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Fundamentos das abordagens clínicas fenomenológico-existenciais
Fenomenologia
Husserl
Para Husserl a fenomenologia se apresenta como um estudo puramente descritivo dos fatos vivenciais do
pensamento e do conhecimento oriundo dessa observação
Redução fenomenológica consiste em suspender todos os preconceitos, valores, teorias
científicas e crenças pré-existentes
Os fenômenos são a manifestação da própria consciência, por isso todo o conhecimento é também conhecimento de si. Sujeito e objeto acabam por se tornar uma e a mesma coisa.
Ato -> (Sentido) -> Objeto
Heidegger
Somos “ser-no-mundo” (as referências de sentido são sempre sociais e históricas
Ao mesmo tempo, não há separação dentro/fora ao se falar de “subjetividade”.
Oposição mecanicismo e ao naturalismo.
A fenomenologia nos convida a suspender toda nossos próprios valores e ir ao encontro do
fenômeno
.Conceito
estudo que fundamenta o conhecimento nos fenômenos da consciência. Nessa perspectiva, todo conhecimento se dá a partir de como a consciência interpreta os fenômenos.
Os dois conceitos centrais da Deseinsanalyse
Dasein
O ser lançado no mundo, sendo o modo como nós captamos a própria existência humana, como um meio de acesso ao sentido do ser.
Autenticidade e Inautenticidade
Autenticidade
Indica o momento em que o home alcançou o ser através de um processo de investigação interna, sua maneira originar de ser e compreender modos que trazem o final de incômodos e angustia diante da vida e dos outros homens
Inautenticidade
Não indica o homem de ser falso mas aquele que ainda não tomou consciência, sobre si mesmo, que ainda não descobriu modos de ser que não são peculiares. Isso porque ele ainda não conseguiu distinguir entre as maneiras de pensar e agir que lhe são próprias e aquelas que possui devido a sua experiência de vida
Existencialismo
corrente
filosófica na qual o homem é visto como ser-no-mundo
O homem passa a ser valorizado como um indivíduo que
tem sua própria subjetividade, liberdade e responsabilidade por suas escolhas
Os valores que vão sendo formulados passam a fazer parte de suas escolhas e da sua relação com o mundo
PENSADORES EXISTENCIALISTAS
Heidegger
considera
que antes da consciência existe o próprio homem: daisen (ser-no-mundo)
o mundo no qual o ser humano existe é interior, ao mundo espacial, topográfico, interior. O que diferencia o humano do não humano é a conscientização do que se é humano
O “ser-a-cada-vez-meu” (subjetividade). Não é algo interno, mas é a apropriação do que se apresenta e uma tomada de posição a respeito.
Martin Buber
Relação Eu-Tu (relação, intersubjetividade, diálogo) x Relação Eu-Isso (percepção-objeto, manipulável)
Kierkegaard
O pensador de maior destaque na corrente existencialista devido
à sua influência sobre todos os filósofos fenomenológicos existenciais, sendo caracterizados pela existência autêntica
O eu é relação consigo mesmo
Todo conhecimento deve-se ligar à existência, subjetividade, nunca ao abstrato racional, pois se assim proceder fracassará, no entanto de penetrar no sentido profundo das coisas, logo de atingir de verdade
A angústia diante do não-sentido
Sartre
Medard Boss ( Daseinanalyse)
conceitos
Estudou a ontologia heideggeriana, em contato direto com Heiddeger
Considera o homem como Dasein- que é sempre em, relação com o mundo para qual é aberto
Foco na questão do Ser e dos existenciais, e de qual
seria sua interface com a psicopatologia
Heidderger
Buscou explicitar o sentido do
ser
Desenvolveu a ontologia fundamental em 1927, no
livro Ser e Tempo
A concepção do homem passa a ser o Dasein (ser-aí),
dotado de características fundamentais existenciais
Ser aí- ser que se projeta em um mundo de
possibilidades já dadas (referencialidades)