular efetivamente as respostas imunes contra antígenos aos quais o trato digestivo está constantemente sendo exposto
Prováveis agentes infecciosos
infecção por micobactérias atípicas, dietas ricas em açúcar e maior consumo de gorduras poli- -insaturadas
Oque causa a disfunção na imunorregulação?
Fatores luminais/microbiota
Na RCU, foram descritas bactérias cujos metabólitos são lesivos à mucosa intestinal.
Na DC, a concentração de gram-positivas e gram-negativas está aumentada
FATORES GENÉTICOS
DC e RCU
As 2 são poligênicas
DC um importante marcador genético foi descrito: o gene NOD2
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Parentes de primeiro grau de indivíduos afetados têm uma chance de 30 a 100 vezes maior de também desenvolver DII
polimorfismo no gene que produz o receptor da IL-23
1 more item...
fatores relacionados à barreira intestinal;
fatores associados à imunorregulação, incluindo as imunidades inata e adaptativa.
Alterações da microbiota + resposta imune exacerbada contra essa mesma microbiota
FATORES DE RISCO
frequentemente vêm acompanhadas de desordens auto-imunes, como a espondilite anquilosante e a colangite esclerosante primária
• CIGARRO: o fumo protege para RCU, mas está associado à DC
• Hormônios femininos:
• AINES: associadas com reagudizações das DII e contribuem para o surgimento de doença refratária
• GASTROENTERITE AGUDA: estudos observacionais sugerem a existência de uma associação entre gastroenterite aguda e posterior surgimento de DII, tanto em adultos quanto em crianças
4. Fisiopatologia:
Retocolite Ulcerativa
Qual é o padrão da inflamação?
Se caracteriza pela inflamação crônica do cólon e reto
Inflamação se limita à mucosa e aparece de forma contínua e simétrica ao longo da porção afetada
Simétrica e contínua
Mucosa e submucosa
Quais áreas afetadas do TGI?
Restrita ao cólon e reto
Diarréia com perda de sangue nas fezes
Decorrente de sintomas diretamente da inflamação do reto e ou do cólon
Essa inflamação altera a permeabilidade do epitélio
Causando extravasamento do fluido intersticial rico em proteínas
Além disso, a absorção de água e eletrólitos está prejudicada e alterações da motilidade intestinal, decorrentes do processo inflamatório contribuem na fisiopatolodia da diarréia
Por que há perda de sangue nas fezes?
Erosões da mucosa colônica, características da RCU, ocasiona a perda de sangue nas fezes
Por que há numero aumentado de idas ao banheiro?
também na RCU, o limiar sensorial do reto inflamado é diminuído
Fazendo com que a presença de qualquer quantidade de fluido na ampola retal desencadeie o reflexo da defecação
Por que há manifestações dolorosas? → Cólicas
Ocorrem devido ao aumento do tonus muscular e da amplitude das contrações no intestino grosso
Alterações sensoriais devido à inflamação também podem fazer o paciente perceber as contrações da musculatura do intestino grosso como cólicas.
Desenvolvimento de anemia ferropriva
A anemia pode causar astenia
Ocorre devido à perda de sangue nas fezes
Intensidade pode variar conforme o volume de sangue perdido
Por que pode haver febre?
Se o comprometimento da doença for muito extenso
Mediadores inflamatórios serão liberados e podem ocasionar febre
RCU e DC tem apresentação clínica muito similar, mas seus aspectos patológicos são diferentes
Doença de Crohn
Pode acometer qual parte do TGI?
Se caracteriza pela inflamação transmural - da mucosa à serosa - crônica do tubo digestório
Podendo acometer qualquer porção do tubo digestório
Desde a boca até o Ânus, embora haja predileção pelas regiões ileal ou ileocecal
Qual é o padrão da inflamação?
Transmural
É salteado com lesões afotóides
Áreas de inflamação alternadas com áreas saudáveis
Gera reação granulomatosa não caseificante, além de poder ter lesões aftóides na área acometida
As manifestações clínicas podem variar de acordo conforme o local afetado
Quando confinada ao intestino delgado → Diarréia e dor abdominal
A diarreia pode ocorrer por má absorção – de nutrientes, fluidos ou eletrólitos – ou por exsudação de fluido intersticial para o lúmen devido ao processo inflamatório.
Sintomas constitucionais como perda ponderal e anemia também podem ocorrer
No acometimento do íleo mais distal → diarréia e anemia megaloblástica
A má absorção de sais biliares pode ser o mecanismo da diarréia, permitindo que grandes quantidade destes sais cheguem ao intestino grosso e gerem maior secreção de cloro e água pelo epitélio
No íleo ocorre a absorção da vitamina B12
Sua escassez gera anemia megaloblástica
Outro mecanismo que gera anemia no contexto das DII
Dor Abdominal
Quando no quadrante inferior direito e de duração mais constante, pode ser resultado da estimulação de receptores na serosa pela inflamação
Frequente
O aumento da contratilidade e distensão das alças pode ocasionar cólicas
Anorexia e náuseas
Causadas por mediadores de inflamação do SNC → Como o TNF-Alfa
Acometem com frequência portadores da Doença de Crohn
Há presença de Fístulas?
Sim, mais comuns na Doença de Crohn
5. Quadro Clínico:
Sangue nas fezes e diarréia
Retocolite Ulcerativa
Diarréia sanguinolenta
dor abdominal
febre
Na maioria das vezes insidioso
Leves cólicas abdominai
Tenesmo
astenia
Anemia Ferropriva
Doença de Crohn
Anorexia
Náuseas
Anemia megaloblástica
Perda ponderal
6. Diagnóstico:
EXAMES LABORATORIAIS
ANEMIA, LEUCOCITOSE E TROMBOCITOSE
VHS E PCR
EM CASOS LEVES, POUCAS ALTERAÇÕES
RETOCOLITE ULCERATIVA
COMPROMETIMENTO UNIFORME E CONTINUO
PERDA DO PADRÃO VASCULAR DA MUCOSA
EXSUDATO, FRIABILIDADE, ULCERAÇÕES, GRANULOSIDADE E PSEUDOPÓLIPOS
COLONOSCOPIA COM BIOPSIA
CASOS MAIS GRAVES
CONTRAINDICADA PARA CASOS DE MEGACOLON TOXICO
REALIZAR RETOSSIGMOIDEOSCOPIA COM BIÓPSIA
ANALISE HISTOPATOLÓGICA
INFILTRADO INFLAMATÓRIO MONONUCLEAR
ABCESSO DE CRIPTAS
DISTORÇÃO DAS CRIPTAS
NECESSÁRIO EXAMES COMPLEMENTARES
QUADRO CLINICO GENÉRICO
DOENÇA DE CROHN
COMPROMETIMENTO SALTEADO
ÁREAS DOENTES MANIFESTADAS ATRAVÉS DE ULCERAS AFTOSAS
COALESCÊNCIA "PEDRAS DE CALÇAMENTO"
REALIZAR ILEOCOLONOSCOPIA COM BIOPSIA
HISTOPATOLOGICO
SEMELHANTE AO DA RCU
PODEM ENCONTRAR GRANULOMAS NAO CASEOSOS
SINAL PATOGNOMÔNICO
ANAMNESE, HISTORIA CLÍNICA, EXAME FÍSICO E EXAMES COMPLENTARES
LABORATORIAL, ENDOSCÓPICO, RADIOLÓGICO E HISTOPATOLÓGICO
MARCADORES SOROLÓGICOS
ASCA, PRINCIPALMENTE EM PACIENTES COM DC
ANTIPORINA E ANTIFLAGELINA
ASSOCIADOS A DC, PIOR PROGNÓSTICO
P-ANCA, RELACIONADO A PANCOLITE, PIOR PROGNÓSTICO EM CASOS DE RCU
MÉTODOS DE IMAGEM
ENTERO-TC OU A ENTERO RNM CONTRASTADOS
ANALISAR ALGUMAS COMPLICAÇÕES
OBSTRUÇÃO INTESTINAL
FISTULAS INTERNAS
IDENTIFICAM A PAREDE INTESTINAL DOENTE
AUMENTO DA ESPESSURA, HIPERCAPTAÇÃO FOCAL DE CONTRASTE
FORMA NÃO INVASIVA
7. Diagnóstico diferencial:
Síndrome do Cólon Irritável
Investigação mais aprofundada
Infecção Entérica
Tempo
Apendicite*
Laparotomia
Hemorroidas
Sigmoidoscopia que exclua Doença Intestinal Inflamatória
Carcinoma de Colón
Linfoma Intestinal*
Exige um diagnóstico cirúrgico
Colite Colágena
Biópsia
Enterite por radiação
História
Tratamento com AINEs, ouro e quimioterapia
História
Gastroenterite eosinofílica
Eosinofilia periférica e biópsia típica
Doença celíaca
Colite isquêmica
8. Tratamento:
Doença de Crohn
Leve
Budesonida associado ou não com corticoide sistêmico
Moderado
corticoide (prednisona) mais imunossupressor
Grave
anticorpos monoclonais, com ou sem imunossupressores
A base de medicamentos disponíveis são das classes
aminosalicilátos e derivados
Corticóides
Imunossupressores
anticorpos monoclonais
Retocolite inflamatória
Leve
Mesalazina via supositório e sulfassalazina tópico
Moderado
Corticoide tópico + mesalazina via oral
Grave
Corticoide IV +(ciclosporina IV) terapia monoclonal ou imunossupressor
Na remissão
Azatioprina (metotrexato) + aminosalicilatos topico ou oral
Colites graves
corticoterapia (EV)
Doença celíaca
hidratação com reposição de albumina
Exclusão do gluten - da lactose (15) e sacarose (30)
reposição de hemácias
Medidas gerais
A vacinação é uma opção
Orientação para organização alimentar e vitamínica de suplementação.
Suspensão do uso de medicamentos diversos com ênfase para os AINES
Se faz uso de álcool, tabagismo, drogas de abuso, deve cessar.
A proposta dos tratamentos tem como base tentar reduzir a inflamação, se não conseguir a ausência, pelo pelos a diminuição.
Problema 16
Hysslley
Sabryna
Osmar
Alisson
Gláuber
Hérika
Márcio
Elza
Grupo 4
Tutora Ana