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OS ESTUDOS INDO-EUROPEUS E NÃO INDO-EUROPEUS DEPOIS DE BOPP E DE GRIMM -…
OS ESTUDOS INDO-EUROPEUS E NÃO INDO-EUROPEUS DEPOIS DE BOPP E DE GRIMM
Começo do século XIX, na década de 1920 o estudioso alemão
Julius von Klaproti
trabalhou com línguas da Ásia em geral, em um livro escrito em latim sob o título de Asia Polyglotta. Foi ele, provavelmente, o primeiro a empregar a expressão "indo-germânico"
Veio a interferir com a denominação “indo-europeu" que tinha sido lançada por Bopp, que a ela se ateve, entretanto, protestando contra a inadequação do termo “indo-germânico".
Benfey
Alargou o campo da linguística semítica enfatizando o parentesco das línguas semíticas com o egípcio
Dessa forma esboçou uma grande família de línguas chamada
camito-semítica
A princípio o camítico era visto como bem afastado do semítico, assim chamado porque o árabe e as línguas com ele relacionadas eram atribuídas a Sem, o outro filho de Noé.
A
linguística comparativa
eslava teve início com a publicação de uma obra do tcheco Joseph Dobrovsky, na década dos anos de 1920, livro escrito em latim, Institutiones Linguae Slavicae.
Com referência ao celta, deias errôneas foram a essa língua atribuídas nos começos do século XIX, em contraste total com os princípios da linguística histórica estabelecida pelos primeiros linguistas
A princípio, esta língua sulista, chamada provençal, foi considerada a primeira língua diretamente originária do latim na Idade Média e pensou-se que todas as outras línguas românicas fossem dela derivadas
Pott
Concentrou seus interesses na
etimologia
. Seu principal trabalho intitula-se
Pesquisas Etimológicas no Campo das Línguas Indo-Germânicas
Seu maior mérito foi a ênfase que deu à
fonética
e à
derivação vocabular
Fez uma inteligente distinção entre a semelhança acidental nos sons e na concordância de acordo com leis fixas e chamou isso de
Paralelismo etimológico nas letras
Estabeleceu que este paralelismo devia merecer confiança mesmo quando nenhuma semelhança aparente pudesse ser vista
Pott também criou uma espécie de
dicionário etimológico
com um tratamento comparativo de todas as raízes do sânscrito
Curtius
Curtius enfatizava a importância da
Fonética
Fez distinção entre "mudanças fonéticas regulares" que podem ser formuladas em
Leis-fonéticas
e
mudanças fonéticas regulares e esporádicas
Teve o mérito de destruir a falsa visão relativa às assim chamadas vogais "básicas”
a
,
i
,
u
Bredsdorff
Deu ênfase na fonética e nas mudanças fonéticas
Marcou a primeira tentativa de estabelecer, de maneira sistemática, as
causas da mudança linguística
Enumerou
sete causas
e as ilustrou com exemplos selecionados de descobertas linguísticas nos começos do século XIX
4)
Indolência
5)
Tendência à analogia
3)
Imperfeição dos órgãos
6)
Desejo de ser socialmente distinto
2)
Recordação falha
7)
Necessidade de exprimir novas ideias
1)
Má audição e compreensão imperfeitas
A
Teoria do Menor Esforço
enfatizava a influência que as línguas estrangeiras podem exercer nos falantes de uma língua com a qual estejam em contato
Boenloew
Focalizou no estudo do acento e sua influência nas mudanças fonéticas
Investigou o acento nas línguas indo-europeias tanto antigas quanto modernas
Holtzmann
Holtzmann concentrou sua atenção no
Ablaut
Aventou a possibilidade do Ablaut ter sido condicionado pelo acento